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24/02/2012 21:26:58 - Escaladas em Pancas - ES - Pedra do Jacaré e Pedra da Cara

Depois de decidir - na última hora como sempre - para onde iríamos, na Sexta-feira às 11h busquei a Aline na faculdade e seguimos caminho rumo à Fernão Dias (BR381).

O começo do caminho é o mesmo que estamos "cansados" de percorrer para ir escalar na região de Bragança Paulista, mas aos poucos fomos passando as cidades que mais visitamos e deixando São Paulo para trás. Os primeiros cerca de 600 km da viagem foram tranquilos, pela Fernão duplicada até Belo Horizonte e sem trânsito. De lá em diante que as coisas pioraram, já de noite e com trânsito na saída de BH que leva à Vitória (e nosso caminho).

Sem muita pressa (não havia o que fazer) fomos seguindo pela continuação da BR381, paramos no restaurante "Tia Eliana" para jantar (recomendo, uma ótima lasanha com molho de queijo por R$9,90) e depois seguimos mais alguns quilômetros até o Graal onde, de um lado uma fila imensa de carros para comer caro e comida sem graça, do outro muitos caminhões estacionados para passar a noite, e foi lá onde paramos. Já cansados arrumamos o porta-mala-cama do Defender e deitamos para dormir.

No dia seguinte, dia 18, acordamos por volta das 8h, fizemos nosso café da manhã e por volta das 9h pegamos novamente estrada. No primeiro dia tínhamos percorrido uns 700 km e nesse segundo foram mais uns 450 km, sendo que o tempo no volante foi quase o mesmo já que a estrada piora a cada quilômetro avançado.

Mesmo assim o tempo passou logo, cruzamos a "fronteira" de MG/ES (em 4 km de estrada de terra) até que, às 16h e embaixo de uma forte garôa, chegamos no nosso destino: Pancas. Cidade que eu penso em visitar há uns 8 anos (inicialmente pensando em fotografar e mais ultimamente para escalar).

A cidade é bem pequena e ainda sem muita estrutura para turismo. Na nossa volta pela cidade passamos na única pousada (que estava fechada, devem ter viajado para curtir o carnaval) e em dois hotéis, para saber os preços. Demos ainda uma boa rodada até que conseguimos gelo, necessário para nossa "geladeira".

Com o clima melhorando fizemos ainda algumas fotos e depois seguimos para o sítio cantinho do céu, indicação do Oswaldo Baldin (para mais infos sobre escalada em pancas veja seu blog: blogdobaldin.blogspot.com/). Lá falamos com a Dna. Joana e logo estacionamos o carro onde seria nosso "acampamento" nos próximos dias.

No local conhecemos ainda o Felipe e Simone (escaladores do Rio) e, depois de pegar umas dicas sobre acesso de via, com o começo da noite fizemos nosso jantar e fomos dormir.

No Domingo, dia 19, acordamos, fizemos nosso café da manhã, arrumamos as mochilas e saímos a pé até a base da Pedra do Jacaré, onde fica a via Casa da mãe Joana D3 4º VI E3/4 330m. Na base coloquei a cadeirinha e logo percebi que faltava algo na mochila: as costuras! No dia anterior tinha tirado da mochila e havia esquecido no carro! Sem perder tempo voltei até o carro para buscar e mais alguns minutos estava de volta à base da via (felizmente é muito, mas muito perto!) para começar a escalar a 1ª enfiada.

Chegando na parada a Aline seguiu guiando a 2ª enfiada e então segui guiando as seguintes, sem maiores problemas, a 3ª e 4ª enfiadas até a P4. De lá a Aline começou a guiar e, não se sentindo muito segura e sem achar o caminho, decidiu parar em uma árvore e me dar a segurança para que eu continuasse.

Fui até onde ela estava, peguei as costuras e continuei a subida, tentando farejar o caminho (não havia croqui). Segui então próximo a um diedro até que, depois de esticar uns 30m de corda sem uma proteção, cheguei em um lance difícil de prosseguir e impossível de desescalar.

Fiquei alguns muitos e muitos minutos parado tentando resolver o problema até que consegui fazer uma travessia para esquerda, chegar em uma sequência mais tranquila e, para cima, encontrei a 5ª parada da via, realmente um alívio. Fazer uma enfiada com uns 45m com lance de 5ºsup/6º e exposição E5 (ou seja, sem nenhuma proteção), não foi muito agradável.

De lá o restante da via segue mais tranquilamente e logo chegamos ao seu final, subindo na mata após o final da parede, onde achamos a caixa (marmita) com o "livro de cume". Lá cogitamos que nossa escalada tinha sido a primeira repetição da via, já que não havia outro nome além dos conquistadores no livro (e depois confirmamos isso com o Baldin) e logo começamos a descer.

