Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista
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25/04/2018 09:44:44 (#581) - Cursos de escalada, pedaladas, escaladas e mais trabalho em trilha

A semana que passou foi "um pouquinho" corrida e atarefada. A agenda começou cheia nos dias 14 e 15 de Abril, com 3 alunos participando da 31ª turma do meu Curso Básico de Escalada em Rocha. A aula teórica foi no Sábado, em Bragança Paulista (desativei definitivamente minha sala de aula em São Paulo), os alunos pernoitaram em casa e, no Domingo, foi dia de muita prática em Pedra Bela.

A segunda-feira pode-se dizer que foi um dia de descanso. Aproveitei para por a casa em ordem, fazer mais frutas desidratadas no meus desidratadores solares e me preparar para o dia seguinte quando, mais dois alunos, começaram a 32ª turma do curso de escalada. A aula também foi em casa, em Bragança, eles também pernoitaram por lá e, na 4ª feira, mais prática em Pedra Bela, agora com o local absolutamente vazio (como é bom dar aulas durante a semana!!!).


Turmas 31 e 32 do Curso Básico de Escalada

O dia seguinte, 5ª feira, eu tinha me prometido deixar para descansar já que, depois de duas turmas de curso quase em seguida, eu já estava ficando "meio quebrado". Só que, como sempre, as coisas não acontecem como se espera e, no começo da tarde, o Juvenil passou em casa e fomos dar uma escaladinha no Visual das Águas (bem que foi muito light, acabei escalando só uma via - e tranquila - e depois dei uma andada para ver o estado das vias dos setores menos frequentados).

Chegou então a sexta-feira, finalmente um dia de descanso. Só que também não foi bem assim: durante o dia, além de cuidar de mais frutas desidratadas e da casa em si, no final da tarde saí para um "pedal light", coisa que não existe em Bragança (não existe "plano" na cidade, só subidas e descidas - e muitas delas bem fortes). Depois de ter passado um belo perrengue em pedal duas semanas atrás, dessa vez saí com lanterna (headlamp), óculos com lente transparente e fui explorar mais um trecho "desconhecido". Bem que o pedal até que foi "light" (pro Padrão Bragança) com pouco mais de 20 km e 500 metros de desnível acumulado (e já vi que tem mais o que explorar para o lado que fui).

Com o final da tarde chegando (e final da luz) cheguei em casa (dessa vez não achei que ia morrer pedalando no escuro), fiz meu jantar e, no dia seguinte, nada de descanso! Já tinha marcado com o Juvenil de irmos, mais uma vez, para Vargem "trabalhar" um pouquinho em uma trilha que reabrimos no ano passado, na Serra do Lopo (leia-se: ir principalmente bater facão em bambus que tinham fechado a trilha). Assim, 9h30 estava na casa do Juvenil e, pouco depois das 10h começávamos nosso "ecoturismo" morro acima (em nossas conversas concordamos que, na região, provavelmente essa é a pior-melhor trilha para quem quer treinar morro acima).



Com o corpo destruído da sequência da semana, no final da tarde cheguei em casa, arrumei a casa, tomei um banho e, em seguida, estrada rumo à Capivari (com direito a uma pausa na Decathlon para pegar uma nova corda de escalada) :-D

O domingo, finalmente, foi de descanso - menos para meu estômago - que teve que trabalhar muito para digerir o churrasco e cerveja, em Piracicaba. Apesar de tudo o dia foi tranquilo até que, à noite, soubemos que o vô da Lorena, que estava internado, havia falecido. Assim, no dia seguinte, 2ª feira, em vez de um dia tranquilo com ida para São Paulo, foi vez de fazer um curto "bate-volta" em Ponta Grossa (PR) - essa frase não ficou muito boa - para velório e enterro. Foram "apenas" uns 900 km de estrada, começando a dirigir às 9h da manhã e chegando de volta em Capivari à 1h da madrugada mas, tirando o cansaço, tudo tranquilo.

Com a merecida noite de sono desmaiei na cama e, em vez de acordar cedo e pegar estrada para São Paulo perto das 10h (como eu planejava), acordei às 10h30 e só saí umas 11h30. Agora o resto da semana será "tranquila". Ontem e hoje colocando em dia os "trabalhos no computador", trocando emails com ex-alunos, tentando fechar a próxima turma de escalada e daqui a pouco ir passear na casa da minha vó.

Que venham mais muitas semanas "tranquilas" como essas (tirando a parte de velórios/enterros) :-P

Enviado por Tacio Philip às 09:44:44 de 25/04/2018



12/04/2018 13:48:32 (#580) - O caminho perigoso que o upcycling está seguindo

Acabo de assistir um programa na GloboNews sobre Upcycling (o antigo "fazer algo útil com o que ia pro lixo") e me inspirei para escrever esse breve texto, com meu ponto de vista, sobre o rumo perigoso que vejo a atividade de reaproveitamento de material seguindo.

Faz tempo que eu reaproveito muitos tipos de materiais/objetos, atualmente tenho até tentado comercializar alguns artesanatos (veja essa pasta) mas, não gosto do caminho "excessivamente gourmetizado" que isso está seguindo.

Para o reaproveitamento fazer sentido, o objeto fabricado não deve ser apenas um "objeto do desejo por estar na moda", que é o que acontece quando o marketing por trás é maior que o produto em si. No meu ponto de vista, o reaproveitamento é uma ideologia de quem acha que dinheiro não nasce em árvore, que é uma estupidez jogar fora o que pode ser aproveitado e que desperdício de material/recursos é um problema real.

