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23/05/2011 23:00:05 - Travessia Rui Braga no Parque Nacional Itatiaia (parte alta para parte baixa)

Há duas semanas, na Sexta-Feira 13 de Maio peguei estrada logo antes do almoço e segui para Itu, onde me encontrei com o Alessandro, almoçamos, deixei minha bike e seguimos para Resende (RJ).

O caminho, apesar de longo (cerca de 400 km) foi tranquilo e passou rápido graças ao bate-papo durante toda a viagem. Chegando em Resende, pouco antes das 18h, encontramos o hotel onde a Nath havia feito nossas reservas, largamos as coisas no quarto e logo fomos jantar no "calçadão" um prato enorme com arroz, feijão, frango, salada, farofa etc por R$6,00!

Antes de voltar para o hotel, para definitivamente estufar o estômago e garantir a reserva para os próximos dias, passamos no Bobs e "completamos o tanque" com o famoso milk-shake de Ovomaltine (500ml). De lá atravessamos a rua de volta ao hotel, ficamos um tempo assistindo TV esperando fazer um pouco a digestão, arrumamos as mochilas e logo fomos dormir.

No dia seguinte acordamos antes das 6h e logo descemos para o café da manhã, encontrando no saguão do hotel a Paula, Bárbara, Marcia, Requeijo e Mario. Pouco tempo depois chegou também a van que nos levaria para a parte alta do PNI com a Nath (quem organizou e agitou a travessia), Eduardo (pai) e Eduardo (filho) além do motorista. Por volta das 7h estávamos todos prontos e seguíamos estrada para o PN Itatiaia.

Na entrada da parte alta a Nath mostrou a autorização para a travessia, autorização para a "hospedagem" no abrigo Massena (burocracias e mais burocracias) e logo depois de pagar (isso é rápido e aumentaram o valor) estávamos com as mochilas nas costas seguindo pela estrada até próximo do abrigo Rebouças. Lá uma pausa para usar o banheiro, aproveitei para visitar o abrigo e ver se as fotos que eu, o Alessandro e mais uns amigos doamos para decorar o abrigo ainda estavam lá (felizmente sim e em perfeito estado) e logo seguimos pela estrada até o começo da travessia, no final da estrada, por onde começa a descer por uma trilha erodida.

A descida foi tranquila e rápida. Fizemos uma pausa para lanche no 2º charco (onde afundei uma das pernas até a coxa) e logo estávamos no abrigo Massena, um abrigo que deve ter sido espetacular há algumas décadas mas hoje em dia está em ruínas (veja o vídeo abaixo).

Enrolamos um pouco, demos uma ajeitada nas coisas e logo eu, o Ale, Requeijo, Paula e Bárbara largamos as mochilas e seguimos leves para o Morro do Urubu, uma montanha muito fácil e pouco explorada no PNI (e é a 34ª montanha mais alta do Brasil de acordo com o Anuário Estatístico do IBGE). Fazia algum tempo que eu queria retornar a essa montanha. Na primeira vez que a subi foi embaixo de garôa forte e com visibilidade zero, dessa vez eu esperava uma visão do vale e das "costas" do Prateleiras e Pedra Assentada, mas o clima não colaborou muito mais uma vez.

Apesar de não ter chuva havia muitas núvens e mal se via o Prateleiras. Mas tudo bem, acontece. De lá, depois de um descanso e algumas poucas fotos seguimos por mais 1 h de caminhada e logo chegamos de volta ao abrigo onde o resto do pessoal se aquecia ao lado da lareira.

No abrigo preparei meu jantar e com o chegar da noite logo fui dormir (tendo acordado e conversado um pouco alguns minutos depois e me mudado de lugar depois que o Requeijo começou a roncar como um trator e a Paula e Bárbara não paravam de conversar). A noite foi longa e fria, mesmo usando um liner que na teoria segura +15ºC do saco de dormir passei frio com uma temperatura amena de 9ºC (mas o testarei mais uma vez antes de postar minhas observações).

No dia seguinte acordamos, tomamos o café da manhã, subi até uma casa de pedra próxima para umas fotos e logo às 8h50 saímos para o 2º dia de caminhada. O pessoal estava meio parado procurando o caminho então tomei dianteira e fui abrir caminho pelo famoso charco. Apesar de longo e com trechos molhados consegui o atravessar sem molhar meus pés. E aproveitando que estava na frente e não estava afim de muito bate-papo apertei o passo e segui o caminho pela trilha super aberta em direção ao vale.