Tirando o fato que, mesmo sem muito Sol, lá é muito quente e nossa água havia acabado a descida foi tranquila. Descendo da P5 encontramos o caminho correto da via (onde há 2 chapas) e mesmo com alguns enroscos e embolamentos de corda logo estávamos no chão caminhando de volta para o "cantinho do céu" para o merecido descanso e litros de água.

Croqui da via Casa da mãe Joana - D3 4º VI E3/4 330m - feito por mim e pela Aline enquanto descíamos (enquanto o Baldin não lança o oficial)

À noite encontramos no sítio com o Baldin, André e Soldado, mais tarde jantamos a comida da Dna. Joana e logo fomos dormir para, no dia seguinte, depois do nosso café da manhã seguirmos de carro até a estrada e começarmos a caminhada pelas rampas de pedra da "Pedra da Cara".

Sem saber exatamente onde começava a via, nem por onde seguir, fomos subindo até que chegamos, depois de um bom tempo, à uma árvore onde eu acreditava ser o começo da via, e realmente era. Logo nos equipamos e subi a 1ª pré-enfiada de 60m até uma chapeleta com malha rápida (pré-enfiada porque o croqui do Baldin não considera as 2 primeiras como a via), segui os outros 60m da segunda e ai sim começamos a via (de acordo com o croqui).

Na P1, logo que a Aline chegou, ficamos um tempo olhando algumas nuvens de chuva que ameaçavam nos alcançar até que decidimos subir o restante, chegando logo no cume da Pedra da Cara pela via Face Oculta D1 3º IV E3 170m.

Cume da Pedra da Cara em Pancas - ES

No cume, com um visual espetacular, vimos que a chuva desviou por trás do Camelo e de lá víamos dezenas de picos rochosos ao nosso redor. Fizemos algumas fotos, alguns vídeos e, depois de encontrar o livro de cume próximo à parada da via e assiná=lo, começamos nossa longa descida.

Até a base onde está a árvore se desce rapelando, de lá uma longa e infinita caminhada por rampões de pedra (alguns lances bem expostos) até chegar novamente à estrada, pegar o carro e ir para a cidade comer um merecido açaí. Lá aproveitamos para pegar o resto do gelo que havíamos comprado (só tinham pacote de 10kg mas aceitaram guardar metade até esse dia) e voltamos para o sítio para o merecido descanso.

No dia seguinte, 21 de Fevereiro, nosso dia de partida, tomamos o café da manhã, arrumamos as coisas e por volta das 9h pegamos estrada. Com sugestão do Baldin subimos até as rampas de voo livre para ver a cidade por cima e, quando seguíamos para a rampa Sul (ou depois dela, ainda não sei), fui passar por um trecho com lama e o carro literalmente afundou e atolou (e quando se atola um 4x4 que estava em reduzida e com bloqueio de diferencial a atolada é séria).

Defender 110 atolado na lama em Pancas - ES

Tentei algumas vezes sair para frente ou para trás colocando peso onde as rodas rodavam em falso mas nada, o jeito era usar os macacos, erguer o carro e com uma pequena pá cavar (o chassi e diferencial haviam encostado no chão), calçar as rodas e tentar sair. Escrevendo é rápido, mas isso tomou quase 4h de trabalho meu, da Aline e, nos 30 minutos finais, de dois caras de Pancas que apareceram de moto e nos ajudaram. Mas, no final, imundo de lama conseguimos tirar o carro e seguir caminho.

Depois de desatolar o Defender em Pancas - ES

Depois de atolar e desatolar o Defender, dirigir quase 1km de ré

O retorno foi longo e desgastante, com algumas poucas paradas, até que chegamos um pouco antes de BH e paramos no hotel que fica atrás do restaurante "Tia Eliana", onde chegamos por volta das 22h depois de pouco mais de 500 km rodados. Lá o merecido banho para tirar um pouco da lama encrustada (ainda não saiu toda), fazer um miojo (era o mais rápido e prático) e ir dormir.

Na 4ª feira, último dia da viagem, tomamos o café da manhã no hotel e logo pegamos estrada. Felizmente passamos por BH sem nenhum trânsito e logo estávamos na parte boa da BR381 seguindo de volta para São Paulo. Nesse dia rodamos os 650 km que faltavam e, no começo da noite já deixava a Aline em sua casa e seguia para a minha para o merecido descanso.

Pancas vista da Rampa de voo livre Sul

Pancas vista da Rampa de voo livre (rampa da colina)

Ao total foram 4 dias de estrada, somando no final pouco mais de 2400km, para dois dias de escalada em Pancas - ES, e valeu a pena! A cidade ainda conta com poucas vias, mas o potencial é grande para se tornar um novo centro de escalada tradicional do Brasil. Vale a pena voltar com um batedor, broca e chapeletas!

Para mais infos sobre as vias e dicas sobre o local veja o blog do Oswaldo Baldin: blogdobaldin.blogspot.com/.

Algumas das fotos estão disponíveis no link Escaladas em Pancas - ES.

- enviado por Tacio Philip às 21:26:58 de 24/02/2012.



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