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<title>Blog Tacio Philip</title>
<updated>2010-09-02T23:45:39.000-03:00</updated>
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<description>Últimos posts blog Tacio Philip</description>
<language>pt-br</language>
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	<title>Blog Tacio Philip</title>
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<item>
<title>Escaladas na Pedreira do Jd Garcia - Campinas</title>
<updated>2010-09-02T23:44:58.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-09-02T23:44:58.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-09-02T23-44-58_Escaladas_na_Pedreira_do_Jd_Garcia_-_Campinas.php</link>
<description>Depois de acertar os detalhes ontem, hoje às 8h30 saí de casa, peguei o Dário perto do Parque Villa Lobos às 9h30 e seguimos então para a Pedreira do Jardim Garcia em Campinas.


O caminho foi tranquilo, fizemos apenas uma pausa no mercado para comprar um lanche e pouco depois das 11h estávamos na base da pedreira nos equipando para começar a escalar.


Começamos com a via No Brejo (5ºVI) e em seguida entramos na Perdido no Brejo (5ºsup/VIsup). De volta ao chão e de olho no croqui (que pode ser baixado no site do Davi Marski) fomos procurar então algumas vias que ainda não tínhamos escalado e seguimos então para o canto direito da pedreira, onde escalamos as vias Lactante (6ºsup) e Estressante (6ºsup), duas vias muito bonitas (leve costura longa para a 5ª proteção da Estressante!) sendo que essa segunda possui duas enfiadas e chega no topo da parede.


Novamente alguns rapéis para voltar ao chão, mais um lanche, mais uma olhada no croqui e fomos então para a via Homem Cobra (6ºsup VIIa). Já sofrendo com o cansaço do dia - e com um bom motivo extra: marimbondos na via - acabei desistindo de escalá-la, voltando ao chão logo depois de subir apenas até sua primeira proteção.


O final da tarde começava a chegar mas ainda havia um restante de energia pra queimar. Entramos então na última via do dia, e com certeza a com movimentação mais diferente, a Calangocídio (6ºsup). Essa via tem movimentos logos e que precisam de muita atenção e boa leitura (tem boas agarras, mas tem que encontrá-las e se posicionar bem para alcançá-las). Do seu topo, também no final da parede - mas em uma parte mais baixa - outro rapel até o chão, dei a última segurança do dia para que o Dário também a escalasse e logo em seguida começamos a guardar as coisas na mochila.


Na saída da pedreira fomos procurar uma coisa que ainda não tinhamos encontrado por lá: um Açaí. Aparentemente não tem mesmo nenhum próximo da pedreira então fomos até o Taquaral (acho que é um parque) onde comemos o merecido e esperado açaí. De lá mais um pouco de estrada, deixei o Dário no Carrefour do Villa Lobos por volta das 20h e às 21h já estava aqui em casa.


Para um bate-volta preguiçoso de escalada lá ainda é uma das melhores opções. É próximo de São Paulo, estrada boa (só asfalto), praticamente zero de caminhada no acesso à base das vias e vias bonitas de dificuldade média. E olhando o croqui ainda existem pendências a serem escaladas, logo volto por lá para resolvê-las!

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</item>



<item>
<title>Dicas de acesso às montanhas do Parque Nacional do Itatiaia</title>
<updated>2010-09-01T11:09:06.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-09-01T11:09:06.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-09-01T11-09-06_Dicas_de_acesso_as_montanhas_do_Parque_Nacional_do_Itatiaia.php</link>
<description>Dicas de acesso às montanhas do Parque Nacional do Itatiaia

Tacio Philip – www.tacio.com.br


O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o parque nacional mais antigo do Brasil. Criado em junho de 1937 é hoje em dia motivo de revolta para todos os montanhistas devido à burocracia e dificuldades criadas pela sua administração no acesso de diversas de suas montanhas.


Eu conheci esse parque em 2001, pouco antes do grande incêndio causado por 2 turistas perdidos e estopim para a explosão burocrática e de proibições implantadas, afinal é mais fácil proibir que educar e criar condições para uma visitação segura. Desde minha primeira visita até os dias atuais voltei ao parque algumas dezenas de vezes e pude subir boa parte de suas montanhas, algumas delas mais de uma vez e por diferentes rotas.


Mesmo sendo um parque com grande histórico no montanhismo brasileiro, sendo inclusive o parque nacional com a maior quantidade de grandes montanhas do Brasil, hoje em dia o acesso a boa parte delas é dificultado ou simplesmente proibido.


Mesmo com tantas dificuldades e regras é difícil um amante do montanhismo não conhecer o PNI. Lá estão montanhas clássicas como o Pico das Agulhas Negras e Prateleiras, mas infelizmente, muitos novos montanhistas acham que o parque acaba por ai.


Para quem está começando no montanhismo está sendo implantada uma idéia que é normal o acesso a uma montanha ser proibida e isso está acabando com a cultura do montanhismo no país. Afinal, após subir uma dúzia de montanhas permitidas e bem conhecidas, o novo montanhista fica sem opções para subir e acaba abandonando a prática.


Nesse breve relato tento mostrar as principais montanhas existentes no PNI e dar alguma dica sobre como é o seu acesso e, principalmente, mostrar que elas existem, estão lá e devem ser escaladas.
E para quem está iniciando: não deixe de estudar ou fazer cursos sobre o tema, comece a prática aos poucos e aumente a dificuldade/riscos gradativamente. Esteja sempre preparado para imprevistos e pratique o mínimo impacto. Afinal, ninguém conquista uma montanha, apenas passamos brevemente sobre seus cumes e logo voltamos para a terra firme.



Veja fotos ilustrativas das montanhas no link Montanhas do Parque Nacional do Itatiaia (PNI).



Algumas informações

Abaixo a lista das principais montanhas do Parque Nacional do Itatiaia. Para essa lista foi usado como referência o Anuário Estatístico do IBGE com a inclusão de algumas outras montanhas populares do parque. É indicada também sua altitude (em metros sobre o nível médio do mar) e dica de acesso, em muitos casos apenas o acesso principal. Também classifiquei de acordo com:

Nível de dificuldade: Tenta classificar tanto a dificuldade de acesso à montanha em relação à navegação e existência ou não de trilha de acesso quanto sua dificuldade técnica (trepa-pedra, escalada etc.)

Tempo necessário: Indica o número de dias necessários para ida até o cume da montanha e retorno ao ponto inicial. Apesar de o tempo mínimo mostrado ser 1 dia, algumas podem ser alcançadas em poucas horas. Esse tempo pode também variar para mais e para menos de acordo com seu ritmo, mas foi levado em conta um tempo médio em ritmo normal.

Acesso: Indica o estado burocrático do acesso à montanha. Algumas das montanhas têm acesso permitido pelo parque nacional do Itatiaia enquanto outras requerem autorização prévia ou simplesmente tem seu acesso proibido. Cabe a cada um escolher a montanha a ser escalada e seus riscos inerentes.



PRINCIPAIS MONTANHAS



Pico das Agulhas Negras (2791,5m)

Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após passar a ponte pênsil siga reto, atravessando o último ponto de água da trilha. A partir desse ponto segue diversos acessos ao cume do Agulhas Negras, sendo o mais usado o Pontão, que é orientado por setas e totens. É muito recomendável experiência e necessário o uso de corda para atingir seu cume mais alto (Itatiaiaçu).

Nível de dificuldade: médio.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.



Morro do Couto (2680m)

Logo após a entrada do Parque Nacional do Itatiaia (posto 3 - Marcão) siga à direita no estacionamento subindo a estrada. Antes de chegar ao Morro da Antena saia à direita seguindo por trilha até o colo do Morro do Couto. De lá é só seguir até seu cume pelo trepa-pedras contornando o cume pela sua esquerda.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido.




Pedra do Sino de Itatiaia (2670m)

Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; para esquerda segue para a Asa de Hermes e quase que voltando paralelo a trilha de acesso e começando a subir segue para a Pedra do Altar. Suba a trilha como se fosse para o Altar e quando estiver próximo o contorne pela trilha aberta à esquerda. Você descerá para o vale e ao fundo estará a Pedra do Sino de Itatiaia. Siga a trilha até um charco ao lado dos Ovos de Galinha, o atravesse e siga até o cume seguindo os totens pelas lajes de pedra.

Nível de dificuldade: médio.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido.



Pedra do Altar (2665m)

Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; para esquerda segue para a Asa de Hermes e quase que voltando paralelo a trilha de acesso e começando a subir segue para a Pedra do Altar. Essa trilha é o começo da travessia Rebouças-Mauá e, quando estiver ao lado da Pedra do Altar, antes de começar a contorná-lo, siga a trilha que leva diretamente ao seu cume. Vale a pena descer um pouco pela sua crista e ir até a pedra que dá o nome à montanha.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido.




Asa de Hermes (2641m)

Saindo das proximidades do abrigo Rebouças (2 km da entrada do parque) siga pela trilha principal em direção ao Agulhas Negras. Após atravessar a ponte pênsil e começar uma leve descida terá uma "trifurcação": em frente você segue para o Agulhas Negras; quase que voltando paralelo segue para a Pedra do Altar e para esquerda segue para a Asa de Hermes. Siga pela trilha paralela ao vale e ao maciço do Agulhas Negras até chegar em frente ao colo entre o Agulhas e a Asa. Atravesse o vale e comece a subir o colo pelo trepa pedra indicado com totens. No topo do colo, antes de começar a descer, siga para retornando subindo até a base da Asa. Para chegar ao topo da Asa é recomendável o uso de corda e equipamento de escalada.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido.



Pico da Maromba (2619m)

Não existe uma trilha aberta e demarcada para essa montanha. O melhor caminho é subir pela trilha que começa no escorrega da Maromba em Visconde de Mauá (trilha da travessia Rebouças-Mauá). Subindo a trilha, logo que a subida acabar e começar uma descida para a esquerda após atravessar o colo das montanhas siga para seu primeiro cume à esquerda (Marombinha) e de lá siga pela crista até o Pico da Maromba. Pouco depois do início da subida para o Marombinha, seguindo a trilha o contornando, em 15 minutos você estará em um riacho onde pode pegar água.

Nível de dificuldade: difícil.

Tempo necessário: 3 dias.

Acesso: proibido. Para a travessia é necessário solicitar autorização, entretanto não autorizam o início pelo escorrega da Maromba.



Morro do Massena (2609m)

Essa montanha fica exatamente do lado esquerdo do portão 3 do Parque Nacional do Itatiaia e não há trilha aberta para seu acesso. Pode ser alcançada em navegação visual a partir da entrada do parque até seu cume ou começando por uma trilha que inicia na estrada pouco acima do Alsene. Se optar pela 2ª opção você subirá primeiro o Massena Noroeste e de lá poderá seguir para o Massena.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária (acesso pelo Massena Noroeste - ao lado do Alsene)




Pedra Furada (2589m)

A trilha de acesso é a mesma da travessia Serra-Negra e começa na estrada do parque pouco antes do Alsene. Siga por essa trilha aberta até chegar a uma bifurcação que aparentemente foi aberta para colocação de postes. Siga para a esquerda até uma trilha mais fechada contornando a montanha pela direita e depois seguindo direto até seu cume.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária.



Morro da Antena (2584m)

Logo após a entrada do Parque Nacional do Itatiaia (posto 3 - Marcão) siga à direita no estacionamento subindo a estrada até o cume do Morro da Antena.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido.



