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06/04/2018 22:31:25 (#579) - Passando um pouquinho de estresse no trecho final de um pedal e outros pensamentos...

Ia postar só algum relato curto no FB (siga minha página em www.fb.com/tacio.com.br) mas, em vez disso, resolvi escrever algo mais completo, com mais pensamentos relacionados (ou não), usando o notebook (bem melhor de digitar que no tablet) e, depois, testar o roteamento do 3G do tablet para, finalmente, publicar na minha página (nessas horas é bom ter programado o meu site e a página para nova postagem ser um formulário simples, com apenas 3 campos e nada de frescura para deixá-la pesada). Assim, quem se interessar no que eu escrevo realmente poderá ler e a maioria poderá fazer seu papel curtindo o link no FB se sequer abrí-lo :-P

Desde ontem, depois de ter me "animado" muito tirando sangue de manhã (odeio isso mas sobrevivi) e, no final da tarde, tendo visto que o nível de TSH no sangue (indício da minha tireoide indo para o saco) estava pior que no exame anterior, o que ajuda também, e literalmente, a abaixar o meu "ânimo" com tudo - hoje mesmo li dois artigos que relacionam hipotiroidismo com depressão, decidi que precisava pedalar um pouco.

Sendo assim acordei mas, como já era tarde (depois das 9h e o Sol já fritava o que aparecia no seu caminho - o que foi bom para colocar frutas para desidratar no desidratador solar), deixei o pedal para o final da tarde. O dia passou "normal", a tarde chegou, tomei meu café, arrumei a bike, me arrumei e, por volta das 16h saí, sem destino definido, de mountain bike (não pedalava com ela desde setembro do ano passado).

Logo no início decidi (mais ou menos) para que lado ir, parei depois de uns 2 km para dar uma fuçada no freio, para ele parar de chiar e fui seguindo meu caminho. Até aí tudo bem mas, como uma vez ouvi uma definição de "fé" que dizia ser "uma crença irracional em algo impossível de acontecer" (Bones), eu tenho muita fé que, um dia, eu sairei em um pedal de MTB e não me sentirei a curiosidade de saber "onde essa estrada vai sair" mas, assim foi. Tinha rodado menos de 20 km, estava em uma estrada asfaltada que sabia que, se continuasse, sairia na D. Pedro mas, ao meu lado direito, depois de uma descida apareceu ela, uma saída de terra batida, no meio do nada, que seguia para algum lugar que eu tinha que saber onde. E assim foi, em vez de continuar meu pedal por onde conhecia, fiz esse desvio.

No começo foi tudo bem, a estrada era de terra batida muito boa e com marcas de passagem de carros. Logo passei por algumas casas, alguns cachorros tentaram me morder (na volta um deles conseguiu dar uma mordida na sapatilha) mas, a medida que eu descia o vale a estrada ia fechando e piorando. Só que, como eu estava lá, "tinha" que continuar.

Fui seguindo (para baixo), passei as últimas casas, a estrada estreitou mais e logo cheguei em uma carvoaria (leia-se vários fornos para queimar eucalipto no meio do nada). De lá a estrada não continuava mas, é claro, pouco antes tinha outro desvio! Esse sim (quem sabe?) me levaria a cruzar a serra e funcionaria como atalho me levando até alguma estrada já próxima de casa.

Fui seguindo a estradinha (cada vez pior) e, agora, subindo bem forte. No chão só via marcas de roda de caminhão até que, quase na crista do morro, ela acabou no meio de pilhas de eucaliptos recém cortados. Mas quem disse que ali era o fim? Subindo mais uns metros, empurrando a bike, eu poderia achar uma outra estrada batida que desceria do outro lado do morro e me levaria, pelo "atalho", até em casa. Mas, novamente, isso não aconteceu e tive que virar, empurrar mais um pouco a bike (agora para baixo) até poder voltar a descer pedalando.

Até aí tudo bem, isso já aconteceu comigo dezenas de vezes nos pedais "exploratórios" por aqui. O problema, e esse real, era o horário. Quando comecei a descer, ao lado dos eucaliptos cortados, já era 18h e o Sol já tinha sumido no horizonte (e não, eu não tinha levado uma headlamp, nem lanterna para bike e sabia que isso seria um problema porque ainda faltavam uns 20 km pra volta).

Fui descendo a pirambeira, sai do lado da carvoaria, comecei a subir, passei pelos cachorros, pelas casas, a estrada melhorou e, já com as últimas luzes do dia, cheguei de volta à estrada asfaltada. Sem perder tempo continuei pedalando (havia decidido que o melhor seria voltar exatamente por onde eu tinha ido - não era o mais curto mas era o com menos morros no caminho) e logo tive que tirar os óculos de Sol e deixá-lo pendurado no pescoço.

Essa hora eu já sabia que a volta seria ruim. E foi ruim. No começo foi "só" pedalar em estrada (pouco movimentada) de asfalto com a última luz do dia. Mas pirou. Poucos km depois a estrada volta a ser de terra e tinha escurecido mais. Onde dava eu ainda puxava no pedal (eu sabia que a volta seria longa e quanto mais demorasse, pior) e, quando passava algum carro, dava ainda um sprint para aproveitar alguns segundos de seu farol que me ajudava a ver alguma coisa no chão (principalmente os infinitos buracos).

