Com os incêndios no PN Itatiaia nas últimas semanas a reserva que o Alessandro havia feito para o Abrigo Rebouças no feriado foi cancelada. Com isso tivemos que partir para nosso Plano B, duas montanhas remotas e pouquíssimo visitadas na Serra Fina.
Com tudo acertado com a Paulinha, Parofes e Edson (que confirmou na última semana), na Sexta-feira, dia 03/09, pegamos estrada no começo da noite e às 0h45 passávamos pelo bairro do Paiolinho e estacionávamos o carro na Fazenda Serra Fina. Minutos depois arrumamos nossas coisas e o Edson e o Parofes bivacaram enquanto a Paulinha e eu dormimos no porta-malas do carro.
No dia seguinte acordamos com o despertador às 6h, tomamos nosso café da manhã, arrumamos as mochilas e às 7h começamos a trilha que leva ao cume da Pedra da Mina. Pouco tempo antes havia começado a subir um grupo grande de Virgínia (infelizmente) mas logo fomos alcançando os farofa-caipira e às 9h fazíamos uma pausa e carregávamos nossas garrafas no último ponto de água da subida.
Continuamos a subida e com receio de ter mais gente na trilha e não conseguirmos local para acampar no cume da Pedra da Mina (todos sabíamos que o feriado de 7 de Setembro é o mais procurado por farofeiros e ecoturistas guiados por empresas) o Edson e eu resolvemos ir na frente enquanto o Parofes e a Paula seguiam mais devagar. Fomos subindo fazendo algumas poucas pausas e às 12h50 chegamos ao topo da Pedra da Mina, felizmente vazio.
Ficamos um tempo descansando, 30 minutos depois chegaram o Parofes e a Paula e pouco depois outra pessoa vindo do Alto do Capim Amarelo. Nessa hora resolvemos então começar a montar nossas barracas e algumas horas mais tarde, quase junto com o pôr-do-Sol, chegou a lotação de Virgínia. Nessa mesma hora, após algumas fotos começamos a cozinhar nosso jantar e em seguida fomos deitar.
O começo da noite foi realmente um inferno! O bando de Virgínia, como é comum em boa parte do pessoal que vive ao redor de montanhas e tem zero de cultura, só havia subido para fumar maconha, beber conhaque (sei que era conhaque porque me ofereceram), fazer sujeira (deixaram lixo espalhado no cume) e baderna. Além da conversa alta tinha até babaca bêbado andando de um lado para o outro do cume com um radio de pilha no último volume. Realmente lamentável. Mas tirando esse incômodo o resto da noite correu bem, não fez muito frio e no dia seguinte novamente acordamos às 6h com o despertador.
Tomamos nosso café-da-manhã, arrumamos nossas mochilas de ataque, trancamos as barracas e às 7h25 começamos a caminhada para a meta mais difícil da viagem - e provavelmente a mais difícil do meu Projeto 2010 - o Pico Cabeça de Touro. Descemos rumo ao Vale do Ruah, o atravessamos aproveitando para pegar água, começamos a subida da crista pela trilha da travessia da Serra Fina e fomos em direção ao Cupim de Boi, onde chegamos às 10h55. No cume 10 minutos de descanso e lanche e começamos então a procurar um caminho viável para a descida para o colo entre ele e o Cabeça de Touro.
A descida foi quase toda desescalada em trepa-pedras mas logo chegamos em uma parte pior: o colo entre as montanhas. Esse trecho foi mais trabalhoso e como não havia trilha tivemos que atravessar abrindo caminho no meio de Capim Elefante (um capim que chega a mais de 2 metros de altura e se entrelaça tornando sua travessia um martírio). O tempo foi passando e às 11h50 vencíamos esse trecho e começávamos então a subida final para o cume da montanha, agora por lajes de pedra e escalaminhada, chegando ao seu cume às 12h40.
No cume do Pico da Cabeça de Touro fizemos uma longa pausa para lanche, fotos e para assinar o livro de cume que fica no totem do topo dentro de uma marmita. No livro, colocado lá provavelmente em 1992 (data do primeiro registro no mesmo), só haviam 6 relatos de grupos no cume até nossa chegada, sendo o mais recente em 2008. Deixamos também nossos nomes - por coincidência era também o 7º cume alcançado do meu Projeto 2010 - e às 13h20 começamos o longo caminho de volta.
O começo da descida foi tranquila e logo estávamos atravessando o colo entre o Capim Elefante (agora mais facilmente já que seguimos o mesmo caminho da subida). De lá o trepa-pedra e às 14h55 passávamos novamente pelo cume do Cupim de Boi e seguíamos pela sua crista novamente rumo à Pedra da Mina, nosso acampamento base.
