Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista

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30/01/2012 19:32:31 - Reveillon com escaladas, passeios e 4x4 no Rio Grande do Sul

Postagem com um mês devido a um projeto que ocupou meu tempo 24h por dia durante mais de 2 semanas mas, no dia 27 de Dezembro, depois de acordar com o despertador, logo a Aline e eu colocamos todas as tralhas no porta-malas do carro (o que ainda não estava lá) e logo pegamos estrada, por volta das 8h da manhã, rumo ao Sul.

1º dia de viagem - 27/12/11
O primeiro dia se resumiu a uma única coisa: estrada. A ideia desse dia era esticar o máximo possível para o Sul.

Depois de sair de São Paulo e pegar a Serra do Cafezal (eternamente em obras) sem trânsito (coisa rara), seguimos pela BR 116 e depois BR 101 sem parar até pouco depois de Curitiba, onde paramos para o almoço. De lá mais estrada e, como havíamos decidido passar de Floripa e, se fossemos escalar por lá deixar para a nossa volta, continuamos pela estrada até Torres, já no RS, completando 960 km de estrada com direito a trânsito, tempestade e cansaço, estacionando o carro próximo da praia por volta das 23h onde logo jantamos e fomos dormir com o barulho da chuva forte que caia no porta-mala-cama transformado do Defender.

2º dia de viagem - 28/12/11
No dia seguinte acordamos, tomamos nosso café da manhã no porta-malas-cama-cozinha e fomos dar uma passeada pela praia. Demos uma volta pela praia, subimos pelas trilhas até o topo das falésias (primeira vez que eu visitava uma falésia de verdade) e, depois de almoçarmos, pegamos nossas coisas e fomos escalar.

O local tem um potencial absurdo pra escalada, tendo várias vias grampeadas e muitas outras possibilidades. Os únicos poréns são: muitas proteções podres e agora é proibido escalar lá! Como se não bastasse outros lugares, agora Torres também está na lista de lugares onde não se pode escalar. Os políticos e orgãos ambientais não se preocupam com farofa, sujeira, desmatamento mas sempre inventam uma desculpa para que escaladores não acessem o lugar (talvez até com razão graças a alguns "escaladores" que usam a base da parede para se drogar). Com isso, escalei uma via, desci, e quando a Aline também a escalava vieram me dizer que não podia (até essa hora eu não sabia). Depois disso a única saída foi descer, guardar as coisas no carro e pegar estrada, deixando para trás uma cidade que não pretendo pisar outra vez (a menos que voltem a permitir a escalada, além disso não há mais nada que me atraia lá).

De lá seguimos de volta para a divisa de SC e entramos sentido Praia Grande, de onde continuamos por uma serra em estrada de terra até Cambará do Sul, de volta ao RS, onde ficamos em uma pousada.

3º dia de viagem - 29/12/11
Em Cambará acordamos, tomamos o bom café da manhã (Pousada Santos, recomendo, infelizmente o albergue que eu já havia ficado não existe mais) e saímos em direção ao PN Aparados da Serra, um parque nacional que deve se inspirar no PN Iguaçu, onde você consegue "passear" sem sujar a sola do sapato, se assim preferir. Mesmo sabendo das "todas" proibições (o que você imaginar além de andar na estrada é proibido) fomos até o mirante do canion itaimbezinho e depois do lado oposto olhar (de longe) umas cachoeiras. Lá perto inclusive achei um começo de trilha com u7ma placa do Ibama interessante, veja aqui a placa e meu recado para eles.

De lá saímos então rumo a outro parque nacional, o Serra Geral, onde fica o Canion Fortaleza. Mesmo embaixo de garôa e com visibilidade zero acabamos seguindo até ele, deixando o parque no final da tarde.

De volta à estrada seguimos agora rumo à Canela, seguindo por uma estrada alternativa onde atravessamos de carro um belo rio, chegando ao nosso local de acampamento (Refúgio Canastra, que estava vazio) com as últimas luzes do dia. Lá mais uma vez preparamos nosso jantar, arrumamos a cama e fomos dormir.

Atravessando riacho na região da Canastra Alta (RS) com o Defender

4º dia de viagem - 30/12/11
Depois de um bom café da manhã, com a companhia de dois cavalos, arrumamos as mochilas com o equipo de escalada e seguimos rumo à base do Pico da Canastra. O local é muito próximo e a trilha muito tranquila, tanto é que tive que percorrê-la duas vezes quando descobri que eu havia esquecido o freio no carro.

De volta à base a Aline começou a guiar a primeira enfiada da via Bugio Solando 6b, e fomos alternando as guiadas até chegarmos ao cume da agulha, depois de 4 enfiadas, para assinar seu livro de cume. De lá uma sequência de rapéis por outra linha e, como tínhamos ainda muito tempo e mais ainda disposição, subimos na sequência a via Ronco do Bugio 5º, guiando até o final da 3ª enfiada, de onde pode-se seguir pela via que tinhamos acabado de escalar.

De volta ao chão seguimos a trilha para o refúgio, preparamos nosso jantar e depois fomos dormir.

5º dia de viagem - 31/12/11
No último dia de 2011 acordamos no Refúgio Canastra, demos uma enrolada fazendo fotos, olhando a paisagem e, sem pressa, guardamos as coisas no carro, nos despedimos dos cavalos e seguimos estrada rumo à Canela.