Pico Serra Negra (2572m)

A trilha de acesso é a mesma da travessia Serra-Negra e começa na estrada do parque pouco antes do Alsene. Siga por essa trilha aberta até o ponto de acampamento da travessia. Pouco antes começa uma trilha que sobe a montanha.

Nível de dificuldade: médio.

Tempo necessário: 3 dias.

Acesso: para a travessia é necessário solicitar autorização.




Prateleiras (2551m)

Siga a estrada do parque até quase o seu final onde uma placa para trilha à direita indica o acesso ao Prateleiras. Siga a trilha aberta até a base da montanha. É possível subi-la por ambos os lados, sendo o mais fácil pela face Sul, a direita, seguindo as setas amarelas indicativas. É recomendável o uso de corda nos lances finais de acesso ao seu cume.

Nível de dificuldade: médio.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.



Pedra Cabeça de Leoa (2483m)

Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção à Cabeça de Leoa atingindo seu cume após passar por lajes de pedra e 2 falsos cumes.

Nível de dificuldade: difícil.

Tempo necessário: 3 dias.

Acesso: proibido.



Pedra Assentada (2453m)

Siga pela estrada do parque até quase o seu final, onde começa a trilha para o Prateleiras. Siga por essa trilha e antes de chegar à base do Prateleiras pegue a bifurcação que segue para esquerda, passando pelas pedras da Tartaruga e Maçã. De lá siga para a base da Pedra Assentada e suba por um trepa-pedra marcado com totens. Do cume falso desça e escale até o seu final. É necessário o uso de corda para alcançar o seu cume.

Nível de dificuldade: médio.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: permitido com apresentação de equipamento específico.




Pedra Cabeça de Leão (2420m)

Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção à Cabeça de Leão. É possível atingi-la também seguindo para as lajes de Pedra da Cabeça de Leoa e de lá seguir para os dois cumes da Cabeça de Leão.

Nível de dificuldade: difícil.

Tempo necessário: 3 dias.

Acesso: proibido.



Morro do Camelo (2318 m)

Logo em frente ao Alsene siga por trilha curta e aberta até o cume do Morro do Camelo. É a montanha com acesso mais fácil e curto do PNI, muito recomendo para apreciar o nascer ou pôr do Sol e a Serra Fina ao fundo.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: sem necessidade de entrada no parque e pagamento da taxa da diária.




Pico da Cara de Gorila (2281m)

Não existe trilha aberta para essa montanha. Para seu acesso suba o Pico da Maromba e continue por sua crista em direção às lajes de pedra da Cabeça de Leoa. De lá siga para o vale, passando por um ponto onde 2 riachos se encontram e suba o Gorila pela sua crista até o seu cume.

Nível de dificuldade: difícil.

Tempo necessário: 3 dias.

Acesso: proibido.



Morro do Urubu (2270m)

Siga pela trilha Rui Braga que leva da parte alta à parte baixa do PNI. Pouco antes de chegar ao abrigo Massena siga pela crista à direita rumo a uma casa de pedra abandonada. A partir de lá não há trilha aberta e deve-se seguir pela crista passando por um primeiro cume e a seguir o cume do Morro do Urubu.

Nível de dificuldade: fácil.

Tempo necessário: 1 dia.

Acesso: para a travessia é necessário solicitar autorização.



Veja fotos ilustrativas das montanhas no link Montanhas do Parque Nacional do Itatiaia (PNI).



Caso você divulgue esse texto em seu site ou blog por favor mantenha seu formato original, sem edições, e cite a fonte.



Tacio Philip

www.tacio.com.br


</description>
</item>



<item>
<title>Como anda o Projeto 2010</title>
<updated>2010-08-31T12:41:33.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-31T12:41:33.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-31T12-41-33_Como_anda_o_Projeto_2010.php</link>
<description>


Fazem pouco mais de 2 meses que divulguei o meu novo Projeto 2010.

Esse projeto, com destaque para o 10, tem esse nome por diversos motivos:

10 novas montanhas a serem escaladas esse ano;

10 anos desde quando terminei meu curso básico de escalada em rocha;

10 anos subindo montanhas;


E desde o seu anúncio ele não parou, no dia 16/07/2010 completei 10 anos desde que concluí meu primeiro curso de escalada em rocha e das 10 montanhas que pretendo subir esse ano já foram alcançados os cumes de 6 delas:

- Pedra Cabeça de Leoa, Serra do Alambari (Itatiaia) (2483m)

- Pico da Cara de Gorila, Serra da Mantiqueira (Itatiaia) (2281m)

- Pico Médio de Friburgo, Serra dos Órgãos (2310m)

- Pico do Garrafão, Serra Sto Agostinho (2359m)

- Pedra Alta, Serra da Bocaina (2095m)

- Morro Tira Chapéu, Serra Pedra Azul (Bocaina) (2088m)


Além delas repeti também diversas outras montanhas como o Morro do Couto, Prateleiras, Agulhas Negras, Sino de Itatiaia, Pedra do Altar e Pico da Maromba no Parque Nacional do Itatiaia e o Pico dos Marins em Piquete. Também estou aproveitando bastante a temporada para escaladas, conhecendo novos locais como a Serra do Cipó e Falésia Paraíso e retornando a outros já conhecidos como Salinas, São Bento do Sapucaí etc.


E ao ano ainda não acabou! No próximo feriado estarei com alguns amigos e parceiros de montanhas na busca de dois novos cumes, esses dois próximos de uma travessia muito conhecida no Brasil mas dificilmente visitados por quem a percorre. Eu mesmo já fiz essa travessia e essa será a primeira vez que tentarei esses cumes esquecidos. Espero trazer boas novidades na semana que vem!


E com a conclusão desse projeto, no começo do ano que vem divulgarei e darei continuidade no andamento de um projeto bem maior onde o Projeto 2010 é apenas uma perna! Aguarde!


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</item>



<item>
<title>Mais escaladas na Falésia Paraíso em Pindamonhangaba</title>
<updated>2010-08-30T09:50:49.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-30T09:50:49.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-30T09-50-49_Mais_escaladas_na_Falesia_Paraiso_em_Pindamonhangaba.php</link>
<description>Depois de acertarmos os detalhes na 90 graus, no dia seguinte, Sábado dia 28, acordei com o celular tocando às 7h20 e uns 15 minutos depois chegava minha carona para o dia de escaladas na Falésia Paraíso em Pindamonhangaba. Nela estavam o Osvaldo, Dom e Cesinha.


Seguimos logo a estrada parando apenas para abastecer e, logo depois de sairmos da Rodovia Carvalho Pinto paramos para usar o banheiro e encontrar um pessoal no Leite na Pista (só pare para isso mesmo, lá é tudo absurdamente caro!). De lá mais alguns minutos de estrada e logo estacionávamos o carro e começávamos a trilha de acesso à base das vias de escalada.


Nesse dia o local estava completamente dominado pelo pessoal que treina na 90 graus. Lá nós quatro encontramos os 2 Edus, Dário, Kleber, Michel, Mayla, Leila, Simone e mais gente que com certeza não lembro agora e seguimos então para escalar no setor Visual.


Chegando no setor Visual fomos alternando a escalada das vias. Uma pessoa subia a equipando e já a deixava com as costuras para que o próximo a escalasse. Comecei equipando a via Chang Wei (VIsup) e passei quase o dia todo nessa parede onde escalei também as vias Denise em Crise (Vsup), Heloisa na Brisa (Vsup), Luis Inácio (7a), Pedra no Rim (VIsup), Renata Ingrata (7a) e O Aprendiz (7a). 


Já cansado, principalmente por causa do calor que fritava na parede, mas feliz por ter mandado à vista todas as vias desci então para o setor 90 graus onde boa parte do pessoal estava reunido descansando (ou quase dormindo) e fiquei lá um bom tempo também sem fazer nada.


O final da tarde foi chegando então, para fechar o dia, resolvi entrar em uma via que havia acabado de ser conquistada (agora não lembro o nome, mas fica à esquerda da via Beta Man e é outro VIsup). Essa foi a única via do dia que não mandei à vista, dando uma roubada no seu crux já que não tinha achado uma boa agarra escondida (e praticamente enterrada em poeira, como a via é nova ainda estava muito suja!). Sem me preocupar fui até seu final, desci, ainda dei uma segurança e depois arrumei minhas coisas, desci para o setor Boas Vindas e de lá de volta para o carro onde os pães que o Dom havia levado nos esperavam no carro (ninguém se animou a descer para buscar durante o dia). Lá um lanche rápido, todos se reuniram e fomos então para o merecido açaí no centro de Pinda.


Felizes com o ótimo dia de escalada e agora alimentados pegamos estrada (onde nos perdemos um pouco) mas por volta das 21h já estava em minha casa.


Muita gente tem falado que a Falésia Paraíso vai dar uma ofuscada em São Bento do Sapucaí e se continuar como está indo eu concordo. Até agora não tem vias de graduação baixa, acho que as mais fáceis são Vsup mas já tem uma dezena de 7ºs e também estão aparecendo as vias para os monstros, como uma que o Cesinha entrou para isolar os movimentos e disse que provavelmente seja um 10a! E os conquistadores continuam com as baterias carregadas e descarregando a das furadeiras conquistando novas vias todos finais de semana! O local realmente promete e merece a visita!


Para mais infos sobre o local, acesso e croquis veja o blog: http://falesiaparaiso.blogspot.com/.

</description>
</item>



<item>
<title>No ar: Entrevista realizada dia 23/08 no programa Sportrip</title>
<updated>2010-08-24T18:11:55.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-24T18:11:55.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-24T18-11-55_No_ar-_Entrevista_realizada_dia_23-08_no_programa_Sportrip.php</link>
<description>Ontem, dia 23/08, fui entrevistado pela Carol Camara no programa Sportrip do site alltv. O programa foi ao ar ao vivo no período das 14 às 15h e durante esse tempo falei sobre minhas viagens para escalada em rocha e montanhismo no Brasil e exterior além de passar algumas dicas para quem quer começar no esporte.


Se você não pode assistir ao programa ao vivo não se preocupe. Hoje eles já me passaram o link e o mesmo está disponível na internet para que você possa assistí-lo no horário que puder, é só clicar em play logo abaixo!



Sportrip from sportrip alltv on Vimeo.No programa de hoje, Carol Camara entrevista Tacio Philip, montanhista e macro-fotografo - 23 de agosto

</description>
</item>



<item>
<title>Bate-volta no cume do Marins e 8º Festival de Montanha do Sul de Minas</title>
<updated>2010-08-24T10:06:12.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-24T10:06:12.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-24T10-06-12_Bate-volta_no_cume_do_Marins_e_8o_Festival_de_Montanha_do_Sul_de_Minas.php</link>
<description>Aproveitando o feriado em São Bernardo do Campo, na 5ª feira à noite (dia 19/08), pegamos a estrada a Paulinha e eu rumo ao Acampamento Base Marins em Piquete, onde começa a trilha para subida do Pico dos Marins.


O Pico dos Marins é uma montanha que considero muito especial. A primeira vez que estive em seu cume foi no dia 03/Nov/2000 e a considero como meu início no montanhismo já que foi o meu primeiro cume na Mantiqueira com acampamento e com mais de 2000m de altitude. Daquela data até hoje a subi seis vezes sendo que fiz também a travessia Marins-Itaguaré duas vezes (e com certeza voltarei outras!).


Mas voltando ao presente, depois de algumas muitas horas de estrada entre SBC e Piquete, por volta das 2h da madrugada tínhamos acabado de transferir as mochilas para os bancos da frente do carro e deitávamos para dormir em seu porta-malas (mais rápido que armar barraca). No dia seguinte acordamos sem pressa, tomamos nosso café da manhã e por volta das 9h30 começamos a caminhada que leva ao cume da montanha.