Como qualquer produto, mesmo sendo produzido a partir de material reaproveitado, ele tem seu custo de produção e também seu custo agregado de acordo com seu uso (ai entra se é um simples "utilitário" ou também um item de decoração com design diferenciado) mas, ser muito mais caro que algo "novo", apenas pelo fato de ser "material reaproveitado", é apenas um limitador da classe que irá consumir o produto (leia-se: feito para o pessoal que compra o objeto em feira cult de upcycling para poder postar a foto no instagram usando seu iphone trocado a cada 6 meses).

Para o reaproveitamento fazer sentido e ser adotado como um "procedimento para evitar geração de lixo e desperdício de energia", ele deve ser acessível à todos, deve ser mais vantajoso para o cliente que algo novo. E não estou dizendo que algo com um design diferente e história não devam ser valorizados (assim como deve ser valorizado em todas situações) mas, vender apenas a "ideia" sem a real vantagem é apenas alimentar um sistema que já existe (além disso, vejo os produtos como um objeto feito por um artesão, não uma obra feita por um artista).

Com essa gourmetização, pelas "leis do mercado de procura e oferta", logo será mais caro obter o material usado (algumas vezes já é) que a matéria prima para fazer algo novo. Ai cada vez mais o "reaproveitado" será mais caro e, no final, só vai ficar o "up" e fim do sentido real do "cycle".

Nessa foto uma mesa, feita pela Lorena e eu, com 3 pallets achados nas ruas, um tampo de vidro temperado que achamos para vender já no tamanho que "servia" para nossa ideia, cadeiras que seriam descartadas e, só para aumentar o custo e ter algo novo: uma barra rosqueada de aço de 1/2" e algumas porcas usadas para fixação. ;-)

Enviado por Tacio Philip às 13:48:32 de 12/04/2018



06/04/2018 22:31:25 (#579) - Passando um pouquinho de estresse no trecho final de um pedal e outros pensamentos...

Ia postar só algum relato curto no FB (siga minha página em www.fb.com/tacio.com.br) mas, em vez disso, resolvi escrever algo mais completo, com mais pensamentos relacionados (ou não), usando o notebook (bem melhor de digitar que no tablet) e, depois, testar o roteamento do 3G do tablet para, finalmente, publicar na minha página (nessas horas é bom ter programado o meu site e a página para nova postagem ser um formulário simples, com apenas 3 campos e nada de frescura para deixá-la pesada). Assim, quem se interessar no que eu escrevo realmente poderá ler e a maioria poderá fazer seu papel curtindo o link no FB se sequer abrí-lo :-P

Desde ontem, depois de ter me "animado" muito tirando sangue de manhã (odeio isso mas sobrevivi) e, no final da tarde, tendo visto que o nível de TSH no sangue (indício da minha tireoide indo para o saco) estava pior que no exame anterior, o que ajuda também, e literalmente, a abaixar o meu "ânimo" com tudo - hoje mesmo li dois artigos que relacionam hipotiroidismo com depressão, decidi que precisava pedalar um pouco.

Sendo assim acordei mas, como já era tarde (depois das 9h e o Sol já fritava o que aparecia no seu caminho - o que foi bom para colocar frutas para desidratar no desidratador solar), deixei o pedal para o final da tarde. O dia passou "normal", a tarde chegou, tomei meu café, arrumei a bike, me arrumei e, por volta das 16h saí, sem destino definido, de mountain bike (não pedalava com ela desde setembro do ano passado).

Logo no início decidi (mais ou menos) para que lado ir, parei depois de uns 2 km para dar uma fuçada no freio, para ele parar de chiar e fui seguindo meu caminho. Até aí tudo bem mas, como uma vez ouvi uma definição de "fé" que dizia ser "uma crença irracional em algo impossível de acontecer" (Bones), eu tenho muita fé que, um dia, eu sairei em um pedal de MTB e não me sentirei a curiosidade de saber "onde essa estrada vai sair" mas, assim foi. Tinha rodado menos de 20 km, estava em uma estrada asfaltada que sabia que, se continuasse, sairia na D. Pedro mas, ao meu lado direito, depois de uma descida apareceu ela, uma saída de terra batida, no meio do nada, que seguia para algum lugar que eu tinha que saber onde. E assim foi, em vez de continuar meu pedal por onde conhecia, fiz esse desvio.

No começo foi tudo bem, a estrada era de terra batida muito boa e com marcas de passagem de carros. Logo passei por algumas casas, alguns cachorros tentaram me morder (na volta um deles conseguiu dar uma mordida na sapatilha) mas, a medida que eu descia o vale a estrada ia fechando e piorando. Só que, como eu estava lá, "tinha" que continuar.

Fui seguindo (para baixo), passei as últimas casas, a estrada estreitou mais e logo cheguei em uma carvoaria (leia-se vários fornos para queimar eucalipto no meio do nada). De lá a estrada não continuava mas, é claro, pouco antes tinha outro desvio! Esse sim (quem sabe?) me levaria a cruzar a serra e funcionaria como atalho me levando até alguma estrada já próxima de casa.

Fui seguindo a estradinha (cada vez pior) e, agora, subindo bem forte. No chão só via marcas de roda de caminhão até que, quase na crista do morro, ela acabou no meio de pilhas de eucaliptos recém cortados. Mas quem disse que ali era o fim? Subindo mais uns metros, empurrando a bike, eu poderia achar uma outra estrada batida que desceria do outro lado do morro e me levaria, pelo "atalho", até em casa. Mas, novamente, isso não aconteceu e tive que virar, empurrar mais um pouco a bike (agora para baixo) até poder voltar a descer pedalando.

Até aí tudo bem, isso já aconteceu comigo dezenas de vezes nos pedais "exploratórios" por aqui. O problema, e esse real, era o horário. Quando comecei a descer, ao lado dos eucaliptos cortados, já era 18h e o Sol já tinha sumido no horizonte (e não, eu não tinha levado uma headlamp, nem lanterna para bike e sabia que isso seria um problema porque ainda faltavam uns 20 km pra volta).