Na cidade uma pausa no supermercado para repor os mantimentos e em seguida mais estrada, passando por Gramado e seguindo agora até próximo de Caxias do Sul, estacionando na famosa Gruta da 3ª légua, onde estão algumas das vias mais difíceis do Brasil (vários 11a entre muitas outras não muito mais fáceis que isso).

Na gruta, mesmo embaixo de chuva, descemos até onde ficam as vias e fomos "brincar", ou melhor, "levar um espanco" de duas vias. Resolvemos entrar em duas que já possuiam costuras, assim não sofreríamos para desequipá-las, então entrei em um 9b - que só consegui isolar os movimentos até a parada usando as costuras como auxílio - e depois um 8b (acho), que desistimos antes da 2ª costura.

Com os braços quase tijolando ficamos então fazendo algumas travessias na parede de basalto negativa, depois algumas fotos e então, no final da tarde, voltamos para o carro para nosso jantar, deixando apenas o despertador programado para 23h50, hora que acordamos para brindar a mudança de ano (para que comemorar um ponto de passagem da Terra em volta do Sol?) e depois voltamos a dormir.

6º dia de viagem - 01/01/12
No primeiro dia do ano acordamos com bastante chuva, tomamos o café da manhã e depois fomos brincar de travessias na gruta. Com as mãos e braços ainda cansados não rendeu muito então fizemos mais algumas fotos e antes do horário do almoço estávamos no carro seguindo nosso caminho.

Esse foi outro dia curto de estrada e nos levou até o Campo Escola Behne, que fica dentro de um camping com o mesmo nome, na cidade de Ivoti. Lá estacionamos, fizemos uma caminhada longa a procura da base da parede (depois a encontramos e vimos como é perto, menos de 5 minutos!) e fomos então escalar, procurando algumas poucas vias que não estivessem molhadas.

Escalamos alguns 6º graus, inclusive sem conseguir ir até o final por causa da parede molhada, e então voltamos para o acampamento (recomendo!) que possui toda a infraestrutura que precisávamos (chuveiro e local para acampar). Lá um banho, um lanche natural, uma sinuca com cerveja e depois mais uma noite de sono no porta-mala-cama.

7º dia de viagem - 02/02/12
Mais uma vez acordamos no carro, tomamos nosso café da manhã e, mesmo com uma forte chuva de madrugada, resolvemos ver como estaria a parede já que fazia muito Sol. Na base da parede vimos que havia algumas vias mais secas que no dia anterior e então fomos escalá-las, entrando em outros 6ºs e fechando a tarde com alguns 5ºs para dar um volume maior aos dedos.

O Campo Escola Behne é um lugar que com certeza que voltar. O arenito é de boa qualidade e tem muitas vias que merecem ser escaladas, só espero retornar em uma temporada mais seca.

De volta ao acampamento mais um banho (não sabia quando seria o próximo), as coisas no porta-malas e de volta à estrada. Durante a viagem toda não tínhamos um plano fixo, só algumas ideias, então pensamos em esticar até o Chuí. Depois de mais de uma hora passamos por Porto Alegre e seguíamos para o Sul quando percebemos que a estrada era muito ruim e já era tarde, o que faria que nossa ida se tornasse mais uma corrida de resistência do que curtição, então, depois de alguns quilômetros, resolvemos voltar.

Paramos o carro no acostamento, olhamos o GPS e o mapa no notebook então voltamos para Porto Alegre e de lá fomos para o litoral pela BR 290, fazendo uma pausa para lanche em Tramandaí e depois para "acampar" em um terreno vazio ao lado de uma casa em frente ao mar.

8º dia de viagem - 03/02/12
Acordamos na nossa residência em frente ao mar, tomamos o café da manhã e mais uma vez estrada, seguindo agora rumo ao Norte pela RS 389, passando sem sequer parar em Torres, indo parar para almoçar em Lauro Muller.

De lá subimos a Serra do Rio do Rastro (recomendo a visita) com muitas e muitas pausas para fotografias. No seu final, decidimos seguir por um caminho alternativo que nos levou até o Pico Monte Negro, ponto mais alto do RS ao lado do canion do mesmo nome. Depois de subir até seu cume mais um pouco de estrada e mais uma caminhada muito light até o cume do Pico da Cruzinha, que tinhamos visto no GPS.

De volta ao carro com muita ameaça de chuva e vento forte seguimos estrada e, depois de muitos outros quilômetros de estrada de terra e cruzando mais uma vez a divida SC/RS (Rio Pelotas) chegamos em São Joaquim, onde nos hospedamos na pousada de mesmo nome e depois, com a cidade parecendo uma fantasma, fomos até uma das praças jantar, fechando a noite dessa vez em uma cama de pousada (bem familiar).

Zig-zag em estradas de terra na fronteira RS/SC

9º dia de viagem - 04/02/12
No dia seguinte um café da manhã na pousada e logo em seguida mais estrada, agora indo até Urubici, parando para olhar algumas inscrições rupestres e de onde seguimos por uma trilha para 4x4 muito interessante e divertida que nos levou próximo ao Morro da Igreja, um dos pontos mais altos de SC e onde costuma nevar no inverno.

Próximos do Morro da Igreja uma placa dizendo o bla bla bla de proibido bla bla bla de sempre, então, como sempre, abri a porteira amarrada com cadarço velho de tênis e segui de carro até o cume da montanha. Só dá pra percorrer esse trecho de 4x4, mas fico me perguntando: por que eles proibem fazer a pé uma "trilha" que é uma estrada de manutenção de torre??? Não seria apenas "querer ser chato"??? "Institutos ambientais": VTNC!

