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17/08/2009 18:07:00 (#238) - Travessia Petrópolis-Teresópolis

Depois de algumas horas de estrada com a Paula e o Victor e uma noite no Rio de Janeiro, no dia seguinte, 13 de Agosto - aniversário da Paulinha - seguimos de carro até Teresópolis nós 3 mais a Gerusa e o Beto.

A subida para a entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PNSO) em Teresópolis foi tranquila em menos de 2hs estávamos preenchendo as fichas de entrada, pagando a taxa da travessia, deixando o carro estacionado próximo ao centro de visitantes e logo com as mochilas nas costas andando até a praça onde pegamos um ônibus que nos deixou a um quarteirão da rodoviária de Teresópolis onde compramos passagem para Itaipava com embarque às 15hs. Como ainda era cedo aproveitamos e fomos almoçar em um simples mas muito bom restaurante por quilo a um quarteirão da rodoviária.

O tempo passou e logo embarcamos para Itaipava. Chegando no terminal não perdemos tempo e na sequência um ônibus para Corrêas descendo novamente no seu terminal. Lá alguns minutos de espera e finalmente o 4º e último ônibus, agora para Pinheiral, que nos deixou a pouco menos de 1km da entrada do PNSO sede Petrópolis.

Na entrada do parque mostramos as entradas pré compradas em Teresópolis, pegamos nossas headlamps e às 18h10 começamos a caminhada rumo ao Açu. O início da caminhada foi bem tranquila, com o grupo indo em um ritmo leve mas constante bem unido mas com o tempo começamos a nos separar. Eu, a Paulinha e o Victor ganhávamos altura na frente enquanto a Ge e o Beto, ambos carregando muito peso (inútil) para a travessia ficavam cada vez mais para trás, fazendo com que tivéssesmos que parar para os esperar várias e várias vezes.

Continuamos ganhando altura pela larga trilha, a temperatura ia caindo (alguns momentos chegou a marcar 6ºC) e quando chegamos nas lajes de pedra do platô final antes do Açu, único ponto onde seria possível se perder na trilha à noite por causa de outras trilhas, esperamos o Beto e a Gerusa chegarem até nós e então dissemos que por causa do frio seguiríamos no nosso ritmo até o final do primeiro dia e assim fizemos.

Fomos seguindo e cada vez observávamos mais ao longe as lanternas dos dois até que contornamos o Açu e começamos a procurar a área de acampamento que só o Victor sabia onde ficava. Procuramos por alguns minutos e nada de achar, o vento estava forte e bem frio então decidimos acampar onde estávamos mesmo. Não era o melhor lugar do mundo mas cabia apertado duas barracas e foi o que fizemos. Rapidamente montamos o acampamento e estávamos dentro das barracas preparando nosso jantar e indo dormir.

No dia seguinte acordamos preguiçosos e quando levantamos por volta das 8hs vimos que a Ge e o Beto não tinham chegado até onde estávamos. O Victor subiu até o cume do Açu e disse ter visto duas barracas amarelas, logo concluímos que seriam eles e com informação de outras pessoas que subiam soubemos que estavam a cerca de 30 min de nós.

Tomamos nosso café-da-manhã, começamos a arrumar as coisas e, aproveitando que eu tinha me afastado um pouco do acampamento para usar o "banheiro", estiquei a caminhada indo até a barraca a mais de 30 min de onde estávamos onde acordei o Beto que me disse que estavam muito lentos (dãããã, com aquele peso também pudera) e que não seguiriam a travessia. Disse então que nós 3 seguiríamos e que nos encontraríamos (quem sabe) no final da travessia para descer para o Rio. Durante esse trecho extra de caminhada percebi que a noite tinha sido fria, em áreas com sombra ainda haviam poças de água com gelo que aguardavam o Sol para começar a derreter.

Voltei para o acampamento, descansei por uns 5 minutos, acabamos de desmontar as barracas e arrumar as mochilas e logo começamos a caminhada. Nossa estratégia foi seguir o mais leve possível e como há vários pontos de água pelo caminho fizemos uma pausa bem próxima do acampamento para pegar só um pouco de água, menos de 1 litro, suficiente para seguirmos e por volta das 10h30 seguimos a trilha que descia rumo ao vale.