Apesar de alguns trechos de trepa-pedra e bom desnível (922 m de desnível em 5,7 km) a trilha é bem aberta e bem marcada (às vezes marcada até demais com setas e pontos amarelos pixados na rocha - provavelmente pelo marcador-mor Maeda). Mas mesmo assim é necessário atenção, principalmente no retorno onde é mais fácil se confundir.


Fomos subindo e subindo fazendo algumas poucas pausas para fotografias e, às 12h50, estávamos tirando nossas mochilas das costas e olhando a paisagem a partir do seu cume.


Fizemos um lanche, tiramos umas fotos, chegamos a pensar em ir até outro cume próximo mas tínhamos pouca água e acabamos desistindo da idéia e então começamos nosso retorno. A descida foi tranquila, saímos um pouco da trilha em um trecho mas logo nos achamos e, no final da tarde, estávamos de volta ao Acampamento Base Marins para um merecido banho e novamente estrada, agora rumo a Itajubá.


Descemos do Acampamento Base Marins pela Fazenda Saiqui e depois de mais uns 40 km de estrada estávamos em Itajubá tentando nos informar sobre onde fica a Pedra da Piedade e parando para um merecido jantar na praça central da cidade.


Depois de alimentados e agora informados mais um pouco de estrada e fomos então rumo a cidade de Piranguçu, entrando no bairro Pituba e logo chegando ao local onde começada o 8º Festival de Montanha do Sul de Minas.


Estacionamos o carro e antes mesmo de armar nossa barraca encontramos o Pedro Hauck, Davi Marski e Luciano entre outros. Nesse dia teve ainda apresentação do Clube Montês Itajubense, depois sobre a subida do Huayna-Potosi na Bolívia e em seguida fomos dormir.


No dia seguinte acordamos, tomamos café e saímos então para escalar na Pedra da Piedade (os croquis de Itajubá podem ser baixados aqui) onde escalei as vias Fernanda (6º), 1ª enfiada da via Fácil (4º) e Campo Minado (7º). Depois disso um passeio pela base, apanhei da via Tribalistas (7b) e depois, para fechar o dia, escalei a primeira parte da espetacular via Nem Fudendo (7a). De lá, já no final da tarde descemos para o acampamento e logo em seguida saímos para jantar no centro de Itajubá.


Depois do jantar passamos no mercado para comprar uma cerveja escura (só tinha Petra gelada mas serve) e pouco depois das 20h estávamos de volta ao local do festival, onde teoricamente começaria a primeira palestra às 20h - na verdade começou umas 22h e às 23h30, com o frio apertando e depois das palestras do Cesinha e do Pedro resolvi ir dormir.


No dia seguinte outro dia com início preguiçoso, tomamos café, desarmamos o acampamento, arrumamos as coisas e saímos então na procura da Pedra da Anhumas, um novo point de escalada na região. Rodamos bastante pelas estradas de terra sem muitas informações (para não dizer nenhuma) mas depois de algumas horas achamos o local. Lá escalei as vias Na Hora H (4º sup) todo em móvel, uma outra via ainda sem nome no croqui logo do lado direito (5ºsup), De Leve na Neve (5ºsup) e Síndrome do Esquecimento (5ºsup). Depois disso tudo de volta na mochila, 5 minutos de caminhada de volta para o carro e agora mais um pouco de estrada até próximo da rodoviária de Itajubá para um merecido Açaí antes de pegarmos a longa estrada de volta para São Paulo.


Esse final de semana prolongado vou bem proveitoso. Além de subir mais uma vez até o cume do Pico dos Marins (e com clima perfeito, bem diferente da minha tentativa frustrada embaixo de chuva no reveillon) aproveitei para rever um pessoal que não via há alguns anos e para escalar em um local que ainda não conhecia - e que com certeza voltarei!


E já estão no ar as fotografias do Pico dos Marins e do 8º Festival de Montanha do Sul de MG.

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<title>Ao vivo no programa Sportrip no site alltv</title>
<updated>2010-08-22T23:04:12.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-22T23:04:12.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-22T23-04-12_Ao_vivo_no_programa_Sportrip_no_site_alltv.php</link>
<description>Nessa 2ª feira, dia 23 de Agosto, estarei ao vivo às 14h no programa Sportrip do site alltv.com.br para um bate papo sobre escalada, montanhismo, fotografia, viagens etc. O programa Sportrip é apresentado ao vivo na internet toda 2ª feira das 14h às 15h.


E em breve postarei informações sobre como foram os últimos 3 dias na região da Serra da Mantiqueira: bate-volta no cume do Pico dos Marins em Piquete (SP) e escaladas na Pedra da Piedade e Pedra da Anhumas durante o 8º festival de montanha do Sul de Minas em Itajubá (MG).


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<title>Escaladas na Falésia Paraíso em Pindamonhangaba</title>
<updated>2010-08-19T12:12:46.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-19T12:12:46.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-19T12-12-46_Escaladas_na_Falesia_Paraiso_em_Pindamonhangaba.php</link>
<description>Durante meu treino na 90 graus 2ª feira o Dom comentou que ia para a Falésia Paraíso em Pindamonhangaba com o Robson escalar. Eu, sem pensar duas vezes, me convidei para ir e na 4ª feira antes das 7h o Robson me buscou em casa, pegamos a Aline no metrô, o Dom em sua casa e seguimos para Pinda.


Apesar de apertados (4 pessoas em uma Strada cabine extendida - não dupla!) a viagem foi rápida e descontraída, falando besteira o tempo todo, e logo estávamos na base do setor Boas Vindas onde já subi a primeira via do dia, a Lamúrias de um Corintiano (7a). De volta ao chão ela também foi escalada pelo Dom, Aline e Robson e de lá segui então para uma outra via que não está ainda no croqui, provavelmente um 5sup no caminho para os outros setores, via também escalada por todos. Saindo de lá voltei para o começo da parede para o primeiro espanco do dia, a via Aresta Arisca. No croqui ainda está como projeto mas a via está pronta e no mínimo é um 8a/b se você seguir sempre por baixo da aresta no negativo. A via foi primeiro equipada pelo Robson (que fugiu do negativo em alguns trechos) e depois consegui isolá-la (depois de várias quedas no crux) seguindo totalmente pelo negativo. 


De volta ao chão um descanso e depois então a via Marimbondos Defumados (6ºsup) que começa em uma bonita fenda protegida em móvel e depois termina em chapeletas. O Dom subiu essa via de 2º, depois subi a Agarra no Cabelo (7a) e então fomos então para a via 90 graus, outro 8º grau. Entrei nessa via mas como já estava estupidamente cansado só isolei seus movimentos e nem entrei novamente para tentar a cadena, coisa que o Robson ainda tentou mas não conseguiu, levando uma queda no final da via!


Nessa hora o Dom e a Aline tinham ido escalar uma via no setor Visual e depois de um passeio pelos outros setores (Buracos e Canion) - onde vimos que existem muitas outras vias e ainda possibilidade de muitas outras - começamos a desmontar as coisas para nosso retorno. Subi novamente o 5sup sem nome para tirar as costuras, guardamos as coisas e, depois de mais umas 2h apertados no carro estávamos em São Paulo.


O dia de escalada foi muito proveitoso e com certeza voltarei lá outras vezes. Inclusive é um forte candidato atual para os dias de bate-volta na rocha. É um pouco mais longe que Visual, Jd Garcia etc mas tem muitas possibilidades de vias no grau que escalo atualmente. Então com certeza voltarei!


Para mais informações sobre o local, acesso, croquis etc. Veja o blog: http://falesiaparaiso.blogspot.com/.


Algumas das poucas fotos tiradas (me concentrei só na escalada mesmo) estão no link Escaladas Falésia Paraíso. E abaixo um vídeo feito durante nosso retorno.





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<title>Fotos e vídeos das escaladas na Serra do Cipó e Salinas</title>
<updated>2010-08-10T21:39:34.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-10T21:39:34.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-10T21-39-34_Fotos_e_videos_das_escaladas_na_Serra_do_Cipo_e_Salinas.php</link>
<description>Depois da correria para colocar tudo em dia por causa dos 15 dias fora do escritório corri mais um pouco e hoje coloquei no ar as fotografias e vídeos feitos durante os excelentes dias de escaladas.


Veja as fotografias nos links Escaladas na Serra do Cipó e Escaladas em Salinas (PE 3 Picos).


Abaixo os vídeos feito durante a viagem para escaladas na Serra do Cipó e em Salinas.





Playlist com os 13 vídeos







Vídeos separados individualmente:



Pedalada na Serra do Cipó - I




Pedalada na Serra do Cipó - II




Canion no PN Serra do Cipó




Parada 4 da via Cidade dos Ventos no Pico Maior, Salinas




Cume do Pico Maior, PE 3 Picos, Salinas




Cume do Pontão do Sol, PE 3 Picos, Pico Maior




Cume do Pico Menor, PE 3 Picos  




Cume do Pico Médio de Friburgo




Recado para Paulinha do cume do Pico Médio de Friburgo




Retorno do Pico Médio de Friburgo - Osvaldo-Batman




Parque Estadual 3 Picos I




Parque Estadual 3 Picos II





Vento no cume dos 3 Picos de Friburgo




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<title>Escaladas, escaladas e mais escaladas em Salinas</title>
<updated>2010-08-10T11:48:24.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-10T11:48:24.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-10T11-48-24_Escaladas-_escaladas_e_mais_escaladas_em_Salinas.php</link>
<description>Depois do meu post sobre escalada das vias Cidade dos Ventos e Sol Celeste em Salinas no meu dia de descanso todos os dias seguintes foram bem cheios.





Na 4ª feira, como o clima estava bem instável (para não falar feio) resolvemos fazer apenas caminhada. Para aproveitar a viagem fui subir então o Pico Médio de Friburgo, 30º ponto mais alto do Brasil de acordo com o Anuário estatistico do IBGE e parte do meu Projeto 2010 de subida de montanhas.


A subida, apesar de longa e com um bom desnível (cerca de 6 km e 1200 m de desnível a partir do refúgio do Sérgio Tartari) é bem aberta e tranquila (apesar de algumas boas pirambeiras para subir). na manhã o Osvaldo, Daniel, Lena e eu tomamos nosso café da manhã sem pressa e em seguida começamos a caminhada rumo à montanha. Algumas horas se passaram, fomos ganhando altitude e às 13h fizemos o cume do Pico Menor e às 13h30 o cume do Pico Médio. Infelizmente não deu para aproveitar a paisagem porque estava completamente nublado e ventando muito (em breve postarei os vídeos). De lá uma longa descida de volta e no final da tarde estávamos no abrigo para o merecido jantar.


Na 5ª feira, mesmo com o tempo ainda nublado - o que acabou com nosso plano de uma outra via no Pico Maior - começamos a subir para o Capacete o Sérgio, Osvaldo, Daniel, Lena e eu. A idéia inicial era uma cordada com o Sérgio e a Lena, outra com o Osvaldo e o Daniel e eu faria outra via em solitário. Entretanto, no começo da trilha que leva à base da via Sérgio Jacob o Daniel e a Lena desistiram então subimos para a parede apenas o Osvaldo, Sérgio e eu.


Na base do Capacete o Sérgio deu a dica da via Cagões e Mercenários (D2 6º VIIa E3) e então fomos escalá-la. O Osvaldo guiou a sua primeira enfiada, eu a segunda e o Sérgio finalizou a via com sua 3ª e última enfiada. De lá 2 longos rapéis e estávamos de volta ao chão. Como o tempo estava bem nublado, ventando e frio decidimos ficar só nessa via mesmo, não entrando em outra (apesar de haver tempo) e logo descemos de volta para o abrigo.