Subida do Morro da Igreja em Urubici - SC

De volta ao carro depois de umas fotos no cume (ao lado do carro), seguimos a estrada para a cidade, almoçamos e fomos para mais uma serra que merece visita, a Serra do Corvo Branco, mais vazia e mais impressionante que a serra que havíamos visitado no dia anterior.

Ao final da descida mais alguns muitos quilômetros e chegávamos então, mais uma vez, à BR 101, seguindo agora rumo ao Norte. De lá continuamos pela SC 280 e, já de noite, encontramos um lugar para estacionar, preparar nosso jantar e dormir, já em São Francisco do Sul.

Início da descida da Serra do Corvo Branco

10º dia de viagem - 05/02/12
Como sempre acordamos sem muita pressa, fizemos o café da manhã e, depois de olhar o guia de escalada do local, seguimos para o Pão de Açucar. Quase na base estacionamos o carro, pegamos os equipamentos e, depois de indicação dos moradores locais, seguimos pela trilha que nos levou à base da parede.

Na base nos equipamos e a Aline começou guiando a primeira enfiada da via Desbravadores 5º Vsup E3. Na sequência fui eu, logo começando a segunda enfiada, e aí que as coisas começaram a ficar "interessantes". Depois de umas 4 proteções fixas a via chega a um pequeno platô onde, pelo croqui, continua com proteções fixas para a direita (onde não via caminho para passar por causa de mato e árvores) ou por uma fenda, bem óbvia e bonita, direto para cima.

Sem procurar muito a linha mais tranquila segui pela fenda, colocando uma proteção no começo da fenda e uma segunda no seu final, de onde eu não conseguir subir reto por causa de mato e via, bem na minha direita, uma chapeleta da linha original.

Tentei algumas vezes para todos os lados e a minha melhor opção era atravessar para a direita, de volta à linha original da via, de onde eu seguiria alguns poucos metros até a parada que devia estar quase na minha cabeça. O problema é que essa travessia foge completamente da graduação da via, com um movimento de confiança em pé totalmente chapado no nada e alto (para baixo esse trecho de pedra ficava negativo) e para as mãos, apenas um veio de cristais muito pequenos. Tentei e tentei algumas vezes e, quando decido de vez transferir meu peso para o pé direito e tirar o esquerdo da fenda, eu estava em um caminho sem volta, não havia mais como voltar.

Lá, com as mãos bombando me regletes horríveis, o pé ameaçando escapar e em uma posição horrível, muito encolhido, chegou o final das forças e tive que falar para a Aline: "Queda!", respirar fundo e me soltar.

Era para ser uma queda idiota, de uns 3m, e parar próximo do platô. Isso se a peça que estava no final superior da fenda não saísse com a minha queda. Logo que me soltei senti a corda esticar e em seguida o incomparável barulho de peça sendo sacada da parede, quando pensei: "que m*@!*". Além disso a peça abaixo não estava muito boa, mas, depois de ser jogado para fora da parede no platô e uns 8 metros de queda ela me segurou com um belo tranco, me atirando com força de volta à parede.

Na hora a dor foi muito forte, pensando depois, acredito que, quando eu bati no platô e fui jogado para fora da parede eu caí deitado. Quando a corda esticou tive uma superextensão na coluna (ou seja, ela virou pro lado que não devia) e na volta fui de ombro/cabeça na parede, o que deixou tudo preto por alguns instantes.

Com muita dor pedi para a Aline me descer até um platô de mato onde consegui deitar. Fiquei lá alguns minutos tentando me recuperar até que pude pedir para a Aline me descer até a parada onde ela estava. Lá muitos outros minutos com muita dor até que eu consegui dar a seg para que ela subisse para limpar a parede.

Com a Aline de volta à parada comecei a descida, chegando ao chão onde finalmente pude tirar a cadeirinha e mais uma vez deitar um pouco. Mais alguns minutos e, com as coisas guardadas e com auxílio de 2 troncos como bastões de caminhada, seguimos pela trilha de volta ao carro, onde deitei mais uma vez no chão esperando a dor diminuir.

Ainda com muita dor nas costas, uma mancha roxa grande no ombro mas começando a ter fome, seguimos pela estrada rumo a BR 101, retornando depois de um ponto onde havia caído uma ponte e o trânsito não andava, aproveitando então para almoçar.

De volta ao carro seguimos mais uma vez rumo ao trânsito que desviava por uma estrada de terra até que parou de vez por causa de dois caminhões que se travaram na estrada. Sem perder muito tempo demos meia-volta e, depois de uma indicação, seguimos por uma estrada que o morador local chamou de "estrada do inferninho", onde só dava pra ir de 4x4 e passaríamos por área indigena/rippie e por aí vai.

Esse trecho foi muito interessante em uma estrada que segue uma linha reta perfeita atravessando alguns atoleiros, buracos e riachos que inundavam o caminho. No começo placa de área de preservação federal e no final uma mineiradora, mais uma vez mostrando que o caminho dos institutos não é preservar, mas só encher o saco e permitir práticas pouco "ambientalmente corretas".