Fui descendo a pirambeira, sai do lado da carvoaria, comecei a subir, passei pelos cachorros, pelas casas, a estrada melhorou e, já com as últimas luzes do dia, cheguei de volta à estrada asfaltada. Sem perder tempo continuei pedalando (havia decidido que o melhor seria voltar exatamente por onde eu tinha ido - não era o mais curto mas era o com menos morros no caminho) e logo tive que tirar os óculos de Sol e deixá-lo pendurado no pescoço.

Essa hora eu já sabia que a volta seria ruim. E foi ruim. No começo foi "só" pedalar em estrada (pouco movimentada) de asfalto com a última luz do dia. Mas pirou. Poucos km depois a estrada volta a ser de terra e tinha escurecido mais. Onde dava eu ainda puxava no pedal (eu sabia que a volta seria longa e quanto mais demorasse, pior) e, quando passava algum carro, dava ainda um sprint para aproveitar alguns segundos de seu farol que me ajudava a ver alguma coisa no chão (principalmente os infinitos buracos).

Mas ainda estava tudo bem! Logo escureceu mais e a estrada tinha trechos fechados onde não passava nada de luz, me deixando literalmente cego (realmente em alguns trechos eu não enxergava absolutamente nada! Pela memória dos últimos segundos que eu tinha enxergado eu ia seguindo reto, na esperança de não cair em alguma vala). Mas isso não é tudo! Mesmo passando em trechos sem enxergar nada e a 5 km/h eu sabia que, mais pra frente, teria o que eu achava que seria o "crux" do retorno: um trecho em descida em pedras - e não cascalho, chão de pedras mesmo com degraus do tamanho de degraus e pedras do tamanho de paralelepípedos soltos.

Só que, em um momento de felicidade, pouco antes de chegar a esse trecho um Gol me ultrapassa, fazendo com que eu desse mais um sprint para aproveitar seu farol. E funcionou! Como a estrada é bem ruim ele diminuiu o suficiente para eu conseguir o alcançar e fui seguindo, quase colado no seu para-choque, aproveitando que ele via por onde passar. Em um trecho, vendo que ele estava devagar demais até para os meus padrões, o ultrapassei, aproveitei mais ainda o farol que iluminava o caminho em frente e logo cheguei em casas que iluminavam (pelo menos um pouco) a rua.

Essa hora eu achava que tinha passado o pior mas, como sempre, ainda pioraria bastante. Fui seguindo mais alguns km no escuro da estrada de terra (sempre que passava algum carro aproveitava o farol e dava um sprint - o que começou a me dar ameaças de caimbras) mas fui seguindo (lentamente) meu caminho até, finalmente, sair na rodovia que me levaria até em casa.

Ai, naquele momento que tudo poderia melhorar eu sabia que seria o pior. É uma rodovia simples, uma faixa indo e uma voltando, sem acostamento e sem iluminação. Nessa hora cheguei a pensar que poderia acabar aparecendo nas notícias dos jornais de Bragança no dia seguinte (e não na parte de boas notícias) mas, fazer o que? Esperar até o dia seguinte não era uma opção.

Logo que um carro passou e pude ver exatamente onde a estrada estava acelerei o ritmo (sempre aproveitando o farol alheio) e segui, mas logo ele se afastou. Pela diferença de tons de sombra me mantinha na estrada e ficava feliz (ou não) quando aparecia algum carro. Quando o carro vinha atrás de mim era bom porque iluminava meu caminho (mas eu achava que ele passaria por cima de mim porque eu não tinha nenhuma iluminação na bike) e quando o carro vinha na outra mão me indicava o caminho a seguir, até que iluminando bem a estrada mas, assim que ele passava, era blackout total (várias vezes, depois do carro passar na pista contrária, diminui até quase parar - e não sabia se estava na minha faixa, na contra mão, ou perto do acostamento - e a estrada ainda tem curvas, subidas e descidas para "facilitar"...).

Mas, felizmente, esses "poucos mas intermináveis" 2 ou 3 km ficaram para trás e logo cheguei em um trecho mais urbano, com luzes, podendo então respirar um pouco e pensar que talvez eu não aparecesse nos jornais do dia seguinte.

De lá mais 1 km e, finalmente, estava na saída do bairro, de volta à estrada de terra, sem luz alguma mas, inteiro e perto de casa. Mais um pouquinho de pedal e mais algumas quase quedas (eu seguia bem pelo meio da rua, mesmo sabendo que era ruim e com pedras porque o trecho onde passam as rodas do carros, e é melhor, ficava próximo demais da canaleta de erosão na lateral da rua e eu não queria mergulhar nela). Subi os dois quarteirões, peguei a saída da minha rua sem enxergar nada e mirei na luz que eu via uns 100 metros adiante, na frente da casa de um vizinho. De lá mirei a luz seguinte e, finalmente, cruzei uma última rua e cheguei ao meu quarteirão (que tem iluminação) e em casa, às 19h30, muito estressado (realmente a volta me estressou, acho que principalmente o trecho final de estrada) mas inteiro (apesar de destruído de dor no pulso e pernas)!

Em casa um pré-descanso (não estava em condições de fazer nada), depois o merecido banho, o merecido jantar com uma boa cerveja e agora pegar o note para escrever esse "curto" relato. Só tenho uma certeza: posso até me enfiar em ruas ruins no próximo pedal mas, se eu sair à tarde, levarei a headlamp!

