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04/06/2011 18:29:38 - Final de semana prolongado de escaladas no PN Itatiaia - Agulhas, Prateleiras, Altar e Cume Sem Nome

Semana passada, aproveitando a reserva que o Alessandro havia feito para o abrigo Rebouças, no dia 26 de Maio a Aline e eu fomos ao supermercado, almoçamos e sem seguida pegamos estrada rumo ao Parque Nacional do Itatiaia.

A viagem foi tranquila e com poucas pausas, sendo uma delas para um refrigerante e café grátis no Arcoíris de Roseira (onde normalmente paro para usar o banheiro) e depois estrada direto até as proximidades do parque, onde paramos para "acampar" no porta-malas do Defender.

No dia seguinte acordamos cedo e, depois de passar para dar uma olhada no falecido Alsene, seguimos para a entrada do parque onde esperamos a chegada do Alessandro e Fernanda. Com autorização para o abrigo entregue, taxas pagas, chaves na mão seguimos todos no Defender até o abrigo onde logo descarregamos as mochilas e começamos a por as coisas em ordem. Pouco tempo depois o pessoal foi chegando e, enquanto eles saiam para fotografar, a Aline e eu colocávamos a mochila com equipo de escalada nas costas e seguíamos para o Prateleiras.

O parque está tendo uma ótima manutenção, diversas trilhas foram trabalhadas e estão mais abertas e com erosões contidas. Ponto positivo para o parque. Entre essas trilhas a do Prateleiras, super aberta e marcada.

Chegando na base do Prateleiras sugeri subirmos pela face Norte, caminho que eu ainda não conhecia e assim o fizemos. O começo foi bem tranquilo até que chegamos a base de uma parede com diversas chapeletas. Achando que a via era por ali, "por segurança" coloquei a sapatilha, me encordei e comecei a escalar. Logo no começo percebi que estava "um pouco" mais difícil que o 3º grau que era indicado no guia. Tentei mais algumas vezes, deixei a mochila em uma costura e, depois de algumas tentativas, cheguei até a 2ª proteção da via! Lá eu vi que estava realmente errado e que não rolava continuar, então desci para a base e fui ver no croqui onde eu havia entrado: em um 7c de aderência! (via Portas da Percepção).

De volta ao chão, e agora no caminho certo, seguimos sem muito problema até o topo das Prateleiras onde fizemos algumas fotos e conheci dois Paulos, um dos quais já me conhecia aqui pelo meu site e haviam subido pela "Idalício". Ficamos um tempo batendo papo e depois sugeri descermos de rapel até a base. Como tínhamos 2 cordas de 60m, com o rapel pouparíamos tempo. Todos aceitaram e pouco tempo depois estávamos na base da via "Chaminé Idalício" e seguindo para a base da "Sexto Sentido" (VIsup), uma das vias mais bonitas que já escalei.

Na base da via me equipei e logo a subi sem muito sofrimento. A Aline entrou em seguida e, depois de cair logo na saída, a desci até o chão para que começasse novamente e nessa 2ª tentativa mandou a via que ela havia tentado em outra oportunidade por lá. Para fechar o dia, e gastar um pouco mais os dedos, entrei mais uma vez na via - quase voei quando meus dois pés escaparam quando ia passar a corda na 3ª costura mas consegui me segurar só na mão direita - e, depois que voltei ao chão, guardamos as coisas e seguimos de volta ao abrigo para o merecido jantar e noite de descanso.

No dia seguinte acordamos, tomamos nosso café da manhã e sem muita pressa saímos para um dos meus objetivos da viagem: um cume rochoso que pode ser visto da estrada na altura do Morro do Couto, mas do lado oposto da estrada. Fazia alguns meses que eu pensava em ir até lá e essa era uma boa oportunidade. Saímos do abrigo sentido Agulhas e logo desviamos para fora da trilha subindo praticamente em linha reta até o "altarzinho", cume rochoso que pode ser visto do abrigo e parece com a Pedra do Altar. Lá uma breve pausa e seguimos então pelas cristas e vales ora em laje de pedra, ora em campo de altitude atravessando pequenos riachos até que, depois de mais algumas horas de caminhada, chegamos ao esperado cume. Logo que estavamos chegando percebi uma coisa: a montanha que eu queria subir há alguns mêses eu já havia subido, isso em 2003 quando, ao terminar a travessia Rebouças Mauá, procurava um caminho alternativo para chegar ao carro que havia ficado no Alsene.