A 6ª feira foi mais um dia de escalada no Capacete. Às 6h30 o Osvaldo e eu começamos a caminhada e pouco antes das 9h eu estava começando a escalar a primeira enfiada da via Sólidas Ilusões (D3 5ºV (A0/VI+) E3). A escalada é muito bonita e variada, com destaque para algumas lindas fendas protegidas em móvel e às 13h10 já estávamos no cume do Capacete assinando o livro de cume e apreciando a paisagem. Pouco depois chegou também a Luciana (amiga nômade com quem escalei em Pedralva há alguns anos) e o Andréa, um italiano que também estava hospedado no abrigo.


Ficamos mais um bom tempo no cume batendo papo, tirando fotos e depois todos nós rapelamos pela via Sérgio Jacob e seguimos a trilha de volta ao abrigo.


No Sábado, último dia de escalada antes da minha partida de volta à São Paulo acordei às 5h30 quando o Osvaldo, Lena, Daniel e Sérgio saiam para escalar a via Leste no Pico Maior e às 6h45 a Luciana chegou. Começamos então mais uma vez a caminhada rumo ao Capacete e dessa vez escalamos a via El Kabong (D3 5º VI E2). Essa via difere um pouco das outras vias que eu já escalei em Salinas por ser bem protegida. Na maior parte dos lances é só seguir os grampos, coisa que não acontece nas vias mais expostas. Apesar disso a via é muito bonita com algumas enfiadas bem interessantes e às 13h15 estávamos mais uma vez no cume do Capacete apreciando a paisagem e tirando algumas fotos do pessoal no cume do Pico Maior. Pouco tempo depois chegou também o Alexandre Portela e o seu primo e estreante na escalada Pedro, que haviam subido pela via CERJ. Ficamos mais de 1h no cume conversando e logo depois os rapéis e trilha de volta ao abrigo.


No abrigo uma noite de pizza feita pelo italiano (Andréa) e depois mais uma longa noite de sono depois de uma viagem muito bem sucedida de escaladas. Esse foi o dia que fui dormir mais tarde, eram quase 22h!!!


No Domingo também acordei sem pressa, tomei café, arrumei minhas coisas e às 9h, pouco depois de chegarem o Pedro que aproveitaria carona de volta pra SP e a Luciana que iria até a BR para seguir para uma feira de artesanato pegamos estrada. Na mesma hora saiu também o Daniel, Lena, Osvaldo e Sérgio.


A volta para casa é longa (pouco mais de 600 km) mas correu tudo bem. No final da tarde estava em casa e de volta a vida normal na cidade (se eu não tivesse curso para dar no próximo Domingo com certeza não teria voltado ainda!).


Essa viagem foi muito boa e durante esses 15 dias escalei quase todos os dias (com excessão dos 3 dias no volante, 1 dia de pedal no Cipó, 1 dia de caminhada em Salinas e 1 dia de descanso de verdade em Nova Friburgo). Além disso as escaladas foram muito boas, assim como as parcerias. Seria bom se todo mês tivesse pelo menos 15 dias como foram esses!


Mas a temporada e o ano ainda não acabaram! Em breve mais montanhas e mais escaladas!

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<item>
<title>Iron Maiden - The Final Frontier - para download!</title>
<updated>2010-08-09T19:46:12.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-09T19:46:12.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-09T19-46-12_Iron_Maiden_-_The_Final_Frontier_-_para_download-.php</link>
<description>Hoje navegando na internet achei uma coisa não muito comum: o novo CD do Iron Maiden (com lançamento previsto para o próximo dia 16/08) para download!


Apesar do Iron Maiden ser extremamente cuidadoso com lançamentos dessa vez não conseguiram segurar!


Links para download: ATUALIZADOS!!!

- MegaUpload (senha: tff)

- Torrent


THE FINAL FRONTIER

1. Satellite 15....The Final Frontier

2. El Dorado

3. Mother Of Mercy

4. Coming Home

5. The Alchemist

6. Isle Of Avalon

7. Starblind

8. The Talisman

9. The Man Who Would Be King

10. When The Wild Wind Blows 







Mas não deixe de comprar o original. Inclusive no exterior você já acha mais de uma versão do album em pré venda (eu já garanti os meus!) e aqui no Brasil a versão simples do CD.


Que venha a turnê!


UP THE IRONS!

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<title>Escalada das vias Cidade dos Ventos e Sol Celeste em Salinas</title>
<updated>2010-08-03T14:14:30.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-08-03T14:14:30.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-08-03T14-14-30_Escalada_das_vias_Cidade_dos_Ventos_e_Sol_Celeste_em_Salinas.php</link>
<description>Depois do meu último dia no Cipó, 30 de Julho, quando escalei as vias Mulher de Fases (7a em móvel), repeti a Sem compromisso (7a) e a O Cravo e a Rosa (7b), no dia seguinte o Osvaldo, Eduardo e eu pegamos logo cedo estrada e seguimos rumo ao Sul, agora nosso objetivo eram as escalada em Salinas.

 
No começo a estrada é excelente, fomos até Juiz de Fora em um bom tempo e lá aproveitamos para um ótimo almoço e para dar um olá para a Marina, uma amiga de lá. Em seguida seguimos a estrada e aos poucos tudo foi piorando. Até Itaipava foi tudo bem, de lá em diante, para atravessar para Teresópolis uma serra em péssimas condições e ainda com muitos trechos em obras, o que fazia com que o trânsito parasse para que cada sentido fosse liberado de uma vez.

 
Passando essa torturante serra (em mais de 1h!) pausa em Teresópolis para compras no supermercado, uma outra pausa para Açaí e depois mais alguns quilômetros e algumas horas até o Abrigo das águas do Sérgio Tartari e a merecida noite de sono.

 
No dia seguinte acordamos às 5h30, tomamos café da manhã e logo começamos a caminhada rumo ao Pico Maior. Seguimos até a base da parede e por volta das 9h30 começamos a escalar a via Cidade dos Ventos (D3 6ºVI+ (A0/VIIIa) E3). A princípio essa via não estava na minha lista de objetivos, mas depois do Waldyr me dizer que é o melhor caminho para rapel do Pico Maior resolvi escalá-la para conhecer seu traçado.

 
Essa via começa em um lance de 1/2 chaminé offwidth e depois entra em uma sequência de lance de 8a/b que pode ser feita roubando pegando nas costuras (assim fica "só" um 7a!). Quem fez essa enfiada foi o Osvaldo e em seguida subimos eu e o Edu. A 2ª enfiada começa em um lance de 6+ e depois segue por uma outra fenda, pode ser chamada de uma fenminé ou chamienda (uma mistura de fenda com chaminé com muito entalamento e arrastamento). Apesar de diferente a enfiada foi bonita e a sua guiada foi bonita, toda protegida em móvel. As enfiadas seguintes não tiveram lances muito marcantes, a graduação é boa, no máximo um outro lance de 7a bem protegido, uma outra sequência 6+ por uma fenda rasa para dedos e em móvel, um outro lance de 6+ de movimentos delicados e o restante com mais agarras e assim chegamos na metade da tarde ao cume do Pico Maior.

 
No cume assinamos o livro de cume (usando a caneta do figuraço Igos Spanner que esteve por lá há pouco tempo), fizemos uma pausa para fotos e em seguida começamos a descida. O rapel não segue a linha da via, logo no começo ele desce em linha reta onde a via passa pelas fendas a direita e é necessário duas cordas de 60m para seguir esse caminho mas realmente vale a pena! Em cerca de 1h20 nós três estávamos no chão (muito mais rápido e com menos perigo de enroscar a corda que o rapel pela via Silvio Mendes.

 
Já no chão e com as últimas luzes do dia guardamos toda a tralha, headlamp na cabeça e começamos a descida para o abrigo (com direito a algumas pausas para foto noturna dos 3 Picos). No abrigo com preguiça de cozinhar comemos a famosa pizza do Tartari e depois fomos dormir.

 
No nosso segundo dia acordamos 6h, sem muita pressa tomamos o café da manhã, arrumamos as coisas e começamos a caminhada rumo ao Pontão do Sol, um pico satélite do Pico Maior, onde escalamos a via Sol Celeste (D2 5º V+ E3). Essa via começa em um platô e suas duas primeiras enfiadas, para nós três, foram as piores pois predominam abaulados e muita aderência. Em compensação, as 5 enfiadas seguintes são espetaculares: bem verticais e com predominância de agarras e muitas fendas para proteção móvel! Seguimos escalando e por volta das 3h estávamos no seu pequeno cume fazendo umas fotos e começando a longa (e fria devido a sombra e vento) sequência de rapéis até o chão.

 
De volta a base guardamos as coisas nas mochilas e começamos a descida ainda com bastante luz, só precisando ligar nossas headlamps quando estávamos próximos do abrigo.

 
Essa noite dormimos bastante. Ontem fui dormir antes das 9h e hoje acordei umas 6h30 - 7h. Agora estamos em Nova Friburgo, acabamos de almoçar e o Edu já foi pra rodoviária de onde segue para o Rio e de lá pra São Paulo. o Osvaldo e eu continuaremos por aqui para outras vias nos próximos dias. Se tudo der certo serão pelo menos mais duas via juntos: uma com cume do Pico Maior e outra no Capacete. Além disso ele deve fazer a via Leste no Pico Maior com o Daniel, Lena e Tartari (essa foi minha primeira via em Salinas, escalada em 2008 com o Pedro Hauck) enquanto eu pretendo escalar uma outra no Capacete em solitário.

 
Agora é acabar de dar uma volta pela cidade, re-checar emails, ver a previsão do tempo e voltar para o abrigo. Acredito que a próxima postagem será só quando eu estiver de volta em casa, assim como as muitas fotos e vídeos dessa viagem.


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</item>



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<title>Mais escaladas na Serra do Cipó</title>
<updated>2010-07-29T19:25:10.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-29T19:25:10.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-29T19-25-10_Mais_escaladas_na_Serra_do_Cipo.php</link>
<description>Depois do dia de descanso (ontem) pedalando no PN Serra do Cipó, hoje fomos todos (Victor, Kleber, Edu, Tati, Osvaldo, Daniel, Lena e eu) escalar mais um dia no setor 3 do Cipó.


Logo que chegamos fui para a via Bárbaros (7a) a qual fiz depois de apanhar um pouco no seu crux. Lá no mesmo setor escalei também a Diversão Garantida (6ºsup) e depois fiquei um bom tempo só tirando algumas fotos e vendo o Kleber e o Edu brigarem em um 8b.


Saindo de lá fui então com o Osvaldo escalar a Lamúrias de um Viciado (7b), uma linda via em parede negativa com 2 enfiadas. Pra fechar o dia, como o Victor ia entrar novamente na Sem Compromisso (7a) acabei escalando uma outra via ao seu lado, a Mr.X, um 6ºsup com movimentação muito estranha.


Amanhã ainda estarei aqui pelo Cipó e depois pego estrada com o Osvaldo e Edu (estiquei em um dia a estada aqui). Agora to aqui em uma Lan House exatamente ao lado de uma MERD@ de uma igreja. Porque será que todos esquizofrênicos que acreditam em um espantalho superior crucificado tem que gritar tanto??? Amém a PQP!