O retorno foi bem cansativo, o Sol se pôs enquanto estávamos atravessando o Vale do Ruah e durante a subida final para o cume da Pedra da Mina passamos pelo grupo de turistas guiados pela Pisa Trekking. Acho que eles podiam até colocar em sua propaganda: "Inclusão Pisa: a única especializada em levar deficientes para a Serra Fina". Falo isso porque enquanto subíamos e passávamos por uma fileira de turistas um dos guias descia de braços dados com um deles, quase o carregando, e outra guia ainda justificava falando que ele tinha "problemas". Mas felizmente nosso contato com eles durou apenas uns 3 minutos (mais que suficiente para perceber como eles fazem qualquer coisa por dinheiro) e seguimos nosso caminho rumo ao cume, onde chegamos às 19h35 para o merecido jantar e tranquila noite de sono (os Virginianos já tinham ido embora - e deixado lixo por onde passaram).
A ida até o Cabeça de Touro é bem longa e cansativa. A distância da Pedra da Mina (nossa base) até ela é um pouco maior que a distância da Pedra da Mina até o Pico Três Estados. E para piorar, a travessia até o Três Estados é normalmente feita em um dia e existe trilha aberta, para o Cabeça de Touro por mais de 1 km não há trilha e ainda fizemos o caminho ida e volta, mas valeu a pena e graças ao cansaço tivemos uma boa noite de sono.
No dia seguinte acordamos mais tarde, por volta das 7h, tomamos nosso café da manhã e às 8h15, novamente com mochila de ataque e barracas trancadas, começamos a descida da Pedra da Mina rumo ao Morro do Tartarugão, nossa outra meta da viagem.
O começo da descida foi tranquila, passamos por mais um grupo de turistas, pegamos água no riacho e às 9h35 estávamos na Cachoeira Vermelha procurando um local para atravessar o charco e seguir por uma crista que possivelmente nos levaria até a base do Tartarugão. Fomos olhando e caçando o caminho até que conseguimos atravessar. De lá seguimos pela crista seguindo por rocha onde dava e atravessando mais um pouco de Capim Elefante quando éramos obrigados.
Com o cansaço do dia anterior pesando nas pernas a subida foi lenta e chegamos ao cume às 10h40. No cume mais uma longa pausa para lanche, fotos e infelizmente nenhum livro de cume. Há um pote com um papel estragado - impossibilitando saber de quando é o registro - e também não levamos papel ou caneta para deixar nosso registro por lá. Mas tudo bem, com tudo marcado no GPS e mais algumas fotos às 11h05 começamos a descida.
A descida foi bem rápida e em vez de voltar pela crista lateral voltamos pelas lajes de pedra em frente, caminho que o Edson havia feito para subir enquanto a Paula, Parofes e eu seguiamos pela crista. O Edson teve sorte e esse caminho é muito mais direto e com apenas um trecho de Capim Elefante (e facilmente atravessado). De volta à Cachoeira Vermelha mais uma pausa para lanche e fotos e de volta à trilha da travessia seguimos novamente para o cume da Pedra da Mina (o Edson acelerou na frente e ainda fez um bate-volta no Morro do Avião).
Chegamos no cume da Pedra da Mina às 13h15, almoçamos e enquanto arrumávamos as coisas o Edson também chegou. Como o clima estava piorando e a previsão do tempo realmente previa tempo ruim nossa decisão foi descer no mesmo dia para o Paiolinho - e com isso poderíamos pegar estrada mais cedo e evitar trânsito da volta do feriado para SP.
Arrumamos nossas coisas, desarmamos nosso Acampamento Base no Cume e às 14h40 começamos a trilha de descida. A descida foi longa e fizemos apenas uma pausa na água para lanche e às 19h30 chegamos no carro.
Bem cansados com os quilômetros horizontais e verticais acumulados nos últimos 3 dias (36 km percorridos e 3700 m de desnível acumulado pelos meus registros no GPS) mas realizados pela meta concluída preparamos nosso jantar e em seguida fomos dormir.
No dia seguinte acordamos sem muita pressa às 7h, arrumamos as coisas e logo começamos a descida para Passa-Quatro a procura de uma padaria para tomar nosso café da manhã. Em uma travessa da avenida principal da cidade (onde aconteciam desfiles de 07/Set) tomamos nosso café (que delícia um pão na chapa uma hora dessas!) e pouco tempo depois, às 9h, estávamos no carro pegando estrada de volta para São Paulo.
No caminho da volta só uma pausa para combustível e ducha no carro e por volta das 13h, depois de uma boa chuva na estrada - já era hora - estávamos em SP. Deixei o Edson no terminal Tatuapé, a Paula e depois o Parofes em suas casas e finalmente cheguei em casa para o merecido banho e descanso.