E, antes de fechar a postagem e voltando um pouco ao tema citado no começo (hipotiroidismo), sempre fui da opinião que é importante "ouvir" o que o corpo quer. Sendo o cérebro responsável por comandá-lo e, certamente, entendê-lo melhor que a nossa super limitada consciência (que é apenas uma parte que nos dá um limitado acesso ao nosso corpo e pensamento), será que essa minha "escolha" de horário para sair, não levar uma lanterna e itinerário que "eu sabia que ia dar m&rd@" foi uma escolha consciente até que ponto? Vários estudos já comprovaram que, quando você tem a consciência de uma escolha (quando você "pensa" que fez a escolha), seu cérebro já "iluminou" a área de escolha há cerca de meio segundo. Então, sua "escolha", muitas vezes, foi algo definido biologicamente antes de você ponderá-la (recomendo os livros "Incognito" e "Subliminar", não lembro o nome dos autores mas o google resolve isso, é só procurar).

Então, se meu cérebro decidiu me colocar nessa roubada estressante e, havendo uma relação direta entre o hipotiroidismo subclínico (meu caso) com a depressão (também meu caso). Como a liberação de serotoninas está também relacionada à adrenalina e estresse (principalmente depois do estresse passar), será que a "escolha" não foi uma maneira do meu corpo tentar, mais uma vez, se autorregular?

Acho que hoje vai ser mais uma noite que demorarei para dormir porque o pensamento não para... :-)

Obs: o 3G roteado funcionou ;-)

Enviado por Tacio Philip às 22:31:25 de 06/04/2018



03/04/2018 20:31:19 (#578) - Se você sonha escalar uma montanha não busque atalhos, evolua!

Mesmo sendo a minha página www.climbing.com.br uma das minhas fontes de renda, através dos meus cursos de escalada, isso não faz com que eu seja menos montanhista/escalador e me importe menos com as montanhas e o impacto que as pessoas causam à ela.

Acho um absurdo a quantidade de pessoas despreparadas que tem frequentado o ambiente de montanha, muitas vezes guiadas por pessoas que deviam se importar com o ambiente e que, de uma maneira bem negativa, vão deixado sua "marca" no local.

Eu não sou contra acesso à montanha, muito pelo contrário, sou totalmente a favor do livre acesso para todo montanhista/escalador, sem burocracias, sem limitações e sem essa tentativa atual de "ecoturismar" o montanhismo, fazendo com que muitas trilhas virem estradas e proibindo o acesso a trilhas menos conhecidas ou inexistentes. Entretanto, sou contra o acesso irrestrito e fácil para quem não tem experiência para tal e que as punições para quem o prejudicar, seja um iniciante ou alguém com experiência, sejam realmente rígidas.


Trânsito de pessoas, em trilha com degraus de metal, em uma famosa travessia

Inclusive, esse é um dos motivos de eu oferecer CURSOS de escalada onde, espero eu, mostro aos meus alunos, além da técnica, como respeitar e ajudar o local e as pessoas relacionadas, ou seja, como agir eticamente de modo a não prejudicar o ambiente e ainda levar algum benefício à região e sua população local.

Também não sou contra a contratação de guia mas, nesses casos, acho que devia realmente haver regras rígidas limitando a quantidade de pessoas nos grupos, o número de grupos e as taxando devidamente já que são operações comerciais que, normalmente, só estão preocupadas com uma coisa: o dinheiro que o cliente está pagando.

Se você tem o sonho de escalar uma montanha não vá até ela com um guia. Você não estará realizando seu sonho, só estará sendo carregado até o cume. Em vez disso, como diz o ditado: "comece pelo começo". Faça caminhadas mais simples, escaladas mais simples, montanhas mais simples, ganhe experiência, segurança, independência e, quando sentir que está preparado, realize o seu sonho com suas próprias capacidades, valorize o que conquista, não busque um atalho fácil só para "dizer que fez" e para postar uma foto nas redes sociais. Faça a experiência da evolução e conhecimento ser significativa, não apenas uma medalha para exibir no pescoço.

Esse meu modo de pensar, inclusive, é o responsável por eu não guiar pessoas em trilhas ou escaladas (e muita gente já tentou me contratar para isso - mas já dei dica e incentivei muita gente que conseguiu, com o tempo, realizar seus sonhos e ter suas conquistas por mérito próprio).

O meu respeito pelas montanhas é maior que a necessidade de alguém chegar ao cume e não consigo me ver na posição de "arrastar pessoas pela trilha à qualquer custo".

Enviado por Tacio Philip às 20:31:19 de 03/04/2018



20/03/2018 21:55:27 (#577) - Apartamento à venda na Vila Moraes - Rua Simão Lopes - 3 dormitórios

Apartamento à venda na Rua Simão Lopes 1504, a 3 quarteirões da Av. do Cursino - venda direta com o proprietário.
Apenas R$ 270 mil (negociamos propostas)
Entre em contato para marcar uma visita ou com sua proposta.

Veja neste link fotos do apartamento.

Características do imóvel:
- 3 dormitórios (1 pode ser usado como escritório/home office);
- 2 banheiros;
- cozinha ampla e com armários de metal novos;
- sala com espaço para 2 ambientes;
- 1 vaga coberta e demarcada no estacionamento;
- prédio com portaria e segurança 24h;
- playground;
- salão de festas;
- prédio com 13 andares (apto no 10º andar);
- 2 elevadores;
- Valor do condomínio: R$ 430,00;
- Valor para venda: R$ 270 mil (negociamos propostas!)

Próximo da Av Cursino (apenas 3 quarteirões) onde tem transporte fácil para estações de metrô Saúde, Praça da Árvore (linha azul), Alto do Ipiranga (linha verde), terminais Sacomã, Parque Dom Pedro, fácil acesso à rodovias do Imigrantes, Anchieta. Fora da área de rodízio da cidade e com facilidade de acesso.

Localização no google maps:
(Rua Simão Lopes 1504)

Bairro residencial com toda comodidade bem próxima (padarias, mercados, shopping, comércio em geral).