No cume nublado algumas fotos, um vídeo (abaixo) e logo planejamos o caminho de volta. Eu não queria voltar pelo caminho que havíamos ido nem pela trilha da travessia então logo vi um caminho possível de ser descido e que sairia diretamente na estrada, e deu certo! Após algumas lajes, alguns riachos e mato aberto com muito alecrim do mato estávamos na estrada a poucos minutos do abrigo para mais um bom jantar e uma noite fria de sono.

O 3º dia no parque (29/05) foi reservado para o Agulhas Negras. Mais uma vez saimos do abrigo e seguimos até a base da via Bira onde o Pedro, Parofes e eu havíamos nos perdido no ano passado (veja o relato dessa roubada). Dessa vez, com mais atenção e mais tempo, a escalada foi pelo caminho certo e, mesmo após alguns momentos de stress em lances super expostos, principalmente uma canaleta com 2 proteções beeeem distantes da base, logo no começo da tarde estávamos no cume Itatiaiaçu do Agulhas assinando o livro e nos preparando para a longa descida de volta ao abrigo para o merecido descanso e jantar.

O último dia reservado para escaladas no parque foi separado para a Pedra do Altar. Depois de levar um pessoal de carro até o estacionamento (só o Defender tinha ficado ao lado do abrigo), voltamos, pegamos as mochilas e seguimos pela trilha aberta rumo ao Altar. Pouco antes de chegar à base das vias fizemos uma pausa para lanche (e para nos aquecer no Sol) e depois fomos até a base das vias Café na Cama (III) e Chá para Dois (IV), sendo que acho que ambas são 4º grau. Essas vias são bem tranquilas mas o vento frio fez com que eu me lembrasse da Patagônia (principalmente porque além de escalar de anorak e com frio existem várias lacas e a corda ficou presa em uma delas, fazendo com que eu tivesse que subir mais uma vez para poder soltá-la).

De volta ao chão mais um lanche e, agora aquecidos com as escaladas, fomos para a via Alexandra (3ºsup A1). Essa é a via mais longa e antiga do Altar, de 1977 (ano que nasci) e começa mais a esquerda por uma rampa muito tranquila, depois entra em um lance com muito musgo e mato até que, depois de uma travessia razoavelmente tensa, entra no lance em artificial, que talvez já tenha sido liberado por alguém e deve dar um "7º alguma coisa pra 8º". Depois de forçar bem os braços em uma enfiada inteira em artificial fixo (só puxando nas costuras, não havia levado estribos) a Aline também subiu e de lá, depois de mais um movimento em artificial, segui pelo restante em livre da via (parte em chaminé) até o seu final. De lá, logo que a Aline chegou seguimos para o cume, nos desequipamos, comemos um lanche e seguimos pela trilha de volta ao abrigo com o cair da noite.

No abrigo mais bate papo (só havia restado o Flávio já que todos tinham ido embora) e, depois de fazer mais uma foto noturna de longa exposição ao lado do abrigo, acordamos no dia seguinte atrasados, rapidamente acabamos de arrumar nossas coisas (quase tudo estava pronto desde a noite anterior), comemos, jogamos tudo no porta-malas e seguimos de volta para casa. Felizmente o Flávio havia ficado no abrigo e foi ele que achou minha câmera (a compacta G11) caida embaixo de uma das camas (provavelmente caiu quando fui buscar as outras mochilas). Só hoje recebi de volta a câmera e pude colocar as fotos aqui no ar.

A volta foi bem tranquila (retornei por Itamonte, Passa-Quatro etc), dei uma passada para ver como está a estrada de acesso à Toca do Lobo (início da Serra Fina) e na metade da tarde estávamos em São Paulo.

No mesmo dia, 3ª feira, dei com o Victor a 1ª aula da 3ª turma do Curso de escalada em rocha, na 5ª feira a segunda aula e passei o resto da semana "de molho" me recuperando de uma bela dor de garganta, resultado dos vários dias no frio no PNI (alguns dias fez temperatura negativa fora do abrigo já que de manhã haviam poças d´água congeladas).

Hoje ainda fiquei de molho depois de cancelar uma escalada com o Osvaldo e aproveitei para atualizas fotos e alguns códigos no meu site, entre eles os links para Twitter que agora reduzem automaticamente o tamanho dos links e inclusão do link "+1" do Google.

Para os próximos dias nada programado, mas assim que eu voltar a ficar 100% novas escaladas virão!

E as fotos dessa viagem já podem ser vistas no link Escaladas no PNI.

- enviado por Tacio Philip às 18:29:38