Fomos seguindo e logo a primeira subida nos levou ao Morro do Marco (?). Continuamos a caminhada e começamos novamente a descer rumo ao vale da Luva onde acabamos saindo um pouco da trilha o que nos roubou um pouco de tempo e energia (além de molhar alguns pés e render algumas quedas e arranhões no meio do mato) mas logo estávamos subindo pela íngreme trilha que leva à laje de Pedra do Morro da Luva.

Apesar de íngreme a subida foi rápida. Eu pensava que levaríamos pelo menos 1h mas depois de 30min chegamos ao seu final às 13hs. Fizemos então uma pausa para lanche e, aproveitando que estávamos em um bom ritmo e ainda era cedo, deixamos as mochilas e fomos leves pela curta trilha de 300m até o cume do Morro da Luva, 35º ponto mais alto do Brasil de acordo com o anuário estatístico do IBGE de 1998. Quase uma hora se passou e às 13h49 seguimos nosso caminho por mais uma descida em laja de pedra que nos levou até o vale onde fica um corrimão (que deve ser muito importante se chover) e a subida do "elevador", uma rampa de pedra infinita com diversos degraus de aço chumbados na rocha.

Continuamos subindo e chegamos então ao lugar mais bonito da travessia. Diferente de quando eu estive por lá ano passado que estava completamente nublado (veja fotos e relato) o clima estava perfeito com um céu azul sem uma núvem sequer! De onde estávamos víamos para tras o Morro do Açu e Luva enquanto na nossa frente, iluminados por um Sol de tarde espetacular, todo o complexo da Serra dos Órgãos com a Pedra do Sino, Garrafão, Dedo de Deus e Escalavrado entre outras que não sei o nome.

Continuamos seguindo nosso rumo fazendo algumas muitas pausas para fotografia e logo descemos então para o Vale das Antas onde fizemos mais uma pausa para lanche e para pegar mais um pouco de água já que seria a última até chegarmos ao acampamento 4.

Com o final da tarde chegando, às 16h50 começamos a subida final às vezes colocando medo e às vezes tranquilizando a Paulinha sobre o lance do cavalinho até que, às 17hs, tínhamos passado por esse lendário e "assustador" lance que não é nada mais que subir em uma pedra tendo que montar sobre ela como se fosse um cavalo. De lá foram então poucos minutos até deixarmos as mochilas próximo do início da subida da Pedra do Sino e leves subirmos até seu cume para apreciar um lindo pôr-do-Sol.

No cume, embaixo de muito vento, fizemos algumas fotos nossas, diversas fotos da paisagem e assim que o Sol desapareceu no horizonte começamos a descida para resgatar as mochilas e seguir até o acampamento 4 onde chegamos com as últimas luzes do dia às 18h10.

Em um lugar gramado e razoavelmente protegido do vento armamos as barracas, fui até o riacho buscar água (lá encontrei alguém do parque com quem fiquei conversando enquanto ouvia no seu rádio outros funcionários perguntando sobre um Defender verde estacionado lá embaixo - depois percebi que era só para saber de quem era e depois que falaram a placa e confirmaram ser um grupo na travessia pude ficar tranquilo e parar de imaginar que o carro podia estar pegando fogo, tinha caído dentro da água etc.) e voltei para a barraca onde fiz o jantar e logo estávamos dentro dos sacos de dormir para uma longa noite de sono.

A noite foi menos fria que a anterior, inclusive de madrugada acordei com muito calor tirando calça e meias (e aproveitando para comer uma bolacha já que também estava com fome) mas logo voltei a dormir só acordando novamente com o clarear do dia.

Novamente acordamos bem preguiçosos, fizemos nosso café da manhã, desarmamos as barracas, arrumamos as mochilas, eu fiz uma pausa extra no banheiro do alojamento 4 e às 10h10 começamos nossa trilha de descida.

Com a sugestão do Victor seguimos um pouco pela longa e tediosa trilha de descida e logo pegamos a trilha que nos levou até o mirante da Agulha do Diabo, onde chegamos às 11h40. Lá uma pausa para diversas fotos e então voltamos para o trecho com uma bifurcação onde tínhamos deixado as mochilas e começamos a descer por uma trilha alternativa que eu tinha marcado no GPS. O começo da trilha foi tranquilo mas logo chegamos a um trepa-pedra que nos levou ao cume do provavel Morro da Cruz (pelo que havia marcado no GPS) onde há uma antiga e amassada caixa de livro de cume vazia (se você conhece o lugar e não é esse nome por favor me informe!).