Motivo da venda: mudança de cidade.

Negociamos troca por apto em Bragança Paulista (preferência por apto próximo à USF ou Jd. do Lago).

Veja neste link fotos do apartamento.

Entre em contato para marcar uma visita.

Enviado por Tacio Philip às 21:55:27 de 20/03/2018



13/12/2017 18:27:30 (#576) - Pensamentos durante um pedal na cidade por quem não costuma mais pedalar em São Paulo

Hoje à tarde saí para comprar ingressos para um show e, como não tenho paciência alguma para usar o carro em São Paulo, como sempre costumo fazer quando preciso sair para resolver algo pela cidade, fui de bike.

Saí de casa (região da Cursino) perto da 14h20, peguei a Miguel Stefano, um trecho da Bandeirantes, subi para a Indianópolis, desci e entrei na Ibirapuera, segui pela Vereador José Diniz e desci a João Dias até pegar umas quebradinhas (uns 3 quarteirões) e chegar no meu destino, o Citibank Hall. Esse trajeto deu 16.9 km e demorou pouco menos de 1h (uns 45 min de pedal, o resto foi parado em faróis).

Durante a ida não peguei 1 trecho sequer de ciclovia/rota/faixa/etc. - por opção e por não saber o que tem para aquele lado, acho que fazia uns 10 anos que não passava por lá e, inclusive, brotaram várias ruas novas e estações de metrô no caminho (tanto de ida quanto na volta).

Na volta segui pela João Dias, Sto Amaro, peguei um trecho de pouco mais de 1 km de ciclovia, na Hélio Pelegrini, até a República do Líbano, entrei no Parque Ibirapuera, dei uma volta completa, sai para a República do Líbano e Indianópolis, subi para a Jabaquara, peguei um trecho de ciclovia entre o metrô São Judas e Saúde, desci perto do metrô Saúde, Abraão de Moraes, entrada da Bandeirantes, Miguel Stefano e casa.

Agora as conclusões: por não saber se teriam ciclovias emendadas e, por não querer ficar fazendo zig-zag e levar 3 horas para chegar ao meu destino, eu optei por ir pelas avenidas principais, muitas que, eu mesmo considero "impedaláveis", como a Santo Amaro, João Dias, Ibirapuera etc., por causa da quantidade de carros e faixas estreitas. Entretanto, percebi algo estranho: durante quase todo o percurso, me senti apenas "invisível" (o que já é um avanço se comparado com se sentir um "alvo" que os motoristas querem acertar ou, pelo menos, xingar ou passar tirando fina para "te educar que rua é lugar de carro").

Com certeza, deve ter carro que passou do meu lado tirando fina (mas nem dei atenção já que eu tirei muito mais fina de carros enquanto passava pelo corredor, em trechos de trânsito totalmente parado - essas horas o guidão estreito da bike speed é muito bom) e, assombrosamente, não recebi (que eu tenha ouvido) nenhuma buzinada ou xingamento - mas, também não banquei o babaca: em trechos onde a faixa ficava estreita e o trânsito fluía eu puxava bem o ritmo, para não segurar quem estivesse atrás de mim - dei uns tiros que fizeram a perna queimar, principalmente na volta pela Santo Amaro!).

Não sei se, por estar andando em um ritmo forte, no meio dos carros e sem atrapalhar o trânsito (pelo menos na metade do pedalado eu andava no ritmo ou mais rápido que os carros) os motoristas simplesmente "não me viam" ou simplesmente ignoravam. Diferente de quando você está devagar, em ritmo de passeio, atrapalhando o trânsito ou até, quando você está em uma ciclovia na lateral da pista e o motorista te vê passando e olha com aquele olhar de ódio, provavelmente pensando que ele não estaria parado no trânsito se ali fosse mais uma faixa para carros.

Outra diferença que notei foi, certamente, causada pelo fato de eu já estar morando fora de São Paulo durante mais da metade da semana (e sempre pedalando pelo interior): sabe quando você sai para resolver algo pela cidade, de bike, e fica com aquela vontade de dar uma boa esticada no pedal só por lazer e aumentar a quilometragem? É, não senti essa vontade. Ta certo que estiquei um pouquinho, só para dar, pelo menos, 40 km (se eu só tivesse ido e voltado teria dado uns 36 km) mas, eu só vi esse pedal como "ir comprar ingresso e voltar", sem vontade alguma de "passear" pela cidade - essa cidade é realmente "anti-pessoas" se você não estiver escondido dentro de uma armadura.

Outra coisa interessante que notei foi, por não ir por ciclovias e ser um horário no "meio" da tarde, não cruzei com outros ciclistas (e certamente também pela minha escolha de caminho "ótimo" para pedalar). Tirando quando dei uma volta dentro do Parque do Ibirapuera (e logo fugi daquela natureza-artificial), não vi família pedalando, não vi bike courier passando, não vi gente de fixa desfilando, não vi hipster de dobrável ou elétrica indo/voltando do trabalho e nem maloqueiro empinando na contra-mão. Acho que, por isso, me senti também tão invisível (e ignorado) entre os carros - o que foi bom, nem taxista, nem motoboy tentaram me atropelar!

Mas foi interessante. Mais uma vez pedalei na cidade, pelas ruas - onde tenho todo o direito de estar - não fui morto, não matei ninguém, não furou nenhum pneu, fiz o que tinha que fazer sem ficar preso dentro de um carro e pronto. Tudo resolvido.