Icmbio proibe acampamento, caminhadas etc mas permite mineiradoras

Mais um pouco de estrada de terra e saímos então na BR 101, seguindo rumo ao Norte o máximo possível já que no dia seguinte queríamos chegar em São Paulo. Fomos seguindo até de noite, parando então para dormir na "casa-carro" pela última vez nessa viagem em um posto de caminhoneiros, já no vale do Ribeira.

11º dia de viagem - 06/02/12
No nosso último dia acordamos cedo, tomamos café e seguimos estrada, chegando em São Paulo na metade da tarde, quando deixei a Aline na 90 graus para um dia normal de trabalho, e voltei para a minha para o merecido descanso.

Fechamento de viagem
Essa viagem foi muito boa. Ao total rodamos mais de 3300 km em 11 dias na estrada, sendo que passamos 8 noites no "porta-mala-cama-cozinha" adaptado do Defender, o que tornou a viagem confortável (a cama ficou melhor que algumas pousadas que já fiquei) e mais barata do que se fossemos pagar hotel ou pousada todos os dias.

Final do "roteiro romântico de escalada" pelo RS/SC

De lá para cá passei muitos e muitos dias na frente do computador terminando um projeto, mais alguns outros dias me recuperando da lesão (que ainda dói) e, há pouco mais de 1 semana já pude ir assistir um show do Eluveitie e voltei a treinar e à prática esportiva com a Aline, tendo pedalado em São Paulo duas vezes, treinado na 90 graus algumas outras e ontem, ainda subimos a pé e escalamos na Pedra Grande de Atibaia. Aos poucos a dor vai diminuindo e vou voltando a colocar os músculos para ralar.

E que venha a próxima viagem no mesmo estilo (em breve!).

Algumas das fotos desse reveillon estão no link Reveillon com escaladas no Sul.

E abaixo um vídeo feito ontem mostrando mais um lugar que tem autorização ambiental para desmatamento. Veja fotos no link Desmatamento Pedra Grande - Atibaia.

Desmatamento na Pedra Grande - Atibaia

Enviado por Tacio Philip às 19:32:31 de 30/01/2012


09/01/2012 20:24:16 - Pedal Rota Marcia Prado, curso de escalada, pedal em Paranapiacaba etc

Post "um pouco" atrasado (e curto), mas só para colocar em dia (e ter registrado, afinal esse blog serve como minha agenda quando quero lembrar o que fiz), no mês passado, dia 10 de Dezembro, depois de me encontrar com o Dom e o Fernando na frente da 90 graus (onde deixei o carro por ser perto da casa do Dom), seguimos de carro até onde começaríamos o pedal pela 3ª Rota Cicloturística Marcia Prado, roteiro que sai de São Paulo e vai até Santos, com cerca de 100 km.

O começo do pedal foi bem frio e úmido com uma garôa que ia e voltada a cada minuto. O tempo foi passando, aos poucos fomos saindo de São Paulo e, quando chegamos na região das represas, onde se atravessa 2 trechos em balsa, já estávamos bem molhados e sujos de lama (uns 20 km do trecho são em estrada de terra). De lá seguimos pedalando até a saída na Rod dos Imigrantes onde tivemos que esperar um bom tempo até liberarem nosso acesso pela rodovia até o ponto onde começa a descida da serra pela estrada de manutenção. No posto de controle no início da descida muita desorganização mas, depois de entregar uma ficha rasgada e molhada com nome, começamos a descida, ainda embaixo de garôa e bastante frio.

Eu havia feito esse trecho de descida há dois anos com o Ale, quando fizemos só o trecho de serra ida e volta, mas agora estava fazendo o percurso completo (e vale a pena!). Aos poucos e sem muita pressa fomos descendo, quanto mais baixo íamos melhor o clima ficava e, no começo da tarde, chegamos com um lindo céu azul e Sol na cidade de Santos (e finalmente secos). Lá a mulher do Dom nos buscou, bebi uma merecida água de coco na praia, almoçamos e depois de colocarmos as bikes no carro pegamos a estrada de volta para São Paulo.

Na semana seguinte, dia 13, depois da Aline e eu irmos patinar no gelo embaixo da Ponte Estaiada, começou a 6ª turma do Curso Básico de Escalada em Rocha, tendo aulas também nos dias 15 e 17 (com direito, após a aula prática e antes do retorno pra SP, a um voo panorâmico em Bragança Paulista), formando assim mais um grupo de escaladores e fechando o ano com 6 turmas e muitos novos escaladores que encontro pelo ginásio e vejo agitando saídas para a rocha.

Na outra semana teve mais um dia de pedal, em um final de tarde de uma quarta-feira, dia 21, quando a Aline e eu fomos até Paranapiacaba pedalar por algumas estradas de terra. No final não fizemos o roteiro completo que eu havia imaginado (ele era mais técnico e forte que eu pensava) mas mesmo assim foi bom para dar uma movimentada nas pernas. E agora ficou o gostinho de voltar para fazer o roteiro planejado por inteiro.

O resto dos dias do ano foram por São Paulo, sem fazer nada demais, só pensando no que fazer no reveillon (fato que foi decidido só na véspera da viagem) e que merece um post a parte em breve ;-)

E abaixo alguns vídeos:

Rota Marcia Prado 2011 - antes da 1ª balsa

Rota Marcia Prado 2011 - balsa lotada

Rota Marcia Prado 2011 - pausa para lanche na descida da serra

Patinação no gelo - São Paulo - SP

Voo panorâmico em Bragança Paulista

Aline pedalando em Paranapiacaba

Enviado por Tacio Philip às 20:24:16 de 09/01/2012


20/12/2011 16:16:09 - Workshop Fotografias 3D - Anaglifos - em São Paulo

WORKSHOP FOTOGRAFIAS 3D (ANAGLIFOS)
www.macrofotografia.com.br

O primeiro workshop com o tema fotografias 3D do Brasil.