Mas ainda estava tudo bem! Logo escureceu mais e a estrada tinha trechos fechados onde não passava nada de luz, me deixando literalmente cego (realmente em alguns trechos eu não enxergava absolutamente nada! Pela memória dos últimos segundos que eu tinha enxergado eu ia seguindo reto, na esperança de não cair em alguma vala). Mas isso não é tudo! Mesmo passando em trechos sem enxergar nada e a 5 km/h eu sabia que, mais pra frente, teria o que eu achava que seria o "crux" do retorno: um trecho em descida em pedras - e não cascalho, chão de pedras mesmo com degraus do tamanho de degraus e pedras do tamanho de paralelepípedos soltos.

Só que, em um momento de felicidade, pouco antes de chegar a esse trecho um Gol me ultrapassa, fazendo com que eu desse mais um sprint para aproveitar seu farol. E funcionou! Como a estrada é bem ruim ele diminuiu o suficiente para eu conseguir o alcançar e fui seguindo, quase colado no seu para-choque, aproveitando que ele via por onde passar. Em um trecho, vendo que ele estava devagar demais até para os meus padrões, o ultrapassei, aproveitei mais ainda o farol que iluminava o caminho em frente e logo cheguei em casas que iluminavam (pelo menos um pouco) a rua.

Essa hora eu achava que tinha passado o pior mas, como sempre, ainda pioraria bastante. Fui seguindo mais alguns km no escuro da estrada de terra (sempre que passava algum carro aproveitava o farol e dava um sprint - o que começou a me dar ameaças de caimbras) mas fui seguindo (lentamente) meu caminho até, finalmente, sair na rodovia que me levaria até em casa.

Ai, naquele momento que tudo poderia melhorar eu sabia que seria o pior. É uma rodovia simples, uma faixa indo e uma voltando, sem acostamento e sem iluminação. Nessa hora cheguei a pensar que poderia acabar aparecendo nas notícias dos jornais de Bragança no dia seguinte (e não na parte de boas notícias) mas, fazer o que? Esperar até o dia seguinte não era uma opção.

Logo que um carro passou e pude ver exatamente onde a estrada estava acelerei o ritmo (sempre aproveitando o farol alheio) e segui, mas logo ele se afastou. Pela diferença de tons de sombra me mantinha na estrada e ficava feliz (ou não) quando aparecia algum carro. Quando o carro vinha atrás de mim era bom porque iluminava meu caminho (mas eu achava que ele passaria por cima de mim porque eu não tinha nenhuma iluminação na bike) e quando o carro vinha na outra mão me indicava o caminho a seguir, até que iluminando bem a estrada mas, assim que ele passava, era blackout total (várias vezes, depois do carro passar na pista contrária, diminui até quase parar - e não sabia se estava na minha faixa, na contra mão, ou perto do acostamento - e a estrada ainda tem curvas, subidas e descidas para "facilitar"...).

Mas, felizmente, esses "poucos mas intermináveis" 2 ou 3 km ficaram para trás e logo cheguei em um trecho mais urbano, com luzes, podendo então respirar um pouco e pensar que talvez eu não aparecesse nos jornais do dia seguinte.

De lá mais 1 km e, finalmente, estava na saída do bairro, de volta à estrada de terra, sem luz alguma mas, inteiro e perto de casa. Mais um pouquinho de pedal e mais algumas quase quedas (eu seguia bem pelo meio da rua, mesmo sabendo que era ruim e com pedras porque o trecho onde passam as rodas do carros, e é melhor, ficava próximo demais da canaleta de erosão na lateral da rua e eu não queria mergulhar nela). Subi os dois quarteirões, peguei a saída da minha rua sem enxergar nada e mirei na luz que eu via uns 100 metros adiante, na frente da casa de um vizinho. De lá mirei a luz seguinte e, finalmente, cruzei uma última rua e cheguei ao meu quarteirão (que tem iluminação) e em casa, às 19h30, muito estressado (realmente a volta me estressou, acho que principalmente o trecho final de estrada) mas inteiro (apesar de destruído de dor no pulso e pernas)!

Em casa um pré-descanso (não estava em condições de fazer nada), depois o merecido banho, o merecido jantar com uma boa cerveja e agora pegar o note para escrever esse "curto" relato. Só tenho uma certeza: posso até me enfiar em ruas ruins no próximo pedal mas, se eu sair à tarde, levarei a headlamp!

E, antes de fechar a postagem e voltando um pouco ao tema citado no começo (hipotiroidismo), sempre fui da opinião que é importante "ouvir" o que o corpo quer. Sendo o cérebro responsável por comandá-lo e, certamente, entendê-lo melhor que a nossa super limitada consciência (que é apenas uma parte que nos dá um limitado acesso ao nosso corpo e pensamento), será que essa minha "escolha" de horário para sair, não levar uma lanterna e itinerário que "eu sabia que ia dar m&rd@" foi uma escolha consciente até que ponto? Vários estudos já comprovaram que, quando você tem a consciência de uma escolha (quando você "pensa" que fez a escolha), seu cérebro já "iluminou" a área de escolha há cerca de meio segundo. Então, sua "escolha", muitas vezes, foi algo definido biologicamente antes de você ponderá-la (recomendo os livros "Incognito" e "Subliminar", não lembro o nome dos autores mas o google resolve isso, é só procurar).

Então, se meu cérebro decidiu me colocar nessa roubada estressante e, havendo uma relação direta entre o hipotiroidismo subclínico (meu caso) com a depressão (também meu caso). Como a liberação de serotoninas está também relacionada à adrenalina e estresse (principalmente depois do estresse passar), será que a "escolha" não foi uma maneira do meu corpo tentar, mais uma vez, se autorregular?

Acho que hoje vai ser mais uma noite que demorarei para dormir porque o pensamento não para... :-)

Obs: o 3G roteado funcionou ;-) - enviado por Tacio Philip às 22:31:25 de 06/04/2018.



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