Ao final, foram 41.6 km, 1h57 de pedal (sem contar as paradas em farol, no total foram quase 3 horas na rua) e uma média de 21.3 km/h, boa para um pedal pela cidade (ah! e máxima de 51.7 km/h, ou seja, como não peguei nenhuma via expressa, ultrapassei a velocidade máxima permitida) :-P

Enviado por Tacio Philip às 18:27:30 de 13/12/2017



12/12/2017 21:21:31 (#575) - Expedição trekking-hiking-montanhismo aventureiro aos isolados picos rochosos em Monte Verde - parte II - o retorno

Após termos de abortar, na metade, a Expedição trekking-hiking-montanhismo aventureiro aos isolados picos rochosos em Monte Verde, devido a intempéries climáticas que não nos permitiam subir, com segurança, a última, e mais alta, das montanhas da longínqua Serra de Monte Verde. No final de semana passado, após muito treino e planejamento, voltamos para finalizar a nossa expedição e conquistar a montanha que nos faltava.

Os preparativos...
No dia 6 de Dezembro, como etapa de aclimatação e entrosamento com um novo participante da expedição, após acordar com o telefone tocando por volta das 7h50 - era o Matheus Katu, novo integrante que, apesar de ter sofrido um grave acidente e ainda estar se recuperando de suas lesões, veio somar à nossa equipe - logo nos encontramos em casa e seguimos então, de carro, pela arriscada Rodovia Fernão Dias (BR-381), sentido o estado de Minas Gerais.

A viagem foi tranquila, fizemos apenas uma pausa para um café, antes mesmo de chegar em Minas Gerais, na saída que, se continuássemos, nos levaria até a cidade de Joanópolis. Entretanto, logo após o café, no inóspito bairro do Guaraiúva (pertencente à pequena cidade de Vargem, na divisa SP/MG), enfrentamos a estrada de terra e logo estacionávamos para iniciar, a pé, a caminhada que nos serviria de aclimatação para o que estaria por vir.

Essa caminhada, com longos 4 km e mais de 700 metros de desnível vertical nos levou, em pouco mais de 1 hora, até o alto e rochoso cume da Serra do Lopo, na divisa dos estados de MG e SP, com espetacular vista para a Represa do Jaguari e montanhas, com destaque principal, para Monte Verde, nossa próxima meta, ao fundo.

Depois de algum descanso foi a vez de enfrentar a trilha no sentido contrário, descer e, finalmente, de volta à civilização, podermos nos alimentar em um pequeno restaurante no povoado do Guaraiúva (um ótimo PF com uma "falsa" cerveja feita de milho). De lá, estrada via Joanópolis, Piracaia e, no meio da tarde, já estávamos em casa, seguros e preparados para, no dia seguinte, enfrentarmos nosso desafio maior.

O ataque ao cume do Pico do Selado...
No dia seguinte, já contando com a participação da Lorena - com quem havia feito a 1ª etapa da expedição, tendo que abortar a tentativa do Selado devido às condições climáticas que não permitiam que prosseguíssemos, com segurança, para o que era nossa meta: conquistar todas as inóspitas montanhas da serra - acordamos cedo, logo nos encontramos com o Katu e, novamente, enfrentamos a estrada BR-381, rumo Minas Gerais.

Dessa vez a viagem foi mais longa, fizemos uma pausa para café logo após cruzar a fronteira entre os estados e, mais alguns longos quilômetros, uma subida de serra e, finalmente, chegamos ao povoado de Monte Verde, pertencente à cidadela de Camanducaia, MG.

Sem parar atravessamos a única rua principal da cidade, que a cruza de lado a lado e onde se encontram a maior parte de seu comércio, desviamos por uma rua secundária, já de terra e então, começamos a subir, por cerca de 10 minutos, sentido o alto da serra, onde devíamos deixar o carro (mesmo local onde havíamos estacionado na expedição anterior).

Com o carro parado acabamos de nos arrumar, pegamos a mochila com todas provisões necessárias para nossa investida e, logo iniciamos a caminhada, rumo ao topo da serra, com o clima nublado, o que poderia vir a nos trazer problemas mais adiante.

O início da caminhada é bem aberta mas segue sempre para cima, em uma sequência de obstáculos com degraus de terra, pedra e raízes mas, pouco tempo depois os vencemos e estávamos onde, localmente, é conhecido como "Mirante", uma grande laje de pedra com boa vista para o restante da serra.

No início do ano, a Lorena e eu havíamos estado neste ponto mas, na ocasião, seguimos sentido Leste, para as montanhas que se encontram naquela direção (Chapéu de Bispo, Pedra Redonda e Pedra Partida). Nossa ideia inicial era, no retorno, esticarmos até o Selado mas, como choveu, decidimos descer para o vilarejo para nos alimentar, deixando, então, para essa ocasião, o ataque ao seu distante cume.

Mal paramos no "Mirante", demos uma andada procurando - e quase nos perdendo entre inúmeros caminhos indefinidos - mas, logo encontramos a trilha que nos levaria, dessa vez, sentido Oeste, até a Pico do Selado.

Fomos seguindo a trilha e, quase 5 km após nosso início de caminhada, finalmente, passávamos ao lado do seu cume principal. Entretanto, como ainda tínhamos tempo, continuamos nossa caminhada por mais algum tempo, descendo por uma trilha fechada e, depois, subindo novamente até um cume rochoso no limite Oeste da crista do Pico do Selado.

Neste cume inexplorado (era minha primeira vez nele) fizemos uma pausa, umas poucas fotos, marquei seu ponto no GPS, que indicava uma altitude de 2026 metros acima do nível médio do mar e, sem perder muito tempo, começamos nosso retorno para, finalmente, conquistarmos o cume do Pico do Selado.