Receoso com o caminho a seguir deixei a mochila no cume e desci cerca de 10 minutos para ver como seria sua continuação. No começo é tranquila mas depois começa a descer por rampas bem inclinadas de pedra e depois entraria novamente em mata mais fechada. Como estávamos com mochilas cargueiras achamos mais sensato voltar para a trilha normal do que arriscar nos metermos em roubada em uma trilha desconhecida, e foi o que fizemos, às 13h20 estávamos de volta à "avenida" que leva da Pedra do Sino até a barragem, último ponto do parque onde se chega de carro.

Apesar de muito chata com infindáveis zig-zags nossa descida foi bem rápida. Fizemos só algumas breves pausas para fotografar, uma para lanche e às 15h25 estávamos fazendo fotos ao lado da placa do começo da trilha junto a barragem e dando baixa junto ao guarda parque que levava o termo com o nome dos participantes (e informando que os outros 2 do grupo haviam voltado porque não aguentaram concluir a travessia depois do primeiro dia).

Continuamos descendo, agora por estrada calçada e às 16h05 estávamos no carro para finalmente tirar as mochilas das costas e calçar a papete. Sem pressa paramos no centro de visitantes para o Victor aliviar um pouco do seu peso, tomamos um Guaravita gelado e fomos então para Teresópolis comer um Açaí na mesma lanchonete que eu havia parado com o Osvaldo algumas semanas atrás quando voltávamos de Salinas.

Alimentados pegamos novamente estrada com direito a outra pausa para fotografias no Mirante da entrada da cidade (o Sol tinha acabado de sumir e a silhueta do PNSO estava linda!). De lá mais estrada (com direito a trânsito) e logo estávamos no apto da Ge, onde vimos que eles ainda não tinham chegado, para um merecido banho e noite de sono.

Alguns minutos se passaram, a Ge e o Beto chegaram queimados como camarões e de TPM dizendo ter feito a travessia (o que é impossível já que apareceram fotos na internet deles com a Pedra do Queijo de dia - e isso fica no caminho para a entrada de Petrópolis por onde tínhamos passado de noite) e além disso eles tinham resolvido subir carregando o máximo de peso inútil possível, o que os deixou muito lentos e cansados (na mochila deles devia ter desde secador de cabelo até gerador de eletricidade a diesel) então fomos dormir.

No dia seguinte acordamos cedo e descansados, acabamos de arrumar as coisas e então eu, a Paulinha e o Victor saímos rumo à Barra da Tijuca onde encontramos na sorte (atras da autorizada land rio) uma lanchonete com café da manhã a quilo, realmente muito boa! Alimentados continuamos nosso passeio para mostrar, pelo menos um pouco, a cidade do Rio para a Paula que ainda não a conhecia. Passamos então por Copacabana, Urca (onde tentei ligar para o Vin e depois ele me disse que estava no Morro da Babilônia escalando), Botafogo, fomos no Mirante Estácio de Sá para umas últimas fotos e uma boa água de coco e então seguimos estrada rumo a Rod. Pres. Dutra.

A volta para São Paulo foi tranquila, fizemos uma pausa para lanche onde aproveitei e já gravei em DVD as fotos para o Victor e depois viemos direto para SP, parando só em alguns trechos bem próximos por causa do trânsito. No começo da noite deixei o Victor em sua casa e logo eu e a Paula estávamos na minha jantando.

A travessia Petrópolis-Teresópolis é uma travessia bem tradicional e deve ser umas das mais antigas do Brasil. Ela pode ser feita em um, dois ou três dias de caminhada e dessa vez optamos pela última opção, o que a faz ser bem tranquila. Além disso é realmente muito bonita e renderam muitas fotos!

Em breve atualizarei os arquivos para GPS da travessia e do seu entorno e já estão no ar algumas das fotografias tiradas no link travessia petro-tere.

- enviado por Tacio Philip às 18:07:00 de 17/08/2009.



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