Incluso no workshop óculos para todos participantes ( 1 par de óculos plástico + 5 pares de óculos cartão para presentear amigos).

INSCRIÇÕES ABERTAS!

CRONOGRAMA:
Sábado, 11/Fev/2012 das 13h às 17h
- como nosso cérebro enxerga uma imagem 3D;
- o que é um anaglifo;
- como fotografar um anaglifo (com prática no local);
- cuidados ao fotografar;
- como montar um anaglifo (prática com software Photoshop);

Este é o 1º workshop fotografias 3D (anaglifos) do Brasil. Para fazer esse curso você pode ter qualquer modelo de câmera digital (recomendamos modelos que tenham ajuste manual). É recomendável, para o curso, que o aluno leve sua câmera e notebook com software Photoshop para os exercícios práticos. Óculos para visualizar anaglifos serão fornecidos.

E, para quem quiser um curso básico de fotografia: Curso Conceitos Básicos de Fotografia

LOCALIZAÇÃO:
Curso em São Paulo - SP.
Local: Av. do Cursino, 3653 sala 23 - São Paulo/SP

INCLUSO NO WORKSHOP:
Treinamento teórico sobre funcionamento das imagens 3D (anaglifos);
Treinamento prático para fotografar imagens 3D;
1 par de óculos plástico para visualizar/montar suas imagens 3D;
5 pares de óculos cartão para presentear amigos;
Certificado.

CUSTOS:
R$ 150,00 à vista ou em 2 x R$85,00

PRÉ-REQUISITOS:
Para o Workshop Fotografias 3D (anaglifos) o aluno deve ter câmera digital e é recomendável que leve para o curso também notebook com software Photoshop instalado. Caso tenha alguma dúvida entre em contato.

INSCRIÇÕES:
Para mais informações e inscrições entre em contato pelo site www.macrofotografia.com.br informando seu nome completo e curso de interesse.

As pré-inscrições já estão abertas e a turma será confirmada assim que tiver 4 alunos (e no máximo 12). Se você pretende participar me informe!

Tacio
www.tacio.com.br
www.macrofotografia.com.br

Enviado por Tacio Philip às 16:16:09 de 20/12/2011


19/12/2011 19:55:06 - Escaladas em Cajon de Los Arenales - Mendoza - Argentina

Tentando colocar o blog em dia, depois de alguns dias de escalada em Los Gigantes e mais alguns em La Ola, ambos na região de Córdoba, aproveitando a hospedagem e companhia do grande Cidão que hoje em dia mora em Villa Carlos Paz, no dia 10 de Novembro o Victor e eu pegamos um voo bem cedo de Córdoba para Mendoza.

Logo chegando em Mendoza fomos até um hostel e logo em seguida saímos para comprar comida, guia de escalada, gás e tudo que precisaríamos para os próximos 15 dias em Los Arenales. A compra só não foi melhor porque não encontramos nenhum macarrão estilo "miojo" (que seria nosso café da manhã), mas que foi muito bem substituído por alguns quilogramas de aveia e leite em pó. Além disso tivemos um pouco de trabalho para efetuar todas as compras já que quase tudo fecha no período das 14 h às 17 h (nesse horário nossa única opção foi voltar para o hostel e dormir um pouco).

Com tudo comprado, no dia seguinte cedo embarcamos na rodoviária rumo a Tunuyan, cidade a 1h10 de Mendoza. Logo que chegamos na rodoviária e começávamos a pensar no transporte para Arenales conhecemos o Jaro, eslovaco com quem escalamos alguns dias depois. Com tudo negociado com o Yagua, morador de Manzano Histórico que faz o traslado de escaladores, por volta do meio dia seguíamos até o refúgio, a cerca de 2 h de Tunuyan.

Logo chegamos fizemos uma caminhada pelo local, impressionados com a quantidade de agulhas e fendas nas paredes, com uma infinidade de vias e outra infinidade a ser aberta (é simples, pra quem quiser é só olhar uma parede e abrir uma via ou variante). Depois disso voltamos para a barraca e ansiosos com o próximo dia fomos dormir (acabamos ficando na barraca só uns 3 dias, depois nos mudamos definitivamente para o refúgio).