Entretanto, este breve retorno não foi fácil. Logo na ida, durante esse trecho de acesso mais inóspito e perigoso, eu tinha sofrido um acidente quando, ao tentar subir uma íngreme e úmida pedra, escorreguei, fazendo com que eu chocasse minha perna e joelho com toda força contra a rocha. No retorno, bem próximo do perigoso local, foi a vez de bater, mas felizmente devagar, a cabeça contra um tronco. Sorte que o Katu não teve, acertando o mesmo tronco só que com mais força, o que fez com que abrisse um corte em sua testa que, felizmente, logo parou de sangrar e nos permitiu prosseguir. Quase no mesmo trecho, a Lorena, também bateu em um tronco mas, agora, com o braço, o que lhe rendeu um grande hematoma.

Apesar das lesões conseguimos seguir e, logo estávamos de volta em um caminho mais aberto onde, após uma exposta escalada em uma crista rochosa, conquistamos, finalmente, o cume rochoso do Pico do Selado de Monte Verde!

No cume uma merecida pausa para fotos, assinar seu livro de cume, novamente medir, no GPS, sua altitude (2045 m - quase 40 metros menos que o indicado pelos "locais"), um pouco de descanso e, felizes pela árdua conquista, iniciamos a descida, pelo mesmo caminho que havíamos seguido durante o seu ataque.

O retorno foi tranquilo e, após passarmos por alguns cavalos selvagens que perambulam entre aquelas montanhas, chegamos, mais uma vez, ao "Mirante" e, com tempo, pensamos então em fazer também uma investida ao Chapéu do Bispo, um conjunto rochoso que havíamos conquistado na 1ª etapa da expedição mas, merecia o retorno.

Sendo assim, após uma breve conversa, por unanimidade da equipe decidimos seguir a trilha que nos desviou do retorno mas, felizmente, nos levou até o cume, também rochoso e com uma exposta escalada em rocha, do Chapéu de Bispo (1961 m). Lá, novamente, mais bate-papo, fotos, descanso e, vendo as nuvens começando a alcançar os limites da crista Leste da serra, iniciamos nosso retorno.

A volta, repleta de felicidade pela conquista e término da expedição, foi tranquila, retornamos até o Mirante e, de lá, logo estávamos de volta ao final da estrada, onde o carro nos aguardava. Dessa vez, diferente da anterior, conseguimos chegar secos mas, cerca de 5 minutos após nossa chegada, logo depois de tirarmos algumas fotos, a chuva também chegou. Felizmente já estávamos em segurança e pudemos, então, descer de carro até o vilarejo para, sem perder tempo, experimentar alguns dos queijos e bebidas oferecidas em suas pequenas vendas (não compramos, mas degustamos um pouco).

A essa hora, a ideia era fazer um roteiro maior pelo seu pequeno comércio e, sem gastar um centavo, degustar mais queijos, vinhos, doces e aguardentes mas, com o início de uma forte tempestade, nossa meta foi, literalmente, por água abaixo e, decidimos então, retornar ao carro e seguir nossa viagem.

O retorno foi tranquilo, fizemos uma pausa no povoado de Camanducaia para alguns salgados e cerveja (lá encontrei uma puro malte) e, logo seguimos de volta para casa, em Bragança Paulista, para um merecido jantar e muitas horas de bate papo até o meio da noite, quando o Katu se despediu e seguiu seu caminho já que estava, ansioso para, na manhã seguinte, subir no avião e pousar na Ponta Grossa - PR.

O dia seguinte...
No dia seguinte, apesar do cansaço dos dias anteriores, a Lorena e eu acordamos, tomamos café e logo pegamos estrada, nos encontrando com o Juvenil, Tico e Jorge no pedágio da Fernão Dias, sentido MG, seguindo então para a cidade de Extrema, onde viríamos a conhecer um novo point de escalada que está sendo conquistado e, no qual, fui convidado para ajudar na exploração e abertura de suas vias.

No local muita caminhada para ver seus diversos setores e incontáveis possibilidades de escalada, algum rapel para conhecer uma das paredes que já possuem algumas proteções fixas, um top rope para ser "espancado" em um projeto de linha que, aposto ser, pelo menos um 9º grau e, depois, com as pernas e braços destruídos, já no final da tarde, retornarmos para casa para o tão desejado descanso (mas já pensando em retornar para ajudar na conquista de novas vias).

Mais um dia seguinte...
Com o final desse longo final de semana chegando, no Domingo, dia 10, foi a vez de participarmos em um evento social, no bairro onde moramos, do qual não podíamos faltar: o primeiro bingo da associação de bairro. Lá, participamos de diversas rodadas de bingo, ganhamos um carro de plástico (que logo depois dei para um moleque que não tirava os olhos dele) e, no início da noite, pegamos estrada para Capivari e voltamos para a "rotina semanal normal" com, pedal na 2ª feira, em Itu e, logo depois, ida para São Paulo (e escaladas na 90 graus, na 3ª feira).

Veja no link Pico do Selado - Monte Verde, algumas fotografias dessa expedição.

Enviado por Tacio Philip às 21:21:31 de 12/12/2017



07/11/2017 10:54:47 (#574) - Quatro dicas mais que básicas para melhorar as suas fotografias

Há aproximadamente 25 anos comecei o que considero meu início na fotografia, com minha primeira câmera reflex, uma antiga Zenit 12XS. Um pouco mais recente, mas não muito, em 2002, levei a "profissão" a sério e, hoje em dia, tendo na gaveta, desde 2014, um diploma de pós-graduação em fotografia aplicada, resolvi escrever esse breve texto com algumas dicas que, ao meu ver, são "o caminho" para se "começar a conseguir" boas fotografias.
E, por boas fotografias, entenda-se não apenas uma imagem bonitinha que vá ganhar mais curtidas na rede social de sua preferência mas, algo com verdadeira qualidade técnica e que expresse algo além do "olha onde estou".

