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06/08/2009 23:37:00 - Subida de diversas montanhas do Parque Nacional do Itatiaia

Na Sexta-feira dia 31 de Julho saímos de casa no começo da noite a Paula e eu e, depois de pegar o Parofes, Edson e Victor pegamos estrada rumo ao Parque Nacional do Itatiaia. A viagem foi super tranquila com só uma breve pausa e depois de algumas horas estávamos no (LIXO) do Alsene armando nossas barracas e indo dormir.

No dia seguinte acordamos por volta das 7hs e logo subimos para o Parque onde depois de estacionar o carro ao lado do Abrigo Rebouças tomamos nosso café da manhã e começamos nossa caminhada para o primeiro objetivo do dia: a Asa de Hermes.

A início da caminhada para a Asa é o mesmo que para o Agulhas sendo que logo após a ponte pensil você segue para a esquerda em uma trilha entre a que segue para o Agulhas e outra subindo que leva à Pedra do Altar. Depois de um tempo ela atravessa o vale e começa então um longo trepa pedras pela direita da Asa a contornando e depois uma subida final até sua base. Algumas horas se passaram e por volta das 11hs estávamos na sua base suportando um forte vento mas felizes pela meta concluída.

Ficamos um bom tempo fotografando, assinando o livro de base (sim, o livro fica na base da Asa) e depois de ver o Edson e o Parofes animados subindo até o seu topo (mesmo sem saber como seria descer) eu e o Victor também nos animamos e escalamos até o seu topo (uma saída estilo boulder que deve dar um 5º/6º grau e depois uma rampa em canaleta de pedra).
Ficamos poucos minutos no minúsculo topo, a Paula que ficou na base tirou mais algumas fotos então começamos a descida. O único lance arriscado é a descida final, ou você desescala e tenta alcançar a base de uma pedra atras de você (com um belo buraco abaixo) ou pula direto para esse platô de pedra, e foi a nossa opção. Mesmo com o risco de torcer um pé com certeza é muito mais fácil que tentar desescalar nos métodos tradicionais e no final só me deixou com dor no tornozelo uns 2 dias.

Começamos a caminhada de volta ao Rebouças às 11h40 e como ainda era cedo decidimos ir direto a outra pedra que queríamos subir, a Pedra Assentada (ou Pedra Sentada). A caminhada até sua base é bem tranquila e segue como se fosse para o Prateleiras depois passando pela Pedra da Tartaruga, Maçã e finalmente sua base de onde segue praticamente em linha reta por um interminável trepa-pedras.

Mesmo chato e cansativo o trepa-pedras foi tranquilo, o único inconveniente que deu uma apimentada na subida foi a Paula derrubar minha câmera que ela estava usando (uma Canon G10) em um buraco entre algumas grandes pedras. Só ouvi ela falando algo e um barulho de algo batendo entre pedras e indo cada vez mais para o fundo no escuro. Quando ela disse que tinha sido a câmera não pensei duas vezes, chamei o Victor que estava alguns metros a frente com a corda e disse que tentaria descer até onde desse para tentar resgatá-la.

Coloquei a cadeirinha, armei uma parada onde fixei a corda em um bico de pedra, o Victor também colocou a cadeirinha para servir de backup caso o bico quebrasse e logo comecei o rapel apertado entre os blocos. Na metade do caminho o Edson jogou uma pequena pedra no mesmo vão para eu estimar para onde a câmera podia ter ido (lá embaixo formava um labirinto escuro de pedras empilhadas) e vendo o seu caminho continuei a descida e com a ajuda da headlamp comecei a procurar pela câmera.

Eu estava em uma base de rocha razoavelmente plana com diversos blocos com mais de 3 metros cada para todos os lados. Um pouco mais afastado de mim o buraco continuava descendo e minha esperança era que a câmera tivesse parado por ali. Depois de alguns poucos minutos olhando em todas as fendas consegui encontrá-la atras de um bloco o perto suficiente para poder vê-la mas longe o suficiente para conseguir alcançá-la. Sabendo onde ela estava restava conseguir puxá-la de volta e torcer que estivesse funcionando.

Fiquei alguns minutos tentando alcançá-la, uma idéia seria a puxar com algum galho ou bastão de caminhada mas não tínhamos nada por perto então descidi tentar dar a volta nesse bloco e a alcançar por outro lado e foi o que deu certo. Depois de me arrastar entre dois blocos onde eu só conseguia entrar deitado e de lado estiquei o braço por baixo da pedra e com a ponta dos dedos alcancei sua alça e a puxei até mim. Em seguida me arrastei como uma minhoca de volta para a base onde tinha ficado a corda e pude então analisar o estado da vítima resgatada.