O ritmo dessa viagem, assim como as trilhas, foi bem intenso. Em 3 dias percorremos muito mais que a própria travessia completa da Serra Fina e com um bom trecho sem trilha aberta, mas valeu muito a pena e nosso objetivo foi alcançado: cume do Pico da Cabeça de Touro e Morro do Tartarugão, respectivamente as 17ª e 19ª montanhas mais altas do Brasil segundo o anuário estatístico do IBGE. Além disso, mesmo a travessia da Serra Fina sendo uma travessia já tradicional no Brasil (eu mesmo a percorri inteira pela 1ª vez em 2002 e fiz minha primeira subida até a Pedra da Mina em 2001), dessa vez fomos com foco nas montanhas esquecidas da Serra Fina, que são tão espetaculares (ou até mais) que os cumes alcançados durante a travessia em si.
Depois de acertar os detalhes ontem, hoje às 8h30 saí de casa, peguei o Dário perto do Parque Villa Lobos às 9h30 e seguimos então para a Pedreira do Jardim Garcia em Campinas.
O caminho foi tranquilo, fizemos apenas uma pausa no mercado para comprar um lanche e pouco depois das 11h estávamos na base da pedreira nos equipando para começar a escalar.
Começamos com a via No Brejo (5ºVI) e em seguida entramos na Perdido no Brejo (5ºsup/VIsup). De volta ao chão e de olho no croqui (que pode ser baixado no site do Davi Marski) fomos procurar então algumas vias que ainda não tínhamos escalado e seguimos então para o canto direito da pedreira, onde escalamos as vias Lactante (6ºsup) e Estressante (6ºsup), duas vias muito bonitas (leve costura longa para a 5ª proteção da Estressante!) sendo que essa segunda possui duas enfiadas e chega no topo da parede.
Novamente alguns rapéis para voltar ao chão, mais um lanche, mais uma olhada no croqui e fomos então para a via Homem Cobra (6ºsup VIIa). Já sofrendo com o cansaço do dia - e com um bom motivo extra: marimbondos na via - acabei desistindo de escalá-la, voltando ao chão logo depois de subir apenas até sua primeira proteção.
O final da tarde começava a chegar mas ainda havia um restante de energia pra queimar. Entramos então na última via do dia, e com certeza a com movimentação mais diferente, a Calangocídio (6ºsup). Essa via tem movimentos logos e que precisam de muita atenção e boa leitura (tem boas agarras, mas tem que encontrá-las e se posicionar bem para alcançá-las). Do seu topo, também no final da parede - mas em uma parte mais baixa - outro rapel até o chão, dei a última segurança do dia para que o Dário também a escalasse e logo em seguida começamos a guardar as coisas na mochila.
Na saída da pedreira fomos procurar uma coisa que ainda não tinhamos encontrado por lá: um Açaí. Aparentemente não tem mesmo nenhum próximo da pedreira então fomos até o Taquaral (acho que é um parque) onde comemos o merecido e esperado açaí. De lá mais um pouco de estrada, deixei o Dário no Carrefour do Villa Lobos por volta das 20h e às 21h já estava aqui em casa.
Para um bate-volta preguiçoso de escalada lá ainda é uma das melhores opções. É próximo de São Paulo, estrada boa (só asfalto), praticamente zero de caminhada no acesso à base das vias e vias bonitas de dificuldade média. E olhando o croqui ainda existem pendências a serem escaladas, logo volto por lá para resolvê-las!
Enviado por Tacio Philip às 23:44:58 de 02/09/2010
Dicas de acesso às montanhas do Parque Nacional do Itatiaia
Tacio Philip – www.tacio.com.br
O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o parque nacional mais antigo do Brasil. Criado em junho de 1937 é hoje em dia motivo de revolta para todos os montanhistas devido à burocracia e dificuldades criadas pela sua administração no acesso de diversas de suas montanhas.
Eu conheci esse parque em 2001, pouco antes do grande incêndio causado por 2 turistas perdidos e estopim para a explosão burocrática e de proibições implantadas, afinal é mais fácil proibir que educar e criar condições para uma visitação segura. Desde minha primeira visita até os dias atuais voltei ao parque algumas dezenas de vezes e pude subir boa parte de suas montanhas, algumas delas mais de uma vez e por diferentes rotas.
Mesmo sendo um parque com grande histórico no montanhismo brasileiro, sendo inclusive o parque nacional com a maior quantidade de grandes montanhas do Brasil, hoje em dia o acesso a boa parte delas é dificultado ou simplesmente proibido.
Mesmo com tantas dificuldades e regras é difícil um amante do montanhismo não conhecer o PNI. Lá estão montanhas clássicas como o Pico das Agulhas Negras e Prateleiras, mas infelizmente, muitos novos montanhistas acham que o parque acaba por ai.
