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14/06/2011 21:05:53 (#407) - Escalada das vias Nóia de Cão, Pimenta Honesta e Anormal na Pedra do Bau

Na última Sexta-feira o Victor Carvalho e eu saímos rumo a São Bento do Sapucaí. Depois de algumas horas de estrada estávamos em Sto Antônio do Pinhal jantando e logo em seguida em São Bento do Sapucaí comprando o café da manhã do dia seguinte e depois fomos para o abrigo do Eliseu para uma merecida noite de sono.

No dia seguinte acordamos às 7h com o despertador, levantamos, tomamos café, arrumamos as mochilas e seguimos de carro até o estacionamento do bauzinho. De lá uma caminhada até a base do col e logo encontramos a base da via Nóia de Cão (6ºsup 55m), que fica ao esquerdo de uma grande laca que forma um local perfeito para um eventual bivac.

Na base nos equipamos e eu fui o escolhido para guiá-la. Minha primeira escalada do dia é sempre tensa mas fazer o que? Então logo comecei a subir os primeiros e delicados movimentos da saída da via (ao meu ver o crux), dei uma roubadinha quando necessário e logo havia passado as duas primeiras proteções (chapeletas), colocado um "nut psicológico", cheguei na 3ª chapeleta e, quando saia da 4ª proteção, com a chapa na altura dos meus pés e com uma costura de 120cm uma agarra quebrou e voei. Foi uma queda de uns 3 metros que serviu para me acordar para o restante do dia.

De volta a escalada continuei a via, só que agora sem confiar muito em agarras "boas" (na verdade a que quebrou era um reglete bem pequeno) e aos poucos fui me soltando na via e a escalada começou a fluir. Após mais alguns metros cheguei em um lance muito bonito da via, onde ela passa embaixo e ao lado de um pequeno teto, todo protegido em móvel. Passando esse lance o restante é passeio, já estando em uma parede bem positiva e seguindo até sua parada, a 55m do chão.

Na parada dei seg para o Victor e algum tempo depois ele chegou até a parada e seguiu direto até a base da trilha que passa embaixo do col (trilha que usamos para acessar a via Domingos Giobbi há 2 anos).

Na base começamos a procurar a via Gregos e Troianos mas por engano entramos na via Pimenta Honesta (6º VIsup 140m). O Victor começou a guiá-la e se encrencou com o movimento final, onde deve-se montar sobre um platô e logo chegar a uma sequência de boas agarras e parada então resolveu descer. Eu entrei em top até lá e depois de quebrar um pouco a cabeça resolvi o problema e consegui passar o movimento, seguindo até a parada da via, sendo seguido pelo Victor.

Pouco tempo depois saí para a 2ª enfiada da via (crux), além de uma saída complicada em pequenos regletes ela piora logo depois de montar em um platô inclinado onde segue em uma sequência protegida com chapeletas na direita. Mesmo o croqui falando que é um 6ºsup eu considero sendo um lance de 7a/b.

Passado o crux logo estava na 2ª parada e em seguida o Victor, já cansado e com os braços bombados, chegou até mim. Sem perder muito tempo segui então guiando a 3ª enfiada, essa mais fácil e muito bonita com vários lances em boas agarras e bem vertical (em alguns pontos levemente negativa).

No final da via emendei na via Anormal (4º), seguindo até esticar a corda, a meros 3m da parada, onde montei uma parada em móvel para que o Victor começasse a escalar e em seguida eu pudesse ir até a sua parada final, bem embaixo do Teto do Bau.

Em seguida o Victor chegou e como estávamos cansados e o final da tarde chegando desistimos da ideia de entrarmos também na Pássaros (6ºsup), que nos levaria até o topo do Bau então montamos o rapel e logo descíamos pela via Normal até o col e de lá seguimos por trilha até o estacionamento onde o carro nos aguardava.

Mesmo não tendo completado o objetivo inicial (e tendo feito uma outra via, que na hora nem sabíamos qual era, por engano), a escalada foi excelente e até agora a mais exigente do ano. Foram diversas horas na parede com movimentos delicados, proteções em móvel e muita parede pela frente. Tudo que eu quero para esse ano!

De volta ao carro passamos no abrigo para um merecido banho e depois fomos jantar um rodízio de massas antes de voltar ao abrigo e capotar de sono na cama.

No Domingo acordamos novamente com o despertador às 7h mas, mais preguiçosos, demoramos um pouco mais para levantar, arrumar as coisas e sair. Seguimos novamente até o bauzinho e dessa vez fomos pela trilha que nos levou até o col e o Victor entrou na 1ª enfiada da via Fissura Corneto. O começo correu bem mas logo o Victor percebeu que o lance que a via desmoronou (na 1ª enfiada) fez com que 2 proteções fossem embora e sua graduação subisse muito, impedindo que a mesma fosse escalada (pelo menos por nós). Devido a isso ele desescalou e como estávamos cansados do dia anterior e agora abalados psicologicamente com a via que tentaríamos, subimos até o topo pela via Normal do Bauzinho (3º), um passeio que eu ainda não havia feito.

No topo víamos centenas de pessoas chegando de Campos do Jordão (muitos arrumadinhos como se estivessem indo em uma "balada") e como já estávamos próximos da hora do almoço resolvemos descer para São Bento para almoçar, arrumar as coisas e pegar estrada para São Paulo.

Depois do almoço e com as coisas arrumadas passamos ainda pelo centro para um Açaí e depois estrada até São Paulo, onde peguei o carro que havia ficado na casa do Victor e de lá segui para casa.

O final de semana foi muito proveitoso e os próximos dias (ou melhor, semanas ou meses) prometem. Amanhã, no final de semana, no feriado e no próximo mês estou com a "agenda" lotada com escaladas. Esse ano promete!

E as poucas fotos que fiz nesses 2 dias em São Bento podem ser vistas no link Escaladas na Pedra do Bau.

- enviado por Tacio Philip às 21:05:53 de 14/06/2011.



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