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</item>



<item>
<title>Escaladas na Serra do Cipó</title>
<updated>2010-07-28T19:17:06.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-28T19:17:06.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-28T19-17-06_Escaladas_na_Serra_do_Cipo.php</link>
<description>Desde o Sábado estou aqui na Serra do Cipó. Saímos de São Paulo o Eduardo, Tati e eu e, depois de umas 9h de estrada, chegamos no Cipó onde encontramos com o Kleber e Victor.


No primeiro dia de escalada conheci o setor G3 onde escalei as vias Melzinho (5º); Sem compromisso (7a); Abelha no Beiço (7b); Rei do Torresmo (7a) e Ninhos (6º). No segundo dia fomos para o setor Foda onde escalei um 6ºsup que não lembro o nome e a via Cachimbo da Paz (7a).


No terceiro dia de escaladas, ontem, fomos para o setor Vale de Blair onde escalei as vias Via de Blair (7a) e a via Aresta que me resta (8a), sendo esse o meu primeiro 8a até hoje! Depois escalei ainda as vias Depois da Zuma (7b) e pra fechar a via Assombrolius Bicolius (6ºsup) no setor G1 (Pedreira).


Hoje era para ser o nosso dia de descanso, acordamos por volta das 9h e por volta das 11h fomos o Victor e eu até o setor G1 (Pedreira) onde fui experimentar a via Tobogã, um 8b de aderência simplesmente impossível de ser escalado! Em seguida voltamos para a pousada, pegamos o Edu e a Tati e fomos então para o PN Serra do Cipó conhecer o parque (e aproveitamos para fazer isso pedalando).


Agora aproveitamos para uma olhada na internet e amanhã mais escaladas por aqui. Depois estrada para Salinas e mais alguns dias por lá!
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</item>



<item>
<title>Subida da Pedra Cabeça de Leoa, Pico da Cara de Gorila e Pico da Maromba no Parque Nacional de Itatiaia</title>
<updated>2010-07-22T22:04:53.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-22T22:04:53.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-22T22-04-53_Subida_da_Pedra_Cabeca_de_Leoa-_Pico_da_Cara_de_Gorila_e_Pico_da_Maromba_no_Parque_Naciona.php</link>
<description>



Aproveitando a folga de 1 semana da Paulinha, no Sábado, dia 17 de Julho, logo de manhã pegamos estrada rumo à Visconde de Mauá onde faríamos a nossa 3ª tentativa de subida de duas montanhas: a Pedra Cabeça de Leoa e o Pico da Cara de Gorila, respectivamente a 23ª e 32ª montanhas mais altas do Brasil segundo o anuário estatístico do IBGE. Essas duas montanhas estão bem na fronteira Leste do Parque Nacional de Itatiaia e, se não forem as mais remotas, com certeza estão entre elas. Nossa primeira tentativa havia sido em Novembro de 2009 quando subimos o Pico da Maromba e Pedra Cabeça de Leão e a segunda há pouco mais de um mês quando acabamos abrindo uma nova rota na Pedra do Sino de Itatiaia.


Depois de algumas horas de estrada atravessamos a serra sob uma forte garôa e, derrapando na lama (dessa vez não fui com veículo 4x4), chegamos na metade da tarde em Visconde de Mauá, onde aproveitamos para nosso almoço atrasado. Saindo de lá mais alguns quilômetros de estrada e logo estávamos conversando com um morador do vale das cruzes, deixando o carro em um terreno cercado e começando por volta das 16h30 a subida por uma trilha que ainda não conhecíamos.


Apesar de bem molhada por causa da neblina e garôa a trilha começou tranquila a 1270m de altitude a foi ganhando altura em meio a uma bela mata. Fomos seguindo até que, às 18h, com a última luz do dia encontramos uma pedra ao lado de um rio que com certeza já foi usada para bivac - e foi onde decidimos dormir. Acertamos algumas pedras do chão, abrimos nossos isolantes, entramos nos sacos de dormir e pouco depois estávamos tendo uma razoável noite de sono (razoável por causa da irregularidade do solo com muitas pedras desconfortáveis para as costas e pernas principalmente).


No dia seguinte acordamos bem preguiçosos às 6h, sem pressa nenhuma fizemos nosso café-da-manhã, arrumamos as coisas, vestimos as roupas ainda molhadas do dia anterior e, às 8h15, atravessamos o rio e começamos o nosso segundo dia de caminhada. Até esse momento a trilha estava bem aberta e poucos minutos depois chegamos a uma grande cachoeira, com uns 50m de altura, de onde não achamos mais uma boa trilha para seguir.


Procuramos alguns caminhos e seguimos por uma trilha mais fechada que subia do outro lado do rio, pelo menos era na direção que esperávamos ir. No começo foi tudo bem mas com o tempo a trilha simplesmente desapareceu. Em alguns momentos notávamos algum galho cortado com facão por alguém há muito tempo e em outros parecia que estávamos em mata inexplorada. Fomos seguindo nos orientando com o GPS (estávamos em local de mata fechada e ainda com neblina, o que tornava impossível navegar visualmente) e, depois de algumas horas saímos na trilha "normal" que sobe do escorrega da Maromba pra parte alta do parque (parte da travessia Rebouças-Mauá).


De volta a uma trilha aberta ficamos mais tranquilos. Mesmo não tendo conseguido subir por um caminho novo agora tínhamos a certeza que chegaríamos onde pretendíamos dormir e continuamos a subida. A trilha foi ganhando altitude, a garôa foi piorando e a temperatura caindo até que, por volta das 14h15, para minha tranquilidade encontramos uma pedra bem próxima ao ponto de água na base do marombinha que seria nosso local de bivac (se não encontrássemos um local protegido nossa única opção seria abandonar a idéia, virar 180º e começar a descida para evitar sofrer de hipotermia na madrugada já que estávamos encharcados e não levamos barraca.


Dentro do nosso abrigo (que aparentemente também já foi usado para esse propósito) trocamos as roupas molhadas por algo seco, preparamos nosso jantar e deitamos para descansar. Apesar da noite ser mais fria pelo fato de estarmos bivacando mais altos (2285m de altitude aproximadamente e chegando a 8ºC) pude dormir melhor graças ao chão mais plano e ao dorflex antes de deitar :-)


A noite foi longa e muito preocupante. Mesmo com a previsão do tempo indicando que na 2ª feira teríamos tempo bom, depois de dois dias na chuva o ânimo de ninguém se mantém muito em pé e muitas vezes passava pela nossa cabeça que teríamos de desistir mais uma vez de tentar as montanhas, agora por causa do mal tempo.


Na 2ª feira acordamos às 6h, tomamos nosso café da manhã e tivemos uma boa surpresa: céu azul! Depois de 2 dias na chuva era o que realmente precisávamos e, por volta das 7h40, apenas carregando na mochila água, lanches e lanternas começamos a caminhada voltando pela trilha até a bifurcação que começa a subir para o cume do Marombinha, o primeiro cume de uma grande crista que leva ao cume do Pico da Maromba.


Começamos a subida animados com o clima perfeito e logo passamos pelo Marombinha e seguimos para o grande Maromba a 2619m de altitude. Fizemos uma pausa para lanche, fotos e logo começamos a descida rumo ao Maromba Sul, um 3º cume na por onde havíamos passado quando subimos o Cabeça de Leão, só que dessa vez em vez de seguir rumo Sul descemos para Leste e logo estávamos subindo a crista final do Cabeça de Leoa, chegando ao seu cume às 11h30!


No cume uma pausa bem rápida já que o tempo indicava mudanças e 5 minutos depois da nossa chegada começamos a seguir o caminho inverso passando novamente pelos outros 2 cumes da montanha. Fizemos mais uma pausa para lanche e entre uma núvem e outra decidimos descer direto rumo ao Cara de Gorila. O começo foi tranquilo, seguindo por lajes de pedra, mas logo tudo mudou. Em nossa frente encontramos Capim Elefante (ou algum parente próximo) e muito bambuzinho. Lentamente fomos seguindo e mais um crux na caminhada: o vale inteiro entre as duas montanhas era um charco!


Como as botas ainda estavam úmidas devido aos dias anteriores não tivemos dúvida e seguimos atravessando o charco por onde seguia a água (pelo menos havia espaço entre os bambus e capim para conseguir progredir). Foram longos 45 minutos ou mais com direito a afundar até a coxa na água mas atravessamos e começamos então a subir rumo a crista do Cara de Gorila. Chegando na crista tudo ficou mais fácil e, às 14h, finalmente chegamos ao seu cume!


No cume uma pausa rápida já que era tarde e quando começavamos a descer resolvi passar ao lado de um totem e olhar se não havia registro de cume sob o mesmo, e havia! Com cuidado puxei uma das pedras, peguei um tubo de remédio tampado com silver tape já apodrecido e, com muito cuidado, tirei de dentro os 3 papéis com texto sobre a subida da montanha. Um deles indicava o ano de 1989, o outro de 1996 e o outro sem ano, mas por falar que era a primeira subida do milênio creio eu ser de 2001, ou seja, a última subida documentada da montanha tinha sido há quase 10 anos! Além disso elas indicavam ter subido pela Serrinha, bairro próximo de Penedo, e não pelo caminho que havíamos seguido.


Ficamos uns 30 minutos ao lado do totem fotografando, deixamos também uma folha com nossos nomes e caminho seguido e aproveitei também para colocá-los dentro de um plástico impermeável para tentar preservar esse registro de 21 anos! Com tudo de volta ao local começamos a nossa descida, agora seguindo até o final da crista da montanha onde se encontram o riacho que desce da Maromba e o que vem do colo entre a Leoa e Gorila e de lá seguimos subindo novamente em direção da Leoa (mas dessa vez sem ter que atravessar o charco). Quase chegando ao cume da Leoa seguimos então pelo nosso caminho de ida passando mais uma vez pelo Maromba Sul, Maromba, Marombinha e finalmente, já de noite, às 20h20, depois de 12h40 de caminhada chegamos ao nosso local de bivac!


Completamente exaustos pelos mais de 1200m de desnível acumulado e quase 15km de trilha fizemos nosso jantar e logo fomos dormir com a grande satisfação de dever cumprido, dessa vez conseguimos subir essas duas montanhas remotas do parque nacional de Itatiaia!


No dia seguinte acordamos sem pressa nenhuma, arrumamos as coisas e, às 10h25, começamos a descida. Cansados de perrengue descemos lentamente pela trilha "normal" chegando às 14h no escorrega onde aproveitamos para um pastel e alguns minutos de descanso. De lá novamente mochilas nas costas e logo que estávamos ao lado do estacionamento onde eu havia deixado o carro na outra ocasião conseguimos a primeira carona com um casal de Valinhos, interior de São Paulo. Com eles fomos até o Poção onde, após poucos metros, conseguimos a segunda carona, agora com um casal de SP que nos deixou em Maringá. De lá mais uns minutos caminhando e então nossa 3ª e última carona, na caçamba de uma caminhonete de Resende que nos deixou no trevo do vale das cruzes.


De volta a caminhada seguimos pela estrada, passamos ao lado de uma rocha onde havia um pessoal escalando (falésia das cruzes), paramos algumas vezes para fotos (inclusive de uma bonita cobrinha que tentava me atacar) até que às 16h10, depois de 1h10 de caminhada, finalmente chegamos ao carro.


No conforto do banco seguimos estrada fazendo só algumas pausas para fotografias e logo estávamos em Itatiaia procurando hotel para nos hospedar. Conseguimos vaga no hotel country e antes mesmo de deixar as coisas no quarto fomos até um posto de combustível próximo para o merecido jantar. De volta ao hotel um bom banho e uma longa noite de sono secos e em uma cama!