Para quem está começando no montanhismo está sendo implantada uma idéia que é normal o acesso a uma montanha ser proibida e isso está acabando com a cultura do montanhismo no país. Afinal, após subir uma dúzia de montanhas permitidas e bem conhecidas, o novo montanhista fica sem opções para subir e acaba abandonando a prática.
Nesse breve relato tento mostrar as principais montanhas existentes no PNI e dar alguma dica sobre como é o seu acesso e, principalmente, mostrar que elas existem, estão lá e devem ser escaladas.
E para quem está iniciando: não deixe de estudar ou fazer cursos sobre o tema, comece a prática aos poucos e aumente a dificuldade/riscos gradativamente. Esteja sempre preparado para imprevistos e pratique o mínimo impacto. Afinal, ninguém conquista uma montanha, apenas passamos brevemente sobre seus cumes e logo voltamos para a terra firme.
Algumas informações
Abaixo a lista das principais montanhas do Parque Nacional do Itatiaia. Para essa lista foi usado como referência o Anuário Estatístico do IBGE com a inclusão de algumas outras montanhas populares do parque. É indicada também sua altitude (em metros sobre o nível médio do mar) e dica de acesso, em muitos casos apenas o acesso principal. Também classifiquei de acordo com:
Nível de dificuldade: Tenta classificar tanto a dificuldade de acesso à montanha em relação à navegação e existência ou não de trilha de acesso quanto sua dificuldade técnica (trepa-pedra, escalada etc.)
Tempo necessário: Indica o número de dias necessários para ida até o cume da montanha e retorno ao ponto inicial. Apesar de o tempo mínimo mostrado ser 1 dia, algumas podem ser alcançadas em poucas horas. Esse tempo pode também variar para mais e para menos de acordo com seu ritmo, mas foi levado em conta um tempo médio em ritmo normal.
Acesso: Indica o estado burocrático do acesso à montanha. Algumas das montanhas têm acesso permitido pelo parque nacional do Itatiaia enquanto outras requerem autorização prévia ou simplesmente tem seu acesso proibido. Cabe a cada um escolher a montanha a ser escalada e seus riscos inerentes.
PRINCIPAIS MONTANHAS
Pico das Agulhas Negras (2791,5m)
Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após passar a ponte pênsil siga reto, atravessando o último ponto de água da trilha. A partir desse ponto segue diversos acessos ao cume do Agulhas Negras, sendo o mais usado o Pontão, que é orientado por setas e totens. É muito recomendável experiência e necessário o uso de corda para atingir seu cume mais alto (Itatiaiaçu).
Nível de dificuldade: médio.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.
Morro do Couto (2680m)
Logo após a entrada do Parque Nacional do Itatiaia (posto 3 - Marcão) siga à direita no estacionamento subindo a estrada. Antes de chegar ao Morro da Antena saia à direita seguindo por trilha até o colo do Morro do Couto. De lá é só seguir até seu cume pelo trepa-pedras contornando o cume pela sua esquerda.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido.
Pedra do Sino de Itatiaia (2670m)
Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; para esquerda segue para a Asa de Hermes e quase que voltando paralelo a trilha de acesso e começando a subir segue para a Pedra do Altar. Suba a trilha como se fosse para o Altar e quando estiver próximo o contorne pela trilha aberta à esquerda. Você descerá para o vale e ao fundo estará a Pedra do Sino de Itatiaia. Siga a trilha até um charco ao lado dos Ovos de Galinha, o atravesse e siga até o cume seguindo os totens pelas lajes de pedra.
Nível de dificuldade: médio.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido.
Pedra do Altar (2665m)
Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; para esquerda segue para a Asa de Hermes e quase que voltando paralelo a trilha de acesso e começando a subir segue para a Pedra do Altar. Essa trilha é o começo da travessia Rebouças-Mauá e, quando estiver ao lado da Pedra do Altar, antes de começar a contorná-lo, siga a trilha que leva diretamente ao seu cume. Vale a pena descer um pouco pela sua crista e ir até a pedra que dá o nome à montanha.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido.
Asa de Hermes (2641m)
Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; quase que voltando paralelo segue para a Pedra do Altar e para esquerda segue para a Asa de Hermes. Siga pela trilha paralela ao vale e ao maciço do Agulhas Negras até chegar em frente ao colo entre o Agulhas e a Asa. Atravesse o vale e comece a subir o colo pelo trepa pedra indicado com totens. No topo do colo, antes de começar a descer, siga para retornando subindo até a base da Asa. Para chegar ao topo da Asa é recomendável o uso de corda e equipamento de escalada.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido.
