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07/04/2017 21:54:03 (#554) - Hospital São Paulo e os neurologistas Vinícius Burnett e Bruno M.L.Badia

Ontem deixei um comentário sobre o que aconteceu no dia 22/03/2017, no hospital São Paulo, em sua página no Facebook mas, como o comentário foi denunciado (provavelmente por algum(ns) desses médicos e "amiguinhos de classe") o mesmo foi excluído da página e eu fui bloqueado para publicações, comentários ou o que for por 3 dias. Para evitar que isso ocorra novamente e poder contar o ocorrido resolvi então postar aqui no meu blog, onde eles não podem "clicar em denunciar" e apagar (afinal, só estou postando o que aconteceu, não estou inventando histórias).

Se você precisa (ou pode vir a precisar) do atendimento do Hospital São Paulo ou dos médicos Vinícius Burnett e Bruno M. L. Badia, dê uma lida e tire suas conclusões.

Resumo:
No dia 22 de Março de 2017 minha mãe acordou passando mal, sem sentir o lado esquerdo do corpo e foi levada até o hospital São Paulo (laboratório dos estudantes da Unifesp) por alguns de seus amigos vizinhos (eu estava fora do estado no momento do ocorrido).

Conforme me contaram, o pronto atendimento do hospital foi ok, tudo conforme o esperado e no caso minha mãe tinha sofrido um AVC, sendo prontamente atendida e fazendo diversos exames imediatamente (tomografia, hemograma, eletrocardiograma etc.) de acordo com o protocolo para o caso.

Neste meio termo, eu que estava em Ponta Grossa - PR, retornava para São Paulo, chegando ao hospital por volta das 15 h, quando minha prima já acompanhava minha mãe e, para nossa surpresa, já tinha recebido alta e podia voltar para casa com uma simples receita de AAS para afinar o sangue e sinvastatina para colesterol.

Mesmo surpreso com essa liberação (após umas 6 horas da entrada no hospital) retornamos para casa onde eu conversei com diversas pessoas (da área de saúde) e todos comentavam que o padrão para AVC era ficar em observação por 72 horas pois a reincidência é muito comum.

Com o chegar da noite e minha mãe sofrendo de dor de cabeça (como o médico que a liberou disse: "se sentir algo volte") resolvemos voltar ao hospital São Paulo.

Novamente o pronto atendimento foi ok, em casos assim o atendimento é razoavelmente rápido e, após sermos atendidos por uma provável residente, o "neurologista" veio também dar uma olhada, disse ter olhado a tomografia (tinha uma imagem na tela do computador), fez uns testes de reflexos e disse pra irmos para casa descansar (!!!).

Felizmente minha mãe não teve nenhum outro AVC mas no dia seguinte, como garantia, passamos por consulta (em médicos particulares - não temos convênio) com clínico geral e neurologista, ambos confirmando que no caso de AVC era (na palavra de um dos médicos) "ridículo terem liberado assim".

Hoje, passadas duas semanas, minha mãe está se recuperando bem, fez uma grande quantidade de exames, está medicada, fazendo fisioterapia e logo devemos voltar ao ritmo de vida normal.

Fica aqui então essa minha indignação (bem resumida para que as pessoas leiam) com o Hospital São Paulo mas, mais ainda, pelo tratamento de "manda pra casa" dos "doutores":
- Vinícius Burnett - CRM-DF 23144 CRM 186884 (1º médico a liberar no período da tarde)
- Bruno M.L. Badia - CRM 176617 (médico do atendimento noturno)

Tire suas conclusões sobre esses "médicos".

E, para poder ajudar mais pessoas que possam ter problemas com médicos, usem este link para informações e formulário sobre como fazer uma denúncia ao CRM (conselho regional de medicina), é super simples e nos próximos dias estarei enviando a minha.
http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_denuncia&Itemid=61.

Email recebido através do contato do site no dia 14/08/2017

Mensagem enviada 14/08/2017 21:12 por Vinicius - viniciusbepm@gmail.com
contato
Conteúdo da mensagem:
Prezado Tácio,

Me chamo Vinícius, sou médico residente do primeiro ano de Clínica Médica no Hospital São Paulo e escrevo também em nome do Bruno, residente do segundo ano de Neurologia. Recebi um comunicado do Hospital sobre uma reclamação feita na internet em relação ao atendimento prestado a sua mãe, Ilda, no mês de março. Quis te escrever para explicar um pouco o que foi feito.

No Hospital, todos os atendimentos de Neurologia são feitos, inicialmente, por dois residentes do primeiro ano de clínica médica (na ocasião eu estava no estágio de neurologia e fui um dos que a atendeu e preencheu sua receita, por isso era o meu nome e CRM aos quais você teve acesso), um residente do segundo ano da neurologia e um residente do terceiro ano da neurologia. Em seguida, o caso é discutido com um chefe, neurologista, que também examina a paciente, checa conosco os exames e então propõe a conduta a ser seguida.