No nosso último dia de viagem fomos passear na parte baixa do PNI. Na entrada do parque a atendente me perguntou se eu era brasileiro e mesmo dizendo que sim ela insistia que eu apresentasse meu visto de permanência no país (onde será que se tira visto de permanência de brasileiros no Brasil? Veja o vídeo!), fizemos um passeio na cachoeira véu de noiva, almoçamos no hotel Ypê e depois de uma passada pelo fechado Hotel Simon pegamos estrada de volta à São Paulo, onde chegamos no começo da noite.


Esses 4 dias na montanha foram bem desgastantes mas tudo correu bem. No final conseguimos as duas montanhas que queríamos e ainda repetimos outra. E o Projeto 2010 vai bem, até agora foram 5 montanhas, faltam "apenas" outras 5. Algumas delas serão tranquilas (2), já as 3 restantes serão motivo de longos relatos como este! É só esperar!


As fotografias estão disponíveis no link Cabeça de Leoa e Cara de Gorila.


E veja abaixo os vídeos feitos durante essa viagem (lista de reprodução e vídeos separadamente):




Lista de reprodução com todos vídeos




Estrada de acesso a Visconde de Mauá, muita lama! 
 



Subida do vale das cruzes para Pico da Maromba  




Subida do vale das cruzes para Pico da Maromba II  




Caverninha de bivac na base do Pico da Maromba
  



Vista do cume do Pico da Maromba em Itatiaia
  



Chegada no cume da Pedra Cabeça de Leoa
  



Descida da Pedra Cabeça de Leoa e ida pra Cara de Gorila




Charco no colo entre Cabeça de Leoa e Cara de Gorila em Itatiaia
  



Depois do charco no colo entre Cabeça de Leoa e Cara de Gorila em Itatiaia




Cume do Pico Cara de Gorila em Itatiaia




Registros de cume no Pico Cara de Gorila
  



Encontro dos rios que descem do Maromba e do vale entre Leoa e Gorila




Perto do cume do Maromba Sul depois do Leoa e Gorila
  



Chegada no Escorrega depois da escalada do Maromba, Cabeça de Leoa e Cara de Gorila
  



Virando "eco-turista"
  



Pergunta sobre visto de permanência de brasileiros no Brasil na portaria do PN Itatiaia
  




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<title>10 anos de escalada em rocha</title>
<updated>2010-07-16T19:34:15.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-16T19:34:15.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-16T19-34-15_10_anos_de_escalada_em_rocha.php</link>
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Hoje, dia 16 de Julho, completa 10 anos desde que terminei o meu primeiro curso de escalada em rocha. Esse curso teve duração de 8 dias (Sábados) e foi dado por alguns amigos já iniciados na prática naquela época: o Michael, com quem ainda tenho contato por internet e o Eduardo, que não faço idéia que fim levou (se você aparecer por aqui entre em contato!).


Foram 8 finais de semana alternando entre aula teórica, onde aprendi a função e como utilizar alguns equipamentos, nós, técnicas de segurança e as aulas práticas, dadas na pedreira do Dib em Mairiporã, que na época ainda era tranquila e muito frequentada por escaladores. A última aula, o check-out, foi ainda em outro lugar, o Guaraiuva, local que infelizmente encontra-se com o acesso fechado atualmente.


Logo na primeira aula prática, que deve ter sido no dia 3 ou 4 de Junho, me identifiquei muito com a prática e já consegui convencer meus amigos de me deixar guiar uma via (algum 4º grau na parede das vias mais fáceis do Dib) e de lá para cá nunca mais parei. Durante o período do curso comecei a me equipar com cadeirinha, alguns mosquetões, freio 8 (só depois de algum tempo, uns 2 anos, comprei um ATC!) e pouco tempo depois de me formar vieram minhas primeiras costuras e a minha primeira corda. Nessa época aproveitava quase todos os finais de semana para ir escalar, na maioria das vezes na própria pedreira do Dib. E foi também nessa época que comecei oficialmente no montanhismo, quando subi pela primeira vez, dia 3 de Novembro de 2000, o Pico dos Marins.


O tempo foi passando, praticamente todos meus amigos do curso pararam de escalar (inclusive os que me deram as aulas) mas eu não deixei o vício de lado, realmente tinha sido mordido pelo bicho da escalada em rocha e de montanhas. Parceiros vieram e foram, fui conhecendo novos lugares e os desafios crescendo e sempre tendendo a escalar vias longas, viajar pra escalar e conhecer locais diferentes. 


Hoje em dia não tenho muitos parceiros, principalmente pelo estilo de vias que mais gosto de escalar: vias tradicionais e big wall (além de eu ser realmente muito chato e não suportar maconheiros). Um com quem tenho compartilhado muitas paredes é o Pedro Hauck, com quem já escalei muitas paredes, inclusive nossa primeira grande parede foi junto quando escalamos a (via Evolução em Pedralva). Também foi junto que escalamos pela primeira vez no Rio de Janeiro, em Salinas e também fizemos juntos um curso de Big Wall e conquista.


Outro grande parceiro é o Osvaldo, com quem já escalei muito aqui ao redor de São Paulo além de escalarmos juntos no Rio de Janeiro, em Salinas etc.


Mais recentemente consegui um novo parceiro, indicado pelo Osvaldo, o Victor. Entre algumas escaladas as que mais se destacaram que fizemos juntos foi a via Domingos Giobbi na Pedra do Bau e nossa primeira escalada na Patagônia Argentina, em Chalten, na Aguja de la S.


Além disso muitos parceiros ocasionais, alguns parceiros nos treinos na 90 graus, outros em vias esportivas e alguns em ambos.


Também tem os parceiros de montanhismo, com quem partilho muitos cumes e muitas roubadas em trilhas (ou não trilhas) pelas montanhas do Brasil. Mas sobre isso vou deixar para comentar daqui alguns meses, quando for meu aniversário de 10 anos subindo montanhas ;-)


E que continuem as escaladas!


Use esse link se quiser entrar em contato.

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<title>Vídeos da subida do Tira Chapéu e Pedra Alta na Bocaina</title>
<updated>2010-07-13T20:45:19.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-13T20:45:19.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-13T20-45-19_Videos_da_subida_do_Tira_Chapeu_e_Pedra_Alta_na_Bocaina.php</link>
<description>Abaixo o playlist com os 7 vídeos feitos durante a subida do Morro Tira Chapéu e Pedra Alta na Serra da Bocaina.







Caso não queira assistir a todos coloquei também mais abaixo todos os vídeos individualmente. E não deixe de ver o vídeo Perdido na perigosa neblina da Bocaina ;-)





Tira Chapéu - trilha de subida






Chegada no cume do Tira Chapéu 






Escalando um boulder no cume do Tira Chapéu






Boulder no cume do Tira Chapéu 






Descida do cume do Morro Tira Chapéu 






Perdido na perigosa neblina da Bocaina






Porteira da Fazenda Bonito 





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<title>Iron Maiden - The Final Frontier - vídeo premiere</title>
<updated>2010-07-13T12:29:13.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-13T12:29:13.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-13T12-29-13_Iron_Maiden_-_The_Final_Frontier_-_video_premiere.php</link>
<description>Hoja às 11h (horário de Brasília) entrou no ar no site oficial do Iron Maiden (www.ironmaiden.com) um vídeo com um preview da música The Final Frontier, música que dá o nome ao novo album da banda a ser lançado no próximo dia 16.



The Final Frontier - Director's CutIron Maiden | MySpace Music Videos







Além disso foram anunciados os formatos disponíveis do novo album em www.ironmaiden.com/thefinalfrontier/ e o mesmo já se encontra em pré venda em diversos sites (no Brasil está disponível apenas a versão standard na saraiva). 

O novo album será lançado nos formatos:

- Limited Collectors MISSION EDITION - CD em case exclusivo com conteúdo bonus contendo essa versão do vídeo, vídeo Mission Debrief com entrevista com a banda, papéis de parede, fotos e o jogo exclusivo Mission II: Rescue and Revenge

- Limited Edition Double Picture Vinyl

- iTunes LP

- Standard CD

- Digital Download








Agora é só esperar até o dia 16 e baixar minha versão para download já comprada. Para mais infos sobre o album e sobre o single El Dorado disponível para download veja o link Iron Maiden anuncia data do novo album e disponibiliza música El Dorado para download.


E que comece logo uma turnê pela América do Sul!


UP THE IRONS!


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<title>Subida do Morro do Tira Chapéu e Pedra Alta na Bocaina</title>
<updated>2010-07-12T23:19:04.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-07-12T23:19:04.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-07-12T23-19-04_Subida_do_Morro_do_Tira_Chapeu_e_Pedra_Alta_na_Bocaina.php</link>
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Aproveitando o feriado em SP a Paula e eu pegamos estrada na 5a. à noite e, depois de 2h pra conseguir chegar na Rodovia Dutra, seguimos mais algumas muitas horas até São José do Barreiro. Chegando na cidade passamos direto pelo centro e começamos a subir a estrada de terra que leva ao Parque Nacional da Bocaina. Como já era tarde e estavamos cansados nem procuramos local para acampar e dormimos no porta-malas do carro em frente a entrada de uma das chácaras no começo da subida.


No dia seguinte acordamos por volta das 7h ouvindo barulho no portão de metal da chácara onde estavamos próximos e pouco tempo depois levantamos e começamos a subida. A estrada começa razoavelmente boa e vai piorando a cada metro que você sobe a serra. Fomos seguindo e seguindo até que, depois de uns 20 km, encontramos uma placa indicando o Pico Tira Chapéu para nossa direita. Seguimos por essa estrada secundária, ainda em razoavel condição até uma outra placa indicando o Bairro dos Macacos e o Tira Chapéu, agora por uma estrada à esquerda. Entramos no desvio e logo passamos por uma porteira, a partir desse ponto a estrada fica realmente ruim e não seria possível seguir sem estar com 4x4. Fomos seguindo e logo chegamos em uma outra porteira com uma placa indicando "Cabana do Pai Tomaz". Lá nos informamos com um dos moradores, deixamos o carro próximo a porteira, fizemos nosso merecido café da manhã e depois começamos a subida, que começa paralela à cerca, para o Morro Tira Chapéu.


A subida alterna trechos em campo aberto com quatro trechos muito bonitos em mata fechada. De qualquer maneira a trilha é bem aberta e praticamente impossível se perder. Continuamos a subida, depois de algum tempo podíamos ver o Tira Chapéu ao fundo e logo chegamos ao seu cume, em um tempo de apenas 1h30 de caminhada.


No cume ficamos um bom tempo fazendo fotografias (sempre me pergunto porque essa mania imbecíl de impor a religião colocando cruz no topo da montanha, para mim é lixo e poluição visual assim como se fosse uma lixeira vermelha no cume) e em seguida fomos dar uma andada onde aproveitei para subir uma pedra com uns 8 metros de altura e uma linda fenda da sua base até o topo. Eu a subi pela face mais fácil, que deve dar um 4o. grau (o pior foi desescalar), mas se estivesse com equipamento de escalada com certeza tentaria sua outra face, mais vertical e maior, com uns 10 a 12 metros de altura e perfeita para ser protegida em móvel.


De volta ao cume pegamos nossas mochilas e começamos a descida de volta pro carro. A descida foi bem tranquila e ainda aproveitamos para algumas fotos e no final de um dos trechos de mata fechada uma pausa para lanche. De volta a caminhada mais alguns minutos e logo estávamos no carro.


