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13/09/2006 17:57:00 (#29) - Escalada solitário da via Evolução em Pedralva

Depois de uma semana com muitas escaladas na academia e na rocha (3ª, 5ª, Sábado, Domingo e 2ª), fiquei uma semana descansando e aproveitando o feriado de 7 de Setembro em Itanhaém com a Jade e meus pais.
De volta à vida em SP no Sábado, 2ª fui para Bragança e no mesmo dia à tarde para a cidade de Pedralva, indo até bem próximo da base do Pedrão, onde bivaquei (dormi só no saco de dormir, sem barraca) aproveitando a noite muito estrelada e uma lua que fazia com que a noite ficasse clara!
Na 3ª feira dia 12 acordei bem cedo, às 5hs e às 6hs já estava na base da via Evolução, uma via de 320m de altura (5°VIsup E2) que eu havia escalado há 3 mêses com o Pedro e o Léo.
Na base da via me equipei, dessa vez para uma escalada em solitário, tendo sofrido para carregar até sua base carregando toda a ferraria de escalada, 2 cordas, saco de dormir, lanche e mais de 5 litros de água. Me preparei, deixei na base o que não precisaria na parede e comecei a escalada por volta das 6h40.
A escalada em solitário é bem mais cansativa e estressante que uma escalada com um parceiro. Primeiro porque não há parceiro para você gritar "reteza" quando esta em apuro e pode levar uma queda, tendo que confiar no equipamento autoblocante com você; Segundo porque você tem que subir duas vezes, uma com a corda fixa por baixo, escalando guiando, e depois com a corda fixa por cima, depois de fazer rapel até o início da enfiada, já que tem que descer pra soltar a corda fixa na última base. E isso tudo carregando toda ferraria, água e duas cordas (para descer essa via são necessárias duas cordas). Mas isso que faz essa escalada tão interessante.
Comecei as primeiras enfiadas da via super bem é subindo rápido já que são de graduação baixa. Essa hora o Sol já bata na parede mas a temperatura estava agradável (quando acordei estava 16°C).
Continuei a subida e logo estava na 4ª parada da via, um belo platô onde parei pra descansar e tirar algumas fotos depois de ter encara o primeiro VIsup da via. Fiquei lá um bom tempo e logo saí para a 5ª enfiada, um VI curto. Um breve descanso, descida até o platô e novamente esse VI. A 5ª parada não é das melhores, a parede é quase vertical e sem bons apoios para os pés. Logo saí de lá e escalei o crux da via, outro VIsup com quase 30m até a 6ª parada, as duas vezes necessárias e parei para mais um merecido descanso, comer e fotografar.
Nessa hora o cansaço já estava pesando, durante a subida o relógio no pulso chegou a marcar 42°C e meus pés doiam e queimavam (será que um dia vão lançar sapatilha com solado de amianto?).
De lá foram mais duas enfiadas, agora com graduação mais leve (IVsup e V) até a 8ª parada, outro ponto para uma longa pausa e essa hora estava realmente cansado e com dor nos pés!
De onde eu estava faltava muito pouco até o cume, apenas duas enfiadas, a 9ª enfiada sendo um Vsup com uma saída em grandes agarras mas levemente negativo, o que exige um pouco dos braços e a 10ª e última enfiada, um 3º grau com mais de 30m que chega ao cume. Fiquei um bom tempo parado descansando, me hidratando e resolvi subir de uma maneira diferente: em vez de subir como havia subido todas as enfiadas, guiando com uma corda na mochila nas costas até a parada, descendo até a base da enfiada e subindo com a corda em top rope com outra mochila com a corda extra, resolvi dar um esticão até o final da via, levando uma corda na mochila (a que eu usava enquanto guiava) e arrastando a 2ª corda, que estava na 2ª mochila e seria necessária para o rapel.
Foi uma decisão um pouco arriscada já que não tinha certeza absoluta se conseguiria chegar até a parada ou se precisaria parar em alguma proteção intermediária (nem sabia se as 14 costuras que eu havia levado seriam suficientes) mas resolvi tentar já que estava exausto. Prendi então uma corda na 8ª parada, a qual eu levava na mochila e passava nas costuras, amarrei a segunda corda na cadeirinha e a deixei na 2ª mochila pendurada na parada, de modo que fosse saindo da mochila enquanto eu subia e fosse arrastada por mim para cima.
Foi uma escalada cansativa, usando o resto da energia que eu tinha mas correu tudo bem, às 14h15 cheguei na 10ª parada da via, 320m acima do chão, quase esticando a corda de 60m que estava fixa na 8ª parada.
No final da via fui andando até o cume da Pedra, onde fiz algumas fotos, mandei umas mensagens pelo celular dizendo que havia chegado ao cume, descansei e logo me preparei para começar a longa descida. Às 15hs comecei a descer, usando as duas cordas unidas, o que permitia um rapel de 50m (estava com uma corda de 50m e outra de 60m) e foram 9 rapéis até a base da pedra, onde cheguei às 16h15 pensando em beber a água que havia deixado na base (eu já estava levemente desidratado e durante a descida poupei a pouca água que restava).
Na base fiz algumas outras fotos, arrumei todo o equipamento e depois de quase 1 hora comecei a descer, descendo devagar, aproveitando a sensação de "escalada cumprida" e fazendo mais algumas fotos.
Cheguei no carro umas 18h15, conversei com o Sr. Vicente onde havia deixado o carro, lavei as mãos, bebi uma água e novamente estrada, parando apenas na estrada em Pedralva para um rápido e ótimo jantar no restaurante do hotel que havia ficado há 3 mêses atrás.
De lá segui para a casa da Jade em Bragança Paulista, pegando a estrada às 19h50 e chegando lá às 21h10. Aí tomei um merecido banho e pude descansar.
Obs: para quem for para Pedralva há uma ponte interditada, tendo que fazer um desvio por estrada de terra de São José do Alegre até Olegário Maciel. Qualquer coisa entre em contato.
Abaixo algumas fotos tiradas nessa escalada, clique para ampliar.

Eu no local do acampamento

Local do Bivaque

Eu na base da parede com o começo da via ao fundo

Vista para baixo da 4ª parada

Eu descansando na 4ª parada

Vista para baixo da 7ª parada

7ª parada

Autoretrato na 10ª parada

Eu e a cruz que há no cume

Vista da cabeça da via, as pedras na esquerda são onde dormi

Todo o equipamento levado para cima durante a escalada

Eu e o Pedrão na trilh ade volta

Panorâmica de 3 fotos verticais da parede

- enviado por Tacio Philip às 17:57:00 de 13/09/2006.



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