Pico da Maromba (2619m)
Não existe uma trilha aberta e demarcada para essa montanha. O melhor caminho é subir pela trilha que começa no escorrega da Maromba em Visconde de Mauá (trilha da travessia Rebouças-Mauá). Subindo a trilha, logo que a subida acabar e começar uma descida para a esquerda após atravessar o colo das montanhas siga para seu primeiro cume à esquerda (Marombinha) e de lá siga pela crista até o Pico da Maromba. Pouco depois do início da subida para o Marombinha, seguindo a trilha o contornando, em 15 minutos você estará em um riacho onde pode pegar água.
Nível de dificuldade: difícil.
Tempo necessário: 3 dias.
Acesso: proibido. Para a travessia é necessário solicitar autorização, entretanto não autorizam o início pelo escorrega da Maromba.
Morro do Massena (2609m)
Essa montanha fica exatamente do lado esquerdo do portão 3 do Parque Nacional do Itatiaia e não há trilha aberta para seu acesso. Pode ser alcançada em navegação visual a partir da entrada do parque até seu cume ou começando por uma trilha que inicia na estrada pouco acima do Alsene. Se optar pela 2ª opção você subirá primeiro o Massena Noroeste e de lá poderá seguir para o Massena.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária (acesso pelo Massena Noroeste - ao lado do Alsene)
Pedra Furada (2589m)
A trilha de acesso é a mesma da travessia Serra-Negra e começa na estrada do parque pouco antes do Alsene. Siga por essa trilha aberta até chegar a uma bifurcação que aparentemente foi aberta para colocação de postes. Siga para a esquerda até uma trilha mais fechada contornando a montanha pela direita e depois seguindo direto até seu cume.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária.
Morro da Antena (2584m)
Logo após a entrada do Parque Nacional do Itatiaia (posto 3 - Marcão) siga à direita no estacionamento subindo a estrada até o cume do Morro da Antena.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido.
Pico Serra Negra (2572m)
A trilha de acesso é a mesma da travessia Serra-Negra e começa na estrada do parque pouco antes do Alsene. Siga por essa trilha aberta até o ponto de acampamento da travessia. Pouco antes começa uma trilha que sobe a montanha.
Nível de dificuldade: médio.
Tempo necessário: 3 dias.
Acesso: para a travessia é necessário solicitar autorização.
Prateleiras (2551m)
Siga a estrada do parque até quase o seu final onde uma placa para trilha à direita indica o acesso ao Prateleiras. Siga a trilha aberta até a base da montanha. É possível subi-la por ambos os lados, sendo o mais fácil pela face Sul, a direita, seguindo as setas amarelas indicativas. É recomendável o uso de corda nos lances finais de acesso ao seu cume.
Nível de dificuldade: médio.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.
Pedra Cabeça de Leoa (2483m)
Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção à Cabeça de Leoa atingindo seu cume após passar por lajes de pedra e 2 falsos cumes.
Nível de dificuldade: difícil.
Tempo necessário: 3 dias.
Acesso: proibido.
Pedra Assentada (2453m)
Siga pela estrada do parque até quase o seu final, onde começa a trilha para o Prateleiras. Siga por essa trilha e antes de chegar à base do Prateleiras pegue a bifurcação que segue para esquerda, passando pelas pedras da Tartaruga e Maçã. De lá siga para a base da Pedra Assentada e suba por um trepa-pedra marcado com totens. Do cume falso desça e escale até o seu final. É necessário o uso de corda para alcançar o seu cume.
Nível de dificuldade: médio.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.
Pedra Cabeça de Leão (2420m)
Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção à Cabeça de Leão. É possível atingi-la também seguindo para as lajes de Pedra da Cabeça de Leoa e de lá seguir para os dois cumes da Cabeça de Leão.
Nível de dificuldade: difícil.
Tempo necessário: 3 dias.
Acesso: proibido.
Morro do Camelo (2318 m)
Logo em frente ao Alsene siga por trilha curta e aberta até o cume do Morro do Camelo. É a montanha com acesso mais fácil e curto do PNI, muito recomendo para apreciar o nascer ou pôr do Sol e a Serra Fina ao fundo.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária.
Pico da Cara de Gorila (2281m)
Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção às lajes de pedra da Cabeça de Leoa. De lá siga para o vale, passando por um ponto onde 2 riachos se encontram e suba o Gorila pela sua crista até o seu cume.
Nível de dificuldade: difícil.
Tempo necessário: 3 dias.
Acesso: proibido.
Morro do Urubu (2270m)
Siga pela trilha Rui Braga que leva da parte alta à parte baixa do PNI. Pouco antes de chegar ao abrigo Massena siga pela crista à direita rumo a uma casa de pedra abandonada. A partir de lá não há trilha aberta e deve-se seguir pela crista passando por um primeiro cume e a seguir o cume do Morro do Urubu.