Guardamos as coisas no porta-malas (exceto os bastões que acabamos esquecendo e voltamos no dia seguinte para buscar) e fomos então ver como era o acesso ao começo da outra trilha que sobe a montanha. O outro acesso é seguindo para o Bairro dos Macacos após a bifurcação passando pela Casa de Pedra (uma construção de 1910 atualmente abandonada e em ruinas), uma porteira de fazenda (nesse trecho a estrada fica ruim e só é bom seguir se estiver com 4x4) e começa muito próxima a um mata-burro, subindo uma inclinada crista de pasto (se você seguir direto e sair em um campo mais aberto que serve como um mirante - onde dá pra manobrar o carro - é porque passou do começo da trilha). Nesse lugar marquei o ponto no GPS, vi como era o seu começo e voltamos a descer a estrada.


Nossa ideia inicial era subir no primeiro dia o Tira Chapéu e nos dois dias seguintes, com uma sugestão de acesso do Jorge Soto, subir a Pedra Alta a partir de Formoso. Entretanto, nos informaram que havia um acesso mais curto para a Pedra Alta a partir da Pousada Recanto da Floresta então fomos até ela depois de irmos até a entrada do Parque Nacional da Bocaina (e ver que sim, existe atendimento pior que no PNI, os guardas são tão gentis que falaram que para subir uma outra montanha levava apenas 3h já que eram apenas 19km - ou é porque eles são ultramaratonistas e andam muito rápido, será?).


Chegando na pousada passamos pela Paula (uma das donas) e na própria pousada conversamos com o José Milton, proprietário e vice-prefeito de São José do Barreiro. Lá ele nos informou sobre as opções de hospedagem e dissemos que pretendíamos acampar e ele concordou nos mostrando um excelente gramado onde logo montamos nossa barraca.


Com o final da tarde fomos ainda até a rampa de vôo livre para umas fotos, fizemos nosso jantar, comemos alguns pinhões assados na fogueira e fomos então dormir. A noite foi um pouco fria (só levamos sacos de dormir para +15oC) mas conseguimos descansar bem.


No dia seguinte, sabendo que a subida seria ainda mais tranquila acordamos por volta das 8h, tomamos calmamente nosso café, arrumamos as coisas, buscamos os bastões esquecidos no dia seguinte e, por volta das 10h25, começamos a subida para a Pedra Alta. Essa trilha começa pouco antes da pousada, ao lado da primeira casa e sobe direto até um primeiro cume onde encontramos 2 guardas do PrevFogo do Ibama.


De lá seguimos pela crista até chegar a uma cerca que faz a divisa com o PN Bocaina e segue praticamente até o topo da montanha, onde chegamos após apenas 1h20 de caminhada (subimos em um ritmo bem forte). No cume algumas fotos, um lanche rápido e fomos então dar uma explorada pela região. Primeiro descemos alguns metros da trilha que leva até SJB e depois voltamos pela trilha normal até onde a cerca faz um cotovelo e começa a descer rumo ao vale. Como era cedo continuamos seguindo a cerca e descemos para o vale com a ideia de ir até o cume da Pedra do Segredo.


A descida é bem íngreme e poucos minutos depois estávamos a 1600m de altitude, mais baixos que o começo da trilha no lado oposto da crista e fomos seguindo pela trilha. Infelizmente o clima passou a não colaborar muito e quanto mais descíamos mais a neblina nos encobria e impedia nossa visão. Mesmo assim fomos descendo até uma porteira onde há uma placa da Fazenda Bonita. De lá tentamos uma aproximação direta para a Pedra do Segredo seguindo a cerca mas logo desistimos pelo fato do caminho ser muito fechado, estar garoando e já ser 15h30.


Fizemos umas últimas fotos, mais um videozinho e começamos o longo caminho de volta fazendo apenas uma pausa para pegar água e lanche em um dos riachos do vale. O crux da caminhada foi a subida ao lado da cerca que em apenas 1000m de distância sobre mais de 300m de desnível mas às 18h, já no escuro, chegamos na pousada depois de pouco mais de 18km de caminhada e mais de 1300m de desnível cumulado.


Chegando tomamos um banho e com a preguiça que me rodeava jantamos na pousada um belo arroz com feijão e truta com alcaparras (na descida da trilha já tinha comentado com a Paulinha que o que eu mais queria era um jantar caseiro). Depois da janta ficamos ainda um bom tempo batendo papo e fomos dormir lá pelas 22h30.


No dia seguinte acordamos, tomamos nosso café, arrumamos nossas coisas e depois de fechar a conta e nos despedir pegamos estrada rumo a SJB. Na descida fizemos ainda algumas pausas para fotos na rampa de vôo livre e na própria estrada. Na cidade uma pausa na agencia de turismo do José Milton (MW Trekking) e para um sorvete e depois mais 300km de estrada até São Paulo, onde chegamos no final da tarde.


O Morro do Tira Chapéu é a 8a. montanha mais alta do estado de SP de acordo com o Anuário Estatístico do IBGE e a Pedra Alta a 7a. (mesmo estando a medição da Pedra Alta muito errada se comparada com o que obtive no GPS: 2095m segundo o IBGE para 1957m no GPS!). Essas duas montanhas fazem parte do meu Projeto 2010 e com sua conclusão agora faltam 7 montanhas para finalizar o projeto. Se tudo correr bem semana que vem terei novidades, e agora não será nada fácil!


Algumas das fotografias já estão disponíveis no link Tira Chapéu e Pedra Alta Bocaina e amanhã postarei os vídeos. Tentei fazer o upload e a energia elétrica acabou enquanto enviava. E pior que isso, quando voltou percebi que a fonte do PC havia queimado e só amanhã chega a nova. Enquanto isso tenho que sofrer com o teclado e tela pequenas do notebook!

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</item>



<item>
<title>Vídeos das escaladas na Ana Chata - SBS</title>
<updated>2010-06-30T22:44:16.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-30T22:44:16.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-30T22-44-16_Videos_das_escaladas_na_Ana_Chata_-_SBS.php</link>
<description>Abaixo um playlist com os 6 vídeos que fizemos durante as escaladas na Ana Chata (São Bento do Sapucaí, SP). Em um mesmo dia escalamos as vias:

- Peter Pan (4º IVsup)

- Lixeiros (3º V)

- Cavaleiro das Trevas (4º VII)

- Tom Sawyer (3º IV)

- Elektra (4º V) 


Veja também o relato e as fotos desse dia de escaladas.







E abaixo o vídeo final, com nossos comentários depois do dia de escalada:





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<title>Escalada de diversas vias na Ana Chata - SBS</title>
<updated>2010-06-30T14:36:39.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-30T14:36:39.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-30T14-36-39_Escalada_de_diversas_vias_na_Ana_Chata_-_SBS.php</link>
<description>Ontem, dia 29/06, depois de uma noite bem dormida no abrigo do Eliseu em São Bento do Sapucaí eu e o Pedro Hauck fomos escalar na Ana Chata.


Acordamos por volta das 7h30, sem muita pressa saímos, compramos nosso café da manhã, fomos para o início da trilha que leva a Ana Chata onde fizemos uma longa pausa para o café-da-manhã e em seguida subimos a trilha que leva a base das vias. Decidimos começar pela via Peter Pan (4o. IVsup) sendo que a escalamos rapidamente até o topo da Ana Chata esticando cada um 2 enfiadas por vez (6 ao total). No cume uma pausa breve para fotos e em seguida descemos pela trilha e mais uma vez chegamos até a base da parede.


Como segunda via do dia começamos pela Lixeiros (3o. V) sendo que após sua 3a. parada seguimos pela via Cavaleiro das Trevas (4o. VII), chegando em seguida, pela 2a. vez no dia, no cume da Ana Chata. Lá uma pausa para lanche, mais umas fotos e mais uma vez a trilha de acesso às vias na base da parede.


A terceira via foi a Tom Sawyer (3o. IV) emendada com a Lixeiros em sua 2a. parada e seguindo até a parada na crista de onde rapelamos para a trilha de descida. Essa subida foi estupidamente rápida, eu fui guiando e o Pedro seguiu escalando à francesa (em simultâneo). Não marcamos o tempo, mas levamos no máximo de 15 a 20 minutos para escalar as 5 enfiadas da via.


Mais uma vez a trilha de descida e chegamos então na última via do dia, a Elektra (4o. V), que escalamos também à francesa com o Pedro Guiando até a 3a. parada, de lá segui esticando as duas próximas e depois o Pedro finalizou a via até seu cume, onde também cheguei poucos minutos depois com as últimas luzes do dia.


No cume mais algumas fotos, alguns poucos goles da água que restava e começamos então, pela 4a. vez, a descer a trilha. No caminho encontramos o pessoal que esta hospedado também no abrigo, os ajudamos no rapel até a trilha e descemos então juntos para a cidade (eles estavam sem carro). No centro da cidade pausa para o tão merecido e esperado Açaí, uma passada no supermercado e depois fechar a noite com uma boa pizza e cerveja Baden Baden Red Ale.


De volta ao abrigo um bom banho, um pouco de bate papo e depois uma tão esperada noite de sono. Afinal, durante o dia tinhamos escalado as seguintes vias:

- Peter Pan (4o. IVsup)

- Lixeiros (3o. V)

- Cavaleiro das Trevas (4o. VII)

- Tom Sawyer (3o. IV)

- Elektra (4o. V)


Hoje acordamos e sentindo o corpo cansado acabamos ficando aqui pelo abrigo onde aproveitamos para atualizar os sites. Daqui a pouco vamos almoçar e vemos o que faremos. No final da tarde voltaremos para SP para a vida "normal" na cidade.


Algumas das fotos já estão disponíveis no link Diversas vias na Ana Chata, São Bento do Sapucaí e hoje a noite ou amanhã postarei os vídeos.
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<title>Subida do Pico do Garrafão (Santo Agostinho)</title>
<updated>2010-06-28T16:13:28.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-28T16:13:28.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-28T16-13-28_Subida_do_Pico_do_Garrafao_-Santo_Agostinho-.php</link>
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O Pico do Garrafão (ou Santo Agostinho), é 29ª montanha mais alta do Brasil de acordo com o anuário estatístico do IBGE e faz parte do meu Projeto 2010 onde pretendo, esse ano, escalar 10 montanhas ainda inéditas para mim (os nomes das montanhas serão apresentados à medida que elas forem sendo escaladas, mas já adianto que isso faz parte de um projeto maior, já em andamento para o ano que vem). E agora tendo alcançado seu cume no último dia 27/06, faltam "apenas" 9 ;-)


No Sábado, dia 26/06, depois de buscar a Paula em sua casa pegamos estrada e seguimos para Itamonte (MG). O caminho foi tranquilo com pausa para almoço próximo de Roseira, algumas fotos na região de Cruzeiro e passeio pela estrada indo pelo caminho que passa por Passa-Quatro, Itanhandu e finalmente Itamonte onde, na 3ª tentativa, conseguimos um hotel com vaga para casal.


No dia seguinte, depois de uma longa noite de sono, acordamos às 6h30, tomamos café da manhã, arrumamos as coisas e às 8h saímos em direção a estrada que leva de Itamonte a Alagoa. O começo da estrada é excelente, em asfalto, depois segue por um trecho com calçamento de blocos de cimento para finalmente pegar um trecho final em estrada de terra. A ida foi bem tranquila e basta seguir as placas para Pousada Campos de Altitude, exceto a última bifurcação que leva à pousada em si. De lá é só continuar sempre contornando a Serra do Santo Agostinho virando para à esquerda nas bifurcações e chegar assim a casa do Sr. Odir, muito simpático, que nos indicou onde deixar o carro e por onde segue a trilha de subida.