A trilha de descida começa bem tranquila e aberta rumo ao vale e depois começa a contorná-lo. Do outro lado o tempo todo via a Pedra Cabeça de Leão, Leoa, Gigante e Ovo e depois de uns 40 min do abrigo cheguei no primeiro ponto de água - onde parei 5 min - e em seguida diversos outros. Algum tempo depois a trilha começa a entrar em mata mais fechada até que chega em alguns trechos bem mais fechados devido a pouca frequência de pessoas por lá (é uma travessia bonita e que vale a pena, mas a burocracia afasta muita gente - inclusive por isso eu nunca tinha feito!).

O tempo foi passando, depois de 2h de caminhada passei pelo abrigo Macieira, fiz um lanche, tirei umas fotos e logo segui meu caminho. Como eu estava descendo rápido logo percebi que ficaria muito tempo esperando no final se eu mantivesse o mesmo ritmo. Para evitar isso (pelo menos um pouco) diminui um pouco e aproveitei para ajudar a recuperar a trilha em alguns trechos onde a mesma estava fechada com bambus e outros matos "chatos" atravessando o caminho (inclusive um deles literalmente me fisgou como peixe quando um de seus espinhos, de um galho, veio em minha direção e cravou por dentro da minha boca!).

Mesmo diminuindo o ritmo cheguei ao final da trilha às 13h45, quase 5h depois da saída do Abrigo Massena. Em seguida chegou a Paula e Bárbara e depois de 1 h o Alessandro. Essa hora já tinha feito meu lanche no inseparável tostex e depois fiquei enrolando sentado em frente ao posto de fiscalização até que chegaram o Requeijo, Nath e Mario. Mais um tempo passou e por volta das 16h20 chegou também a Márcia e os dois Eduardos.

De lá voltamos para Resende com a van que nos buscou, nos despedimos e, depois de mais um milk-shake de Ovomaltine - só que agora de 700ml - o Alessandro e eu seguimos estrada de volta a Itu, onde chegamos por volta das 22h.

No dia seguinte, para não deixar as pernas esfriarem, fomos pedalar. Como não queríamos sujar as bikes fizemos um roteiro só por asfalto e que durou 3h (58,8 km). O Ale foi de bike speed e eu aproveitei para testar uma bike moderna nesse estilo, já que o mais perto que eu havia pedalado tinha sido uma antiga Caloi 10 que eu tive há uns 15 anos. O pedal foi muito bom, na volta em uma boa descida cheguei a 71,4km/h (marcado no GPS) e na hora do almoço já buscávamos a filha do Ale na escola. De lá voltamos para sua casa para o merecido banho, almoço e logo segui estrada para São Paulo.

O resto da semana foi tranquila mas o final de semana foi corrido. No Sábado acordei antes das 6h e às 7h14 meu voo levantou rumo a Belo Horizonte e de lá, um taxi que me aguardava, me levou para a PUC-MG em Contagem para meu Curso Operacional hp48/49/50g para alunos de engenharia. Saindo de lá voltei para o aeroporto (felizmente consegui adiantar meu voo) e às 20h20 desembarcava novamente em Congonhas para voltar para casa, ajeitar as coisas, dormir e no Domingo dar novamente o mesmo curso, agora para uma turma na minha sala de aula aqui em São Paulo.

O decorrer dessa semana promete ser tranquila também. Nos próximos dias estarei por aqui, saindo no máximo a uma distância de uns 60km de SP (talvez amanhã) para testar se o Defender está em ordem e para o final de semana tenho planos de viagem (se tudo correr bem com muitas escaladas - mais detalhes só na volta).

A travessia Rui Braga no PNI é uma travessia que recomendo a todos. Além de tranquila e praticamente só descida (pouco mais de 18 km) ela é bem histórica já que foi há muito tempo o único caminho para quem quisesse acessar o planalto do parque, onde fica o Agulhas Negras e diversas outras montanhas. Infelizmente a burocracia não deixa com que mais pessoas a percorra (já que tem que reservar com pelo menos 10 dias de antecedência, confirmar depois de alguns dias, reservar o "abrigo" Massena etc etc etc). Mas mesmo assim vale a pena! E valeu pela Nath que se encarregou de toda essa parte burocrática, inclusive com a reserva do hotel onde fiquei hospedado de Sexta para Sábado e da van que nos levou na parte alta e buscou na parte baixa.

As fotos feitas durante a travessia estão no link Travessia Rui Braga - PNI.

- enviado por Tacio Philip às 23:00:05 de 23/05/2011.



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