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10/05/2010 23:39:00 - Curso para bombeiros e escaladas no Cuscuzeiro

Na 5ª feira, algumas poucas horas após o almoço, o Osvaldo me buscou em casa e pegamos estrada rumo Franco da Rocha onde fizemos uma pausa no quartel onde é realizado o curso de oficiais dos bombeiros e soubemos que o Victor e o Chagas não haviam sido liberados para a aula de resgate de montanhista/escalador que daríamos no dia seguinte.

De volta à estrada seguimos para a Anhanguera, de lá para a Washington Luiz e, no começo da noite, estávamos no quartel dos bombeiros de Rio Claro onde é realizado o curso do CSALT (Curso de Salvamento em Altura) e onde daríamos a aula de resgate de escaladores. Jantamos um churrasco junto com o capitão e no final do dia estávamos alojados e indo dormir, animados para o dia seguinte.

Na Sexta-feira acordamos às 6h, tomamos nosso café da manhã e às 7h, junto com 21 alunos do csalt e um professor, seguimos em comboio para Analândia indo direto para o Cuscuzeiro, um bonito maciço de arenito alaranjado que se eleva sobre o vale onde fica a cidade.

No camping onde ficam os carros pegamos as mochilas e em seguida começamos a caminhada para o morro. Nem o Osvaldo nem eu havíamos estado no Cuscuzeiro antes então quem nos guiou foi um dos bombeiros que faria a aula e disse: "Tenho certeza do caminho. Eu acho.". O problema foi o "eu acho" que fez com que, em vez de simplesmente seguir reto e subir para a base das vias, fizéssemos um contorno pela esquerda e subíssemos por uma trilha quase que fechada. Resumindo: em vez de 15 min de caminhada, levamos cerca de 1h.

Na base da rocha procuramos nos localizar com o croqui de escalada e fomos então para a face Sul, parando bem na base da via Caderninho (4º). O local tem o formato de um anfiteatro com uma base plana e alguns degraus até a parede e foi a nossa sala de aula. O Osvaldo começou dando uma introdução sobre a escalada e eu entrei logo em seguida falando sobre os tipos de escalada, tipos de proteções e seus respectivos equipamentos (mosquetões, freios, cordas, fitas, friends, nuts, excentrics, pitons, coperheads, cliffs, estribos etc. etc. etc.). Essa aula é interessante para que eles conheçam os equipamentos usados por escaladores e, em caso de necessidade de um resgate, saibam o que pode estar disponível com a vítima de modo a ajudar a operação.

Durante a aula passei para eles os equipamentos e eles puderam, além de conhecer diversos itens específicos de escalada, ver as diferenças de tamanho entre alguns itens, como os mosquetões de aço usados em resgate e os super leves mosquetões de alumínio usados em costuras. Ao fim da minha parte guiei em móvel a caderninho e montei um top-rope para que eles pudessem fazer uma escalada. Em seguida o Osvaldo começou sua parte da aula, mostrando como subir por uma via em um sistema onde, com a ajuda de uma vara, vai costurando nas proteções e fazendo sua auto-segurança durante a ascensão. Depois disso alguns dos alunos ainda repetiram a subida ensinada pelo Osvaldo e, por volta das 15h, a aula foi finalizada e todos, menos o Osvaldo e eu foram embora.

Agora sozinhos no Cuscuzeiro, e ainda com tempo, aproveitamos para fazer alguma escalada. Mesmo cansados, com sono e muita fome entramos na via Sai de Baixo (5ºsup). De volta ao chão e, com o gostinho de uma primeira escalada naquele arenito farinhento, guardamos as coisas nas mochilas e voltamos para o carro – agora pela trilha certa e direta – e logo estávamos de volta ao quartel para um merecido banho, 1º jantar e depois buscar o Victor na rodoviária e sairmos para o 2º jantar, agora em uma pizzaria. De lá direto para o quartel e em poucos minutos estava desmaiado no colchão para uma merecida noite de sono.

No Sábado acordamos por volta das 7h, tomamos café, pegamos todas as nossas tralhas e seguimos mais uma vez para o Cuscuzeiro. A diferença agora era que, em vez de estarmos indo em um grupo de mais de 20 pessoas e para um curso, estávamos indo apenas o Osvaldo, o Victor e eu e somente por lazer, para escalar. Rapidamente chegamos onde ficam os carros, pegamos as mochilas e seguimos para a parede, onde o Victor escalou a Sai de Baixo (5ºsup) e, para evitar o rapel chato para sua limpeza, a escalei de segundo.

De volta ao chão, e com o tempo ameaçando fechar com muito vento e até algumas gotas de chuva caindo, fomos para a face Nordeste onde o tempo logo melhorou escalamos as vias Visual (6º), uma via com duas enfiadas que escalamos as emendando e realmente uma das vias mais bonitas do local, Transamazonica (3º), via que dá acesso à base de outras como a Lets Go Space Trucker (5º sup?) que segue em sequência de regletes e depois por uma linda e exposta aresta e alcançamos o cume pela via Mandacaru (6º sup). No topo fizemos uma caminhada cautelosa lembrando da história do casal que caiu do cume fugindo de abelhas e depois descemos novamente para a face sul pela via caderninho.

De lá, querendo mais vias fomos então para a via Manga com Leite (6º), uma via bem bonita com boas agarras e praticamente toda negativa. Ainda não acabados o Osvaldo escalou também um 7b que não está no croqui (eu subi de segundo e desviei para a Sai de Baixo no crux da via, não tinha mais dedos nem braços) e depois descemos, com as últimas luzes da tarde, de volta para o carro.

Nossa idéia era ficar mais um dia em Analândia para escalarmos no Domingo mas, como vimos que a previsão do tempo não era animadora (90% de probabilidade de chuva), resolvemos pegar a estrada, fazer uma pausa para um merecido jantar em uma churrascaria e em seguida voltar para São Paulo, onde chegamos por volta das 22h.

Esse final de semana foi repleto de novidades: foi a primeira vez que dei aula para bombeiros e primeira vez que escalei no arenito do Cuscuzeiro. E dependendo de mim repetirei a dose várias vezes. O único inconveniente para ir ao Cuscuzeiro são os pouco mais de 200km de estrada e os muitos pedágios, mas de vez em quando vale a pena.

As fotos do curso e escaladas já estão disponíveis no link Curso para bombeiros e escaladas no Cuscuzeiro .

- enviado por Tacio Philip às 23:39:00 de 10/05/2010.



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