Apesar de alguns ferimentos que deixaram algumas cicatrizes nos seus cantos ela parecia bem. Olhando ao redor vi que ela não tinha batido de frente (nas lentes) e o que parecia em estado pior era o LCD, totalmente trincado. Resolvi então tentar ligá-la e funcionou perfeitamente, coloquei para mostrar alguma imagem no LCD e percebi então que o mesmo estava intacto, o que estava completamente trincado e tinha absorvido todo o impacto o dissipando e impedindo que afetasse o LCD foi um simples protetor (creio eu que seja de policarbonato) que eu tinha comprado no eBay por cerca de US$7.00! Ou seja, graças a uma peça de apenas R$14 não tive um prejuízo muito maior!

Fiz algumas fotos onde eu estava para relatar o ocorrido (e continuar testando a câmera) e logo pedi para o Victor montar minha segurança que eu subiria escalando por entre as pedras até voltar a superfície. A subida foi bem tranquila e logo que cheguei fora do buraco medi quanto eu havia descido com a corda e chegamos a conclusão que tinha sido entre 15 e 17 metros! De volta a trilha seguimos mais um pouco pelo trepa-pedras até a base final da Pedra Assentada, uma grande pedra em uma platô. A Paula ficou fazendo algumas fotos enquanto o Victor, Edson, Parofes e eu subíamos até seu topo para assinar o livro de cume (é necessário descer uma rampa quase vertical desescalando e depois escalar por uma fenda e um bloco final para chegar ao topo, uma escalada de 3º Vsup).

No topo assinamos o livro e rapidamente fizemos o rapel até sua base e começamos a caminhada de volta às 17hs com o Sol desaparecendo no horizonte. Minha preocupação era passar pelo trepa-pedras ainda de dia e no final tudo deu certo, quando escureceu de vez chegamos na estrada e de lá foram só uns 30 minutos até o carro e de lá novamente até o Alsene para mais uma noite acampados.

No outro dia acordamos também por volta das 7hs e fomos então para a Pedra Furada, outra montanha bem próxima e de fácil acesso porém pouco visitada (20ª montanha mais alta do Brasil). Sua trilha começa com a mesma da travessia Serra Negra, um pouco abaixo do Alsene mas logo desvia para a esquerda seguindo uma provavel antiga estrada de acesso aos postes no caminho.

Começamos a caminhada às 8h50 e às 9h50 já estávamos em seu cume fazendo algumas fotos. Ficamos por lá pouco tempo e de volta ao Alsene fizemos um rápido lanche e fomos então subir o que achávamos ser o Morro do Massena, 16ª montanha mais alta do Brasil.

A trilha de subida fica a 250m de distância do Alsene sentido entrada do Parque e sobe quase que em linha reta até seu cume. A subida foi muito mais tranquila que imaginávamos e em 50 minutos estávamos no cume fazendo algumas fotos. Como ainda era cedo, por volta das 12h30, olhei para o Parofes e dei a idéia de irmos até outra montanha ao nosso lado já que não tínhamos certeza sobre qual delas era o Massena. Todos toparam na hora então começamos a descida e em seguida a subida até o seu cume onde chegamos às 13h20.

Agora sim estávamos no cume do Morro do Massena e depois na internet descobrimos que o primeiro cume que tínhamos subido é conhecido como Massena Noroeste, mas sem nenhum nome oficial pelo IBGE. Lá fizemos mais muitas fotos e, enquanto eu, o Parofes e o Edson íamos até o final de sua crista para fazer algumas fotos do Agulhas e outras montanhas o Victor e a Paula começaram a descida até a estrada do parque, caminho que fizemos logo em seguida saindo bem na portaria 3 do PNI (felizmente ninguém nos pertubou por termos aparecido por lá por esse caminho).

Bebemos um pouco de água, mais algumas fotos e começamos a descida para o Alsene. Para não perder viagem antes de ir embora subimos ainda outra montanha, o Morro do Camelo fazendo o que chamei de trans-camelônica, uma caminhada que começa por um lado da montanha e sai pelo outro.

De volta ao Alsene, pouco antes das 15hs pegamos o carro e de lá estrada de volta para casa. No caminho paramos na garganta do registro para um merecido milho verde, na parada do Pão de Queijo em Engenheiro-Passos e ainda diversas outras pausas para fotografia da mantiqueira na estrada de descida do parque e na Dutra.

Essa viagem foi muito compensadora e acho que a mais proveitosa no PNI até hoje. Subimos em dois dias a Asa de Hermes, Pedra Assentada (ou Pedra Sentada), Pedra Furada, Massena Noroeste, Morro do Massena e Morro do Camelo.

As fotos dessa viagem já estão no link diversas montanhas do PNI.

- enviado por Tacio Philip às 23:37:00 de 06/08/2009.



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