Nível de dificuldade: fácil.
Tempo necessário: 1 dia.
Acesso: para a travessia é necessário solicitar autorização.
Fazem pouco mais de 2 meses que divulguei o meu novo Projeto 2010.
Esse projeto, com destaque para o 10, tem esse nome por diversos motivos:
10 novas montanhas a serem escaladas esse ano;
10 anos desde quando terminei meu curso básico de escalada em rocha;
10 anos subindo montanhas;
E desde o seu anúncio ele não parou, no dia 16/07/2010 completei 10 anos desde que concluí meu primeiro curso de escalada em rocha e das 10 montanhas que pretendo subir esse ano já foram alcançados os cumes de 6 delas:
Além delas repeti também diversas outras montanhas como o Morro do Couto, Prateleiras, Agulhas Negras, Sino de Itatiaia, Pedra do Altar e Pico da Maromba no Parque Nacional do Itatiaia e o Pico dos Marins em Piquete. Também estou aproveitando bastante a temporada para escaladas, conhecendo novos locais como a Serra do Cipó e Falésia Paraíso e retornando a outros já conhecidos como Salinas, São Bento do Sapucaí etc.
E ao ano ainda não acabou! No próximo feriado estarei com alguns amigos e parceiros de montanhas na busca de dois novos cumes, esses dois próximos de uma travessia muito conhecida no Brasil mas dificilmente visitados por quem a percorre. Eu mesmo já fiz essa travessia e essa será a primeira vez que tentarei esses cumes esquecidos. Espero trazer boas novidades na semana que vem!
E com a conclusão desse projeto, no começo do ano que vem divulgarei e darei continuidade no andamento de um projeto bem maior onde o Projeto 2010 é apenas uma perna! Aguarde!
Enviado por Tacio Philip às 12:41:33 de 31/08/2010
Depois de acertarmos os detalhes na 90 graus, no dia seguinte, Sábado dia 28, acordei com o celular tocando às 7h20 e uns 15 minutos depois chegava minha carona para o dia de escaladas na Falésia Paraíso em Pindamonhangaba. Nela estavam o Osvaldo, Dom e Cesinha.
Seguimos logo a estrada parando apenas para abastecer e, logo depois de sairmos da Rodovia Carvalho Pinto paramos para usar o banheiro e encontrar um pessoal no Leite na Pista (só pare para isso mesmo, lá é tudo absurdamente caro!). De lá mais alguns minutos de estrada e logo estacionávamos o carro e começávamos a trilha de acesso à base das vias de escalada.
Nesse dia o local estava completamente dominado pelo pessoal que treina na 90 graus. Lá nós quatro encontramos os 2 Edus, Dário, Kleber, Michel, Mayla, Leila, Simone e mais gente que com certeza não lembro agora e seguimos então para escalar no setor Visual.
Chegando no setor Visual fomos alternando a escalada das vias. Uma pessoa subia a equipando e já a deixava com as costuras para que o próximo a escalasse. Comecei equipando a via Chang Wei (VIsup) e passei quase o dia todo nessa parede onde escalei também as vias Denise em Crise (Vsup), Heloisa na Brisa (Vsup), Luis Inácio (7a), Pedra no Rim (VIsup), Renata Ingrata (7a) e O Aprendiz (7a).
Já cansado, principalmente por causa do calor que fritava na parede, mas feliz por ter mandado à vista todas as vias desci então para o setor 90 graus onde boa parte do pessoal estava reunido descansando (ou quase dormindo) e fiquei lá um bom tempo também sem fazer nada.
O final da tarde foi chegando então, para fechar o dia, resolvi entrar em uma via que havia acabado de ser conquistada (agora não lembro o nome, mas fica à esquerda da via Beta Man e é outro VIsup). Essa foi a única via do dia que não mandei à vista, dando uma roubada no seu crux já que não tinha achado uma boa agarra escondida (e praticamente enterrada em poeira, como a via é nova ainda estava muito suja!). Sem me preocupar fui até seu final, desci, ainda dei uma segurança e depois arrumei minhas coisas, desci para o setor Boas Vindas e de lá de volta para o carro onde os pães que o Dom havia levado nos esperavam no carro (ninguém se animou a descer para buscar durante o dia). Lá um lanche rápido, todos se reuniram e fomos então para o merecido açaí no centro de Pinda.
Felizes com o ótimo dia de escalada e agora alimentados pegamos estrada (onde nos perdemos um pouco) mas por volta das 21h já estava em minha casa.