1 - LEIA O MANUAL DA CÂMERA
Parece uma sugestão óbvia mas, acredite, não é! Sendo professor de fotografia há algumas décadas é fato notado que, a grande maioria das pessoas, sequer lê o manual da própria câmera.
Está certo que os "japinhas" da Canon/Nikon/Sony/etc. sejam inteligentes e façam, cada vez mais, uma programação que permita bons resultados com suas câmeras em seus modos automáticos, você realmente levará sua fotografia um passo adiante quando você dominar seu equipamento, suas características e capacidades. Se nem os computadores com inteligência artificial do Google conseguem substituir um cérebro humano, não deixe o simples processador da sua câmera mandar em você, seja a "peça pensante" dominante nessa relação.

2 - ESTUDE
Quantas vezes vi pessoas indignadas por receberem a saudável sugestão de "estudar". Não sei se é um defeito meu mas, sempre que posso, estou atrás de aprender algo novo (e longe de ser apenas em fotografia).
Muitos falam: "Fulano de tal nunca fez curso blá blá blá...". Eu mesmo, até hoje, só fiz, que eu me lembre, três cursos "formais" de fotografia: um "curso de revelação/ampliação preto e branco" (apesar de ser formado em química eu queria conhecer o processo) - mas nunca usei tal conhecimento na prática; um workshop "Linguagem e criatividade" - que foi interessante para "desobvializar" um pouco o olhar; e a "pós-graduação em fotografia aplicada", que terminei em 2014 - que teve algumas matérias/professores bons e outros medíocres e desnecessários.
Entretanto, o número de grupos de discussão/aprendizado que participei, de textos dentro e fora da internet (de fontes confiáveis) e livros de fotografia que eu li foram muitos. Ou seja: não é porque você não se inscreve em um curso "formal" que você não possa ser um autodidata. E, se você não tem disciplina para sentar, ler, experimentar e analisar seus resultados, faça sim cursos.
O que não existe é achar que fotografia é um "dom", que se consegue bons resultados por sorte. Pode até ser que "talento" tenha sua porcentagem de responsabilidade mas, tem muito mais gente se tornando "um medíocre que acha que tem talento divino", que um bom fotógrafo de verdade com uma boa base de conhecimento.

3 - TENHA REFERÊNCIAS RELEVANTES
É verdade que o mundo está cada vez mais visual. Não importa o lado que olhemos que veremos uma fotografia, um logotipo, um texto. Entretanto, boa parte disso é lixo. Quantidade não é qualidade.
Se você quer realmente criar uma bagagem cultural que será útil ao produzir sua fotografia (não, não existe inspiração divina para criar uma imagem, é tudo resultado de uma mistura do que você vivenciou), feche a página do Facebook e vá em uma exposição fotográfica, a um museu ou, pelo menos, "perca" algumas horas assistindo um bom filme (e não fique preso apenas à fotografias).
Faz quanto tempo que você parou em frente a uma fotografia, em uma exposição de algum fotógrafo de renome, e pensou: "o que ele quis dizer além do que a imagem mostra?"? Faz quanto tempo que você foi em um museu e, ao olhar uma pintura, pensou em uma relação com um tipo de luz que pode ser usada para criar uma imagem? Há quanto tempo viu uma escultura e pensou em sua composição? Há quanto tempo pensou que o movimento de câmera de um filme diz algo que pode ser interessante se transformado em uma fotografia?

4 - FOTOGRAFE MENOS
Com o mercado fotográfico dominado pelas mídias digitais e seus cartões de memória cada vez mais baratos, é comum vermos dicas como "fotografe muito", mas isso não significa apertar o obturador em modo automático e depois peneirar algo que preste "por amostragem".
Já pensou em sair para fotografar (e estou falando de foto autoral, para estudo, não em um evento para o qual você foi contratado e "tem que" registrar tudo) e, em vez de voltar para casa com 769 imagens, fazer uma saída e se limitar a, por exemplo, 100 imagens (e estou chutando alto!)? Lembro de uma vez, quando saí com um amigo para fotografar pelo centro da cidade (buscando principalmente imagens abstratas que conversassem entre si), e percebi que não tinha levado meu cartão de memória "padrão" (que atualmente é de 16 GB - mas nunca o enchi). Entretanto, como sei das minhas capacidades de esquecimento, tenho cartões de memória de backup "deixados" em todas minhas bolsas/mochilas fotográficas para essas situações, só que são alguns cartões antigos de 1 GB. Ou seja, fiz uma saída fotográfica limitado a menos de 40 fotografias.
Então, em vez de sair para fotografar e clicar adoidado para, horas depois, no computador, descobrir se algo prestou, pare, olhe a cena, pense no que você quer como resultado, configure sua câmera para tal, componha como deseja e faça alguns poucos cliques.
Sempre digo que, a diferença principal entre um "fotógrafo" e um "clicador" não está na qualidade final da imagem, mas na intenção. O fotógrafo enxerga a imagem antes do clique, o clicador tem uma surpresa no cartão de memória.

Então, fechando a postagem (que já ficou mais longa do que eu esperava), saia da internet, pegue um bom livro de fotografia (e muitos dos bons livros de fotografia não tem imagens, só textos), sente ou deite em algum lugar confortável e vá ler. Quando surgir uma ideia, ai sim, pegue sua câmera, pense no que você quer e vá atrás. Não fotografe por quantidade, não perca tempo em projetos "365 fotos", clique quando for algo relevante para você e que exprima algo, não só o "manhê, olha onde estou".

E, se gostou do texto (ou não), deixe seus comentários, sua curtida e compartilhe com seus amigos. Apesar da minha desilusão cada vez maior com o mundo fotográfico, às vezes ainda tenho alguma recaída que faça com que eu acredite que algo pode melhorar (e em uma dessas recaídas escrevi esse texto). ;-)

Enviado por Tacio Philip às 10:54:47 de 07/11/2017



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