Por volta das 9h30 estávamos prontos e começando a subida. A trilha é super aberta e impossível de se perder, ela segue pela crista até que, logo que estiver chegando no topo da pedra, a contorna pela esquerda chegando ao cume do seu maciço rochoso, de onde é possível ver bem embaixo a casa do Sr. Odir.


Chegamos no cume pouco menos de 2h depois do início da caminhada e ficamos alguns minutos fotografando e comendo um lanche de cima da pedra e olhando a paisagem. Fomos então até seu extremo Oeste, de onde se tem uma vista espetacular das montanhas do planalto do Itatiaia, Serra Fina e Marins-Itaguaré, onde ficamos mais muitos e muitos minutos fotografando e apreciando a paisagem (com certeza a melhor visão que já tive da Mantiqueira!).


O tempo foi passando e, quando era por volta das 13h, decidimos pegar o caminho de volta. Passamos então pelo cume mais próximo da marcação oficial do IBGE, mais umas fotos, marcação no GPS e depois cerca de 1h30 de caminhada até chegarmos novamente ao carro.


Na volta fizemos uma pausa para pegar água com o Sr. Odir, algumas outras pausas para foto e depois só a pausa para o merecido Açaí às 16h em Itamonte (e estupidamente caro para o local!). De lá novamente estrada, agora com pausa na Garganta do Registro para o milho de sempre e depois algumas explorações em estradas que saem da BR354 e seguem em direção às montanhas do planalto (é uma região a ser explorada). De lá, já com o cair da noite seguimos para o pão de queijo em Engenheiro Passos, combustível na Dutra e depois estrada direta até em casa em São Paulo.


Além disso é uma caminhada muito boa com trilha aberta e bom desnível (quase 700m de desnível). Também é um dos melhores locais para visualizar o planalto de Itatiaia, Serra Fina e Marins-Itaguaré, realmente vale a viagem!


Algumas fotos já estão disponíveis no link Pico do Garrafão e o playlist dos 8 vídeos pode ser visto logo abaixo.






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<title>Papéis de parede com tema montanhas para download</title>
<updated>2010-06-21T12:34:19.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-21T12:34:19.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-21T12-34-19_Papeis_de_parede_com_tema_montanhas_para_download.php</link>
<description>Hoje resolvi colocar para download alguns papéis de parede que uso no meu computador.


Todas as imagens foram feitas por mim durante viagens para subir montanhas (muitas das fotos foram feitas enquanto escalava alguma outra montanha). 







Para acessar a página dos papéis de parede use o link wallpaper e bom proveito! Por enquanto disponíveis apenas em formato 1280x1024 pixels. Na medida que eu for criando novos papéis de parede postarei por aqui.


Tem sugestão para alguma montanha ou paisagem encontrada nas  fotografias do meu site como papel de parede? Entre em contato.

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<title>Escaladas na Pedra da Divisa e Ana Chata em São Bento do Sapucaí</title>
<updated>2010-06-18T22:07:46.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-18T22:07:46.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-18T22-07-46_Escaladas_na_Pedra_da_Divisa_e_Ana_Chata_em_Sao_Bento_do_Sapucai.php</link>
<description>Na 3ª feira, dia 15 de Junho, depois de me recuperar de uma dor de estômago que me derrubou na 2ª, liguei para o Bizu lá da 90 graus enquanto treinava e confirmei nossa ida para São Bento do Sapucaí. Ele passou em casa por volta das 21h20, deixou o carro na minha vaga e em seguida pegamos a estrada, parando só no abrigo do Eliseu Frechou por volta da meia-noite.


Na 4ª acordamos sem pressa por volta das 9h e pouco depois saímos à procura de um café da manhã para tomar. A padaria que eu estava acostumado a usar havia fechado e acabamos encontrando um café bem simpático em uma nova praça no centro da cidade. Comemos alguns pães na chapa (o local é caro, R$2,00 cada pão na chapa!) e depois mais um pouquinho de estrada e estávamos já na caminhada de acesso à base da Pedra da Divisa.


Subimos a trilha que estava muito bonita com o mato verde e vermelho e logo chegamos na base da parede. Alguns poucos minutos de descanso e entrei então pra aquecer na Hellraiser (6ºsup) sendo seguido depois pelo Bizu (que sofreu depois no seu primeiro rapel para limpar as costuras da via). Mais uns minutos de descanso e, como estava me sentindo bem, resolvi entrar na via Pânico (7b), uma via bem atlética que eu já tinha feito com queda em outra tentativa. Respirei fundo, me concentrei e comecei a escalada. O começo é bem tranquilo, no máximo um 6º até uma caverninha onde mora um Urubu (ele estava lá). Nesse ponto descansei alguns segundos, mais uma vez respirei fundo e aí sim fui para o lance forte da via, uma saída de um grande teto em agarras razoáveis que continua por uma parede levemente negativa até quase chegar na sua parada. Lembrando dos movimentos que eu havia feito na última vez que lá estive toquei pra cima, praticamente no meu limite, e consegui terminar a via sem cair e sacando as costuras (mas completamente exausto!). E como o nível dela é bem forte dei a segurança para o Bizu lá de cima da parada, sendo que ele chegou até mim depois de fazer um caminho alternativo fugindo um pouco do teto pela esquerda.


De volta ao chão um bom almoço com pão e queijo que haviamos comprado no supermercado, uma banana e mais um bom tempo de descanso. Tentei então entrar na via Só as Cachorras (7a) que ajudei o Eliseu a conquistar mas desisti ao chegar na 2ª proteção por estar infestada de abelhas e marimbondos. De lá segui então para a Chão de Giz (7a) onde fiz uma parada alternativa para fotografar o Bizu escalando (e nessa via consegui uma coisa inédita: durante a subida enrosquei a perna da cadeirinha no mosquetão da costura!).





Bizu descendo a trilha colorida da Divisa



Com o final da tarde chegando voltamos para o chão, guardamos as coisas e fomos para o centro da cidade para um merecido açaí, compras no supermercado, um treininho com o Eliseu em sua garagem, um macarrão com Kaiser Bock na janta batendo papo com o Luiz (que estava lá fazendo curso com o Eliseu durante alguns dias) e depois a merecida cama em uma noite com 10ºC de temperatura dentro do abrigo.


Na 5ª feira acordamos, tomamos nosso café, acabamos de arrumar as coisas e pegamos a estrada rumo à Ana Chata. Deixamos o carro no começo da trilha, caminhamos rápido e em 30 minutos estávamos na base da rocha procurando o início da via Elektra (4ºV), a via mais longa da Ana Chata com 7 enfiadas e calculo eu, cerca de 200m de extensão.


Nos arrumamos e logo comecei a subida da 1ª enfiada, fazendo um caminho alternativo e saindo um pouco acima da 1ª parada da via (é muito estranho o começo, 2ª vez que entro nessa via e 2ª vez que não passei no meio do mato para sair na parada). Em seguida o Bizu subiu e já esticou até a 2ª. De lá mais uma enfiada tranquila e novamente mais uma para o Bizu que agora montou a 4ª parada na árvore do platô das corujas.


Da 4ª parada segui guiando mais uma vez e agora no filé da via, um 5º grau em uma bonita laca diagonal e totalmente protegida em móvel. Chegando à parada dei a segurança e logo o Bizu chegou até onde eu estava e seguiu para a próxima (e literalmente bem próxima) 6ª parada.


Continuei a escalada e às 14h10 estava na última parada da via esperando o Bizu que chegou logo em seguida, depois de pouco menos de 2h30 de escalada. Da parada 1 min de caminhada e pudemos então comer nossos lanches na sombra da grande rocha no cume da Ana Chata e olhando a imponente Pedra do Bau.


Fizemos algumas fotos, arrumamos as coisas e começamos a descida fazendo só algumas breves pausas para fotos. Chegamos no carro depois de uns 45 min e seguimos direto para o centro para o esperado açaí e depois para o mais esperado ainda banho no alojamento.


O Bizu, que estava com dor de cabeça deu uma dormida enquanto arrumei minhas coisas e fiquei conversando e logo depois acabamos de guardar as tralhas, comemos o restante do macarrão do dia anterior, nos despedimos e pegamos a estrada no caminho de volta pra São Paulo. O retorno foi tranquilo e rápido, só fizemos uma parada para combustível e ducha e depois aqui em casa por volta das 22h45.


Como sempre escalar em São Bento é muito bom. Tem vias para todos os gostos e estilos. Essa temporada pretendo voltar por lá mais algumaS vezES :-) E as fotos (o tempo estava perfeito) já estão no link Pedra da Divisa e Ana Chata SBS.

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<title>Novo Projeto 2010</title>
<updated>2010-06-12T19:37:56.000-03:00</updated>
<pubDate>2010-06-12T19:37:56.000-03:00</pubDate>
<link>http://www.tacio.com.br/tacio/blog/2010-06-12T19-37-56_Novo_Projeto_2010.php</link>
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Com o início da temporada 2010 de escalada e montanhismo anuncio meu novo projeto, um projeto com um título bem minimalista mas que expressa exatamente o que quero dizer.

O destaque para o 10 tem diversos motivos:

10 novas montanhas a serem escaladas esse ano;

10 anos desde quando terminei meu curso básico de escalada em rocha;

10 anos subindo montanhas;


Durante esse ano de 2010 pretendo subir 10 montanhas localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com certeza alcançarei o cume de mais de 10 montanhas, principalmente porque o acesso a algumas delas é próximo ou até depois de ter escalado outro cume, mas o projeto está embasado em 10 montanhas até o momento inéditas para mim e todas alcançando mais de 2000m de altitude.


Algumas delas são montanhas com acesso facil, que pode ter seu cume alcançado em apenas 1 dia por trilha bem aberta enquanto outras precisarão de mais planejamento e muito mais tempo por estarem em locais remotos e sem trilha de acesso. Entre elas há também cume que só pode ser alcançado através de escalada em rocha.


O nome e local exato das montanhas só será divulgado assim que forem escaladas, mas adianto que o início desse projeto já aconteceu e algumas delas já foram tentadas no ano passado e esse ano (alguns parceiros de caminhada e pessoas que me conhecem ou acompanham meu blog devem saber quais são ou pelo menos ter uma idéia sobre algumas delas). 


Minhas dicas são: 

- tem montanhas na Serra da Mantiqueira próximas de uma travessia muito clássica e outras próximas de duas outras um pouco menos conhecidas;

- algumas montanhas na Serra do Mar, mais especificamente na Serra da Bocaina;

- uma em um lugar espetacular para escaladas clássicas no Brasil;

- outras fora de locais muito acessados e outras em locais muito acessados.


Para esse projeto não tenho apoio de empresas e todos os gastos serão custeados por mim. É muito difícil conseguir um apoio sério no Brasil e, depois de algumas tentativas frustradas, percebi que o retorno financeiro é maior investindo meu tempo em trabalho que montando uma apresentação de projeto e correndo atrás de empresas. 


Entretanto, se você é de alguma empresa que acredita no montanhismo nacional e tem possibilidade de me apoiar, entre em contato. Uma coisa eu garanto: esse projeto 2010 é apenas uma perna para um projeto muito maior e inédito a ser concluído em 2011. Para saber mais sobre mim veja meu currículo de montanhismo e escalada.


Mais notícias? A partir da semana que vem aqui no blog e quem quiser me acompanhe também no twitter: http://twitter.com/macrofotografia.


Se quiser entre em contato e deixe seus comentários.
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