Muita gente tem falado que a Falésia Paraíso vai dar uma ofuscada em São Bento do Sapucaí e se continuar como está indo eu concordo. Até agora não tem vias de graduação baixa, acho que as mais fáceis são Vsup mas já tem uma dezena de 7ºs e também estão aparecendo as vias para os monstros, como uma que o Cesinha entrou para isolar os movimentos e disse que provavelmente seja um 10a! E os conquistadores continuam com as baterias carregadas e descarregando a das furadeiras conquistando novas vias todos finais de semana! O local realmente promete e merece a visita!
Ontem, dia 23/08, fui entrevistado pela Carol Camara no programa Sportrip do site alltv. O programa foi ao ar ao vivo no período das 14 às 15h e durante esse tempo falei sobre minhas viagens para escalada em rocha e montanhismo no Brasil e exterior além de passar algumas dicas para quem quer começar no esporte.
Se você não pode assistir ao programa ao vivo não se preocupe. Hoje eles já me passaram o link e o mesmo está disponível na internet para que você possa assistí-lo no horário que puder, é só clicar em play logo abaixo!
Aproveitando o feriado em São Bernardo do Campo, na 5ª feira à noite (dia 19/08), pegamos a estrada a Paulinha e eu rumo ao Acampamento Base Marins em Piquete, onde começa a trilha para subida do Pico dos Marins.
O Pico dos Marins é uma montanha que considero muito especial. A primeira vez que estive em seu cume foi no dia 03/Nov/2000 e a considero como meu início no montanhismo já que foi o meu primeiro cume na Mantiqueira com acampamento e com mais de 2000m de altitude. Daquela data até hoje a subi seis vezes sendo que fiz também a travessia Marins-Itaguaré duas vezes (e com certeza voltarei outras!).
Mas voltando ao presente, depois de algumas muitas horas de estrada entre SBC e Piquete, por volta das 2h da madrugada tínhamos acabado de transferir as mochilas para os bancos da frente do carro e deitávamos para dormir em seu porta-malas (mais rápido que armar barraca). No dia seguinte acordamos sem pressa, tomamos nosso café da manhã e por volta das 9h30 começamos a caminhada que leva ao cume da montanha.
Apesar de alguns trechos de trepa-pedra e bom desnível (922 m de desnível em 5,7 km) a trilha é bem aberta e bem marcada (às vezes marcada até demais com setas e pontos amarelos pixados na rocha - provavelmente pelo marcador-mor Maeda). Mas mesmo assim é necessário atenção, principalmente no retorno onde é mais fácil se confundir.
Fomos subindo e subindo fazendo algumas poucas pausas para fotografias e, às 12h50, estávamos tirando nossas mochilas das costas e olhando a paisagem a partir do seu cume.
Fizemos um lanche, tiramos umas fotos, chegamos a pensar em ir até outro cume próximo mas tínhamos pouca água e acabamos desistindo da idéia e então começamos nosso retorno. A descida foi tranquila, saímos um pouco da trilha em um trecho mas logo nos achamos e, no final da tarde, estávamos de volta ao Acampamento Base Marins para um merecido banho e novamente estrada, agora rumo a Itajubá.
Descemos do Acampamento Base Marins pela Fazenda Saiqui e depois de mais uns 40 km de estrada estávamos em Itajubá tentando nos informar sobre onde fica a Pedra da Piedade e parando para um merecido jantar na praça central da cidade.
Depois de alimentados e agora informados mais um pouco de estrada e fomos então rumo a cidade de Piranguçu, entrando no bairro Pituba e logo chegando ao local onde começada o 8º Festival de Montanha do Sul de Minas.
Estacionamos o carro e antes mesmo de armar nossa barraca encontramos o Pedro Hauck, Davi Marski e Luciano entre outros. Nesse dia teve ainda apresentação do Clube Montês Itajubense, depois sobre a subida do Huayna-Potosi na Bolívia e em seguida fomos dormir.
No dia seguinte acordamos, tomamos café e saímos então para escalar na Pedra da Piedade (os croquis de Itajubá podem ser baixados aqui) onde escalei as vias Fernanda (6º), 1ª enfiada da via Fácil (4º) e Campo Minado (7º). Depois disso um passeio pela base, apanhei da via Tribalistas (7b) e depois, para fechar o dia, escalei a primeira parte da espetacular via Nem Fudendo (7a). De lá, já no final da tarde descemos para o acampamento e logo em seguida saímos para jantar no centro de Itajubá.
Depois do jantar passamos no mercado para comprar uma cerveja escura (só tinha Petra gelada mas serve) e pouco depois das 20h estávamos de volta ao local do festival, onde teoricamente começaria a primeira palestra às 20h - na verdade começou umas 22h e às 23h30, com o frio apertando e depois das palestras do Cesinha e do Pedro resolvi ir dormir.