Os próximos 14 dias, tirando os poucos dias de descanso (que felizmente coincidiram com poucos dias de chuva), foram praticamente iguais, acordando não muito cedo (normalmente por volta das 9 h), tomando café da manhã, saindo para escalar, voltando para a janta e indo dormir para no dia seguinte escalar mais. Dessa maneira escalamos as seguintes vias/agulhas durante a nossa permanência em Arenales (graduação francesa):

11 a 26/11/11 - Cajon de los Arenales, Mendoza, Argentina
Ya te Guaverigua (Pilar Oeste) 6b 230m - Aguja Charles Webis
Armónica (Espolon Oeste) 225m 5+/6a - Aguja Campanille Alto
Mejor no Hablar de Ciertas Cosas (Canal y Pilar Norte) 500m 6b - Aguja El Cohete
Il Patagonico (Espolón y cresta Noroeste) 460m 5+/6a - Aguja Casemiro Ferrari
Pilar y Cresta Noroeste 180m 5+ - Aguja Alta Nuez
Deja ya de Joder 280m 6a / Kamikase 20m 6b - Aguja Carlos Daniel
Mujeres , Tequilas y Otras Yerbas 180m 5+- Aguja Nuez
El Zorro (Pared Oeste) 200m 5+ - Aguja Cara del Inca
Patricia 200m 6a+ - Muralla Central
Historietas 22m 6a+ / Running 23m 6b+ / Bolzano 23m 5+ / Strip Tease 23m 6a+ - Pared de La Mitria

No nosso último dia em Arenales, dia 26 de Novembro, acordamos no horário de sempre, tomamos nosso café da manhã, arrumamos nossas coisas (conseguimos comer praticamente tudo que havíamos comprado, acertamos nas contas e só sobrou um pouco de óleo, alguns sachês de mate, sal e 250g de macarrão) e seguimos nosso caminho nos despedindo de todos que conhecemos por lá e que ainda ficariam alguns dias. Ao meio-dia, conforme combinado, o Yagua nos buscou e seguimos então para Tunuyan onde, depois de um bom e barato almoço seguimos para Mendoza para o merecido banho depois de 17 dias à seco (meu record até agora).

Em Mendoza, com a sensação de "trabalho feito" passeamos pela cidade onde aproveitamos para experimentar algumas cervejas artesanais e, no dia seguinte à noite embarcamos em mais um voo de volta à Córdoba, sendo mais uma vez recebidos pelo Cidão.

No nosso último dia na Argentina só passeamos por Carlos Paz, fizemos compras e arrumamos nossas malas, embarcando de volta para São Paulo na madrugada seguinte.

Essa viagem foi bem proveitosa e, se não me engano, pelos cálculos do Victor, escalamos 52 vias. Mas mesmo assim eu esperava um pouco mais de Arenales, acho que devido a minha primeira ida pra escalar na Argentina ter sido para Chalten, tirando as aproximações chatas em moraina de Arenales o restante é bem tranquilo, tanto é que é o local de escalada de final de semana de quem mora em Mendoza, não tem nada do que os brasileiros fazem de mistificação do lugar. Mas vale a pena a visita.

E, durante essa permanência usamos como guia o Escaladas en Mendoza - Mauricio Fernandez, recomendo (inclusive o meu foi autografado pelo autor, que passou alguns dias por lá).

E as fotos já estão disponíveis no link Escaladas em Arenales - Argentina.

E, para quem quiser uma referência, abaixo lista de comida que levamos para 15 dias em Arenales:
8 latas 250 g de sardinha
10 latas 170 g de atum
1 L óleo
4 kg macarrão diverso
4 pacotes de sopa
4 pacotes de molho desidratado
1 pacote de molho pronto
1 caixa de extrato de tomate
1 peça de salame (1 kg)
200 g de queijo ralado
1 pacote de mostarda 200g
1 pacote de orégano
0,5 kg de amendoim salgado
1,6 kg de aveia
1 kg açucar
500 g sal
0,5 kg uva passa
1 geléia de morango
1 pote doce de leite
1 caixa de chá (50 pacotes)
0,5 kg capuccino
2,4 kg leite em pó
30 pacotes de suco
6 barras de chocolate
4,7 kg bolachas doces
540 g bolachas salgadas
240 g torrones
22 barras de cereal
20 alfajores
1 sabonete
1 detergente
1 abridor de lata
1 pacote 6 rolos de papel higiênico
3 cilindros gás (450 g cada)

E as cervejas degustadas durante o mês na Argentina:
Quilmes stout
Quilmes gold
Quilmes bock
Andes gold
Andes porter
Duff gols
Duff Strawbeer
Aldea Gala porter
Jagger oatmeal stout
Don Otto negra bock
Don Otto negra stout
Don Otto roja
San Antonio de Arredondo negra

Enviado por Tacio Philip às 19:55:06 de 19/12/2011


16/12/2011 21:14:20 - Escaladas em La Ola - Córdoba - Argentina

Entre os dias 31 de Outubro e 29 de Novembro estive na Argentina para algumas escaladas com o Victor Carvalho, parceiro daqui do Brasil. A primeira parte da viagem foi reservada às escaladas na região de Córdoba, sendo acompanhadas pelo grande Alcides, amigo meu do Brasil que conheci na Bolívia e hoje em dia mora em Villa Carlos Paz.

Nos primeiros dias de viagem escalamos em Los Gigantes, um local que me lembrou muito a região do Agulhas Negras em Itatiaia.

Depois dessa temporada, no dia 07 de Novembro, seguimos rumo à "La Ola", um setor de escalada esportiva há uns 85 km de Carlos Paz, onde ficamos acampados e aproveitamos 3 dias de escalada, fechando, no último dia, com escalada também em "Copina", um bloco de rocha no caminho de retorno à Carlos Paz.