Me lembro bem de sua mãe quando a atendemos. Estava com um moletom azul claro e acompanhada de mais duas senhoras; e me marcou bastante.

Entendo que tenha havido uma discordância entre o que fizemos no Hospital e o que os médicos particulares disseram após. Como houve essa divergência, pensei que seria bom explicarmos nossa conduta. No Hospital São Paulo, as condutas que tomamos são baseadas nas recomendações de estudos científicos, para otimizarmos o cuidado, além da experiência dos chefes do serviço, tentando adequar as necessidades dos pacientes do SUS ao melhor tratamento disponível. Realizamos o primeiro atendimento com os melhores recursos de exames complementares de que dispomos e, após o diagnóstico, iniciamos o tratamento farmacológico com as medicações que são fornecidas nos postos públicos de saúde.

A dona Ilda teve o que chamamos de AVC lacunar - um AVC isquêmico com área de infarto pequena, muitas vezes (como foi o caso) não visualizada na tomografia inicial, que causa algumas síndromes típicas, entre elas uma perda de força isolada em um lado do corpo, que foi o caso de Dona Ilda.
Nesses casos, as medidas a serem tomadas são: estabilização clínica imediata, realizar prontamente uma tomografia de crânio, exames de laboratório e exame clínico - medidas que foram tomadas logo na chegada ao pronto-socorro. Em casos de AVC isquêmico, devemos internar e observar atentamente o paciente nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas, período em que há maior risco de evolução ou piora do quadro. Após passadas as 24 horas iniciais, especialmente em caso de infartos pequenos, o paciente não tem necessidade de permanecer internado para observação, sendo possível prosseguir o tratamento em regime ambulatorial. Quando Dona Ilda chegou para a avaliação, já se encontrava com 24 horas do início do quadro (notou a perda de força no horário do almoço do dia anterior ao atendimento). Portanto, nosso chefe ponderou conosco que a internação poderia ser mais prejudicial do que benéfica, pelos riscos inerentes à mesma. Dessa forma, tomamos as medidas necessárias para o momento, com pronta realização de exames laboratoriais, eletrocardiograma, tomografia de crânio e início de terapia medicamentosa com ácido acetilsalicílico e sinvastatina, duas medicações disponíveis na rede pública de saúde com evidência de benefício na prevenção de novos eventos vasculares cerebrais. Após a realização dos exames iniciais e confirmação do diagnóstico, foi optado pela alta hospitalar, com encaminhamento ao Ambulatório de Neurologia Vascular e realização de outros exames a serem agendados, como ecocardiograma e estudo de vasos. Dona Ilda continuaria sendo acompanhada pelo nosso serviço de Neurologia em regime ambulatorial.

Acredito que poderíamos ter sido mais claros nas recomendações que passamos. Gostaria que você pudesse ter acompanhado a consulta inicial para que esse tipo de desencontro de informações não tivesse ocorrido.

Entendo a frustração que o senhor possa sentir em relação ao sistema público de saúde, que muitas vezes nos deixa desamparados, mas a personificação dessa frustração com exposição de nosso nome e CRM não resolve a questão. Nós, como médicos em formação e especialização, nos sentimos também muito frustrados em diversas situações que vivenciamos, com a falta de materiais, medicamentos, locais dignos para acomodação do paciente dentre tantos outros problemas.
Espero que possamos chegar a um entendimento e que esse e-mail seja o primeiro passo para isso. Caso você queira nos encontrar pessoalmente no Hospital para conversarmos um pouco mais, será um prazer recebe-lo.

Grande abraço.
Vinícius e Bruno

Email respondido ao Vinícius no dia 28/08/2017:

Ok, entendo sua posição e a do hospital, sei da falta de recursos, lotação etc. etc. etc. mas, da mesma maneira como ouvimos suas recomendações, também ouvimos de outros médicos (inclusive, a necessidade de ir até um atendimento particular é devido à fila de espera do Hospital São Paulo). Eu já fui tratado aí e meu pai também e, nesses casos, não tenho o que reclamar.

E, da mesma maneira como essa minha indignação/desabafo no meu simples blog pessoal teve algum efeito (pelo menos chegou à você e você entrou em contato me explicando o ocorrido), te recomendo fazer o mesmo sobre o que não te agrada: abra um blog, reclame nas redes sociais, compartilhe reclamações, poste vídeos etc. etc. etc., como você é dá área médica, divulgar sobre as dificuldades poderá surtir bem mais efeito que apenas comentar sobre isso em um email (se uma postagem minha, de alguém que não é da área, teve algum efeito/alcance, imagine a diferença que você pode fazer).

Abraços e continuamos todos lutando/esperando por um mundo melhor para todos.

Tacio Philip

(Obs: publiquei seu email e essa minha resposta na página da minha postagem)

- enviado por Tacio Philip às 21:54:03 de 07/04/2017.



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