No dia seguinte outro dia com início preguiçoso, tomamos café, desarmamos o acampamento, arrumamos as coisas e saímos então na procura da Pedra da Anhumas, um novo point de escalada na região. Rodamos bastante pelas estradas de terra sem muitas informações (para não dizer nenhuma) mas depois de algumas horas achamos o local. Lá escalei as vias Na Hora H (4º sup) todo em móvel, uma outra via ainda sem nome no croqui logo do lado direito (5ºsup), De Leve na Neve (5ºsup) e Síndrome do Esquecimento (5ºsup). Depois disso tudo de volta na mochila, 5 minutos de caminhada de volta para o carro e agora mais um pouco de estrada até próximo da rodoviária de Itajubá para um merecido Açaí antes de pegarmos a longa estrada de volta para São Paulo.
Esse final de semana prolongado vou bem proveitoso. Além de subir mais uma vez até o cume do Pico dos Marins (e com clima perfeito, bem diferente da minha tentativa frustrada embaixo de chuva no reveillon) aproveitei para rever um pessoal que não via há alguns anos e para escalar em um local que ainda não conhecia - e que com certeza voltarei!
Nessa 2ª feira, dia 23 de Agosto, estarei ao vivo às 14h no programa Sportrip do site alltv.com.br para um bate papo sobre escalada, montanhismo, fotografia, viagens etc. O programa Sportrip é apresentado ao vivo na internet toda 2ª feira das 14h às 15h.
E em breve postarei informações sobre como foram os últimos 3 dias na região da Serra da Mantiqueira: bate-volta no cume do Pico dos Marins em Piquete (SP) e escaladas na Pedra da Piedade e Pedra da Anhumas durante o 8º festival de montanha do Sul de Minas em Itajubá (MG).
Enviado por Tacio Philip às 23:04:12 de 22/08/2010
Durante meu treino na 90 graus 2ª feira o Dom comentou que ia para a Falésia Paraíso em Pindamonhangaba com o Robson escalar. Eu, sem pensar duas vezes, me convidei para ir e na 4ª feira antes das 7h o Robson me buscou em casa, pegamos a Aline no metrô, o Dom em sua casa e seguimos para Pinda.
Apesar de apertados (4 pessoas em uma Strada cabine extendida - não dupla!) a viagem foi rápida e descontraída, falando besteira o tempo todo, e logo estávamos na base do setor Boas Vindas onde já subi a primeira via do dia, a Lamúrias de um Corintiano (7a). De volta ao chão ela também foi escalada pelo Dom, Aline e Robson e de lá segui então para uma outra via que não está ainda no croqui, provavelmente um 5sup no caminho para os outros setores, via também escalada por todos. Saindo de lá voltei para o começo da parede para o primeiro espanco do dia, a via Aresta Arisca. No croqui ainda está como projeto mas a via está pronta e no mínimo é um 8a/b se você seguir sempre por baixo da aresta no negativo. A via foi primeiro equipada pelo Robson (que fugiu do negativo em alguns trechos) e depois consegui isolá-la (depois de várias quedas no crux) seguindo totalmente pelo negativo.
De volta ao chão um descanso e depois então a via Marimbondos Defumados (6ºsup) que começa em uma bonita fenda protegida em móvel e depois termina em chapeletas. O Dom subiu essa via de 2º, depois subi a Agarra no Cabelo (7a) e então fomos então para a via 90 graus, outro 8º grau. Entrei nessa via mas como já estava estupidamente cansado só isolei seus movimentos e nem entrei novamente para tentar a cadena, coisa que o Robson ainda tentou mas não conseguiu, levando uma queda no final da via!
Nessa hora o Dom e a Aline tinham ido escalar uma via no setor Visual e depois de um passeio pelos outros setores (Buracos e Canion) - onde vimos que existem muitas outras vias e ainda possibilidade de muitas outras - começamos a desmontar as coisas para nosso retorno. Subi novamente o 5sup sem nome para tirar as costuras, guardamos as coisas e, depois de mais umas 2h apertados no carro estávamos em São Paulo.
O dia de escalada foi muito proveitoso e com certeza voltarei lá outras vezes. Inclusive é um forte candidato atual para os dias de bate-volta na rocha. É um pouco mais longe que Visual, Jd Garcia etc mas tem muitas possibilidades de vias no grau que escalo atualmente. Então com certeza voltarei!
Algumas das poucas fotos tiradas (me concentrei só na escalada mesmo) estão no link Escaladas Falésia Paraíso. E abaixo um vídeo feito durante nosso retorno.
Enviado por Tacio Philip às 12:12:46 de 19/08/2010
Depois da correria para colocar tudo em dia por causa dos 15 dias fora do escritório corri mais um pouco e hoje coloquei no ar as fotografias e vídeos feitos durante os excelentes dias de escaladas.