Durante esse período de escaladas esportivas nos focamos em vias de graduação baixa em vez de trabalhar vias mais duras, evitando assim qualquer possibilidade de lesão (já que nossa meta principal estava ainda por vir) e queríamos mesmo é fazer volume e nos aclimatar com as rochas "irmanas". Durante esses dias escalamos as vias (todas à vista - graduação francesa):

07/11 - La Ola
Sem nome - placas sortidas 22 - 5+ 18m
Sem nome - placas sortidas 20 - 5 18m
Placa de la Luna - 6a+ 10m
Placa del Sol - 6b+ 12m

Ultimo Sol de Marzo
Ninfoman - 6a+ 20m
Malavida - 6a+ 20m
Encuentro Cercano con 3 tipos - 6a+ 15m
Estuproblema - 6a+ 15m
Garota Pertuba - 6a 15m
Masomacras Sexuales - 5+ 25m

08/11 - Torres Gemelas
Como nene con jugete nuevo - 6a 25m
Merece un buen nombre - 6a 30m
Los Chivitos - 6b 27m
Pan Casero - 6a+ 25m
Criollitos - 6b+ 25m
Sem nome - 6a+ 15m
Sem nome - 6b 15m

09/11 - Copina
Variante del Arborito - 6a+ 40m
Espolón Chico - 6a 22m

Os croquis que usamos são do guia Escalada em Córdoba - Los Gigantes / La Ola - Guillermo Durá, encontrado à venda nas lojas de escalada da região.

Depois dessa breve temporada em La Ola retornamos para Carlos Paz e, no dia seguinte, dia 10, partimos para Mendoza, mas isso virá no próximo post.

Algumas das fotos feitas durante essas escaladas (a maior parte feita pelo Cidão) estão no link Escaladas em La Ola - Argentina.

Enviado por Tacio Philip às 21:14:20 de 16/12/2011


02/12/2011 22:13:33 - De volta da Argentina e novas datas de cursos, cursos e mais cursos

Depois de uma temporada de férias para escaladas na Argentina (relato assim que eu tiver mais tempo), desde 3ª feira estou de volta ao Brasil e na correria para colocar tudo em dia.

Como parte desse trabalho estou com inscrições abertas para diversos cursos em São Paulo - SP, alguns com início daqui a pouco mais de 1 semana:

Curso Operacional RPN hp48/49/50g/g+/gx para alunos de engenharia
Este curso ensina como usar de forma correta sua calculadora hp nas principais matérias de exatas (cálculo, vetores, física etc.) assim como transferência de dados HP-PC.
Próxima turma dia 11 de Dezembro.

Curso básico de escalada em rocha
Informações e apresentação dos equipamentos e técnicas de segurança necessários para uma prática saudável de escalada em rocha.
Próxima turma dias 13, 15 e 17 de Dezembro.

Curso de manuseio e navegação com GPS (urbana e outdoor)
Informações técnicas sobre o sistema GPS, prática com aparelho e transferência e edição de dados no computador com o uso de GPS Garmin (curso voltado ao uso em trilhas e navegação urbana).
Próxima turma dia 18 de Dezembro.

Curso conceitos básicos de fotografia
Voltado aos proprietários de câmeras fotográficas que possuam controle manual onde são ensinados os conceitos principais da fotografia: lentes, abertura, velocidade, ISO. Curso com aula teórica e prática no Jd. Botânico.
Próxima turma dias 19, 21 e 23 de Janeiro.

Curso macrofotografia e close-up
Curso completo de macrofotografia e close-up com 16h de carga horária (o curso mais completo do Brasil nesse tema). Conheça os acessórios e técnica para esse tipo de fotografia.
Próxima turma dias 24, 26, 28 e 31 de Janeiro.

E, em breve, data para o Workshop fotografias 3D (anaglifos). Nesse curso ensinarei desde o processo fotográfico até a edição para montagem das fotografias 3D (incluso no curso óculos 3D para todos alunos).

Para informações sobre os cursos acesse o link título ou entre em contato. Todos cursos com inscrições abertas.

Enviado por Tacio Philip às 22:13:33 de 02/12/2011


07/11/2011 00:32:31 - Escaladas em Los Gigantes - Córdoba - Argentina

Na 2a. feira passada, dia 31, depois de meus pais e a Aline me deixarem no aeroporto de Guarulhos embarquei com o Victor para Córdoba, na Argentina.

Tirando o fato da Pluna (empresa de aviação) sequer oferecer lanche a bordo - em vez disso vende, e muito caro - e depois - mais caro ainda - comemos um lanche no aeroporto de Montevideo, com a chegada da madrugada chegamos em Córdoba onde fomos recebidos pelo Alcides, amigo que conheci na Bolivia e com quem já voltei para lá para escalar e hoje em dia mora na Argentina.

Do aeroporto fomos para Vila Carlos Paz, onde ele mora atualmente e, depois de alguns minutos de papo o merecido sono.

No dia seguinte acordamos tarde e gastamos o dia para trocar dinheiro, pegar chave de abrigo, comprar comida etc. No final da noite jantamos e logo depois fomos dormir, acordando no dia seguinte e pegando estrada para Los Gigantes.

A ida foi bem tranquila e, depois de pouco mais de 40 km, parávamos o carro, colocávamos as mochilas nas costas e começávamos a subida para o refúgio. Apesar de não ser muito longa, pouco mais de 6 km subindo pelo Sendero Norte, ela tem trechos bem íngremes e chegamos ao Refugio Rafael Juarez pouco depois do horário do almoço.

No refúgio logo largamos nossas coisas, pegamos o equipo de escalada e fomos para as paredes. E os 3 dias seguintes foram iguais, todos com um café da manhã no refúgio, equipo de escalada nas costas, o dia todo escalando e jantar de volta no refúgio antes da merecida noite de sono (que durava normalmente das 23h até por volta das 9h).

Passamos 4 dias nesse ritmo, escalando todos os dias. Nossa ideia era ficar ainda um dia a mais mas, devido a chuva que pegamos no Sábado na hora do almoço, acabamos optando por descer um dia antes e evitar ser pego por chuva mais forte no dia seguinte. Assim então, hoje ficamos pela cidade descansando, demos um passeio em um rio para refrescar do calor em Carlos Paz, compramos comida e amanhã pegamos novamente estrada, agora para alguns dias de escalada em La Ola.

As vias escaladas nessa breve temporada em Los Gigantes foi:

1o. dia - 02/11
Setor: Gorila

- Empotrando Garrafas 5 25m
- Seños Rotos 5+ 15m
- Gente del Miercules 6a 22m
- Sueñen comigo 6a 15m

2o. dia - 03/11
Cerro de la Cruz

- Angel Negro 6a+ 35m
- Trabá el Triceps 5+ 40m (Mogote Chico)
- Stress 6a+ 60m
- Espolón 1er largo 6a 45m

3o. dia - 04/11
Mogote Bareta

- Que dice dom Jose 6a 20m
- Que dice dom Antonio 6a 20m
Mogote Grande
- Normal (cume do complexo Los Gigantes)
Valle Se Te Queri i i - Ite 6a 10m
- Llamate el Silencio 6b 12m
La Lajita
- Final Femenina 6a 12m

4o. dia - 05/11
Mogote del Ocaso

- El Pesto 6a 20m
- Flash for Fantasy 6a 20m
Mogote Zuriaga
- Zeppelin 5+ 60m
- Que manaca 5+ 45m

Todas as graduações são francesas de acordo com o guia de escalada local. Nós não entramos em nada forte, ficamos sempre por volta do 6o./6o.sup brasileiro para nos aclimatar com a região e evitar lesões já que a meta principal ainda está por vir. E amanhã pegamos estrada para La Ola, onde ficaremos mais alguns dias escalando.

E algumas fotos da viagem já estão disponíveis no link Escaladas em Los Gigantes - Córdoba - Argentina.

Enviado por Tacio Philip às 00:32:31 de 07/11/2011


28/10/2011 21:58:54 - Cursos, show, passeios, fotografias, pedal, mais passeios...

As últimas semanas foram bem calmas por aqui. Dei o último curso de macrofotografia e close-up do ano e mais uma turma do curso operacional hp50g para alunos de engenharia (a última turma do ano desse curso será em Dezembro).

Na mesma semana, dia 12 de Outubro, assisti o show do Cruachan em São Paulo, banda conhecida como os "pais do Folk Metal". Foi um ótimo show, só que o achei um pouco curto e esperava um pouco mais, abaixo o set list e algumas fotos no link http://www.tacio.com.br/tacio/fotografia/index.php?pasta=2011-10-13_show_cruachan_sp/.
– The Horned God
- Maeves March
– Pagan Hate
– Bloody Sunday/Brian Boru
– The Great Hunger
– Thy Kingdom Gone
– Ossians Return
– Primeval Odium
– Some Say The Devil is Dead
– Pagan
– I am Warrior
– Ride On

Além disso fiz diversos passeios simples por São Paulo. Entre eles vale destacar a ida com meu pai e a Aline na Expobikes, feira voltada mais às empresas que me lembrou as antigas edições do salão duas rodas (isso há mais de 15 anos quando o salão das duas rodas era salão de bike, não apenas caixas de pizza para motoboy). Fui também ao prédio do Banespa no centro de São Paulo, com a Aline, depois de almoçar com o Nelson (amigo fotógrafo que agora mora em Londres). Teve também uma tarde de fotografias na Av. Paulista com o Guilherme Omella, uma manhã de fotografias macro com a Aline e também o Guilherme no Jd Botânico e uma tarde no Catavento Cultural com a Aline, um museu científico muito, mas muito interessante (inclusive preciso retornar mais umas duas vezes, no mínimo, para conseguir aproveitar mais e tudo!).

Além disso, no final de semana passado, fomos o Dom Miranda, Daniel Cotellessa e eu pedalar em Biritiba Mirim. Tirando a roubada quando eu insisti em seguir reto por uma estrada e ver se sairíamos mais adiantados no ponto de retorno (o que não aconteceu e tivemos que voltar um bom pedaço, inclusive alguns trechos empurrando ou carregando as bikes), o pedal foi muito bom, nem muito light nem muito pesado, com quase 44 km rodados no total e quase 1000 m de desnível acumulado. Algumas das fotografias já estão aqui no site e abaixo os vídeos durante uma pausa para lanche durante o pedal.

Esse final de semana não devo fazer nada além do que tenho feito nos últimos dias e, na 2ª feira, pego estrada, ou melhor, "pego céu", para uma temporada de escaladas com o Victor Carvalho. Como a temporada de escaladas por aqui acabou (as chuvas chegaram), a solução é procurar lugares secos nessa época. Provavelmente minha próxima postagem será de lá, ai passo mais informações.

Pausa durante pedal em Biritiba Mirim - Mogi - I

Pausa durante pedal em Biritiba Mirim - Mogi - II

Enviado por Tacio Philip às 21:58:54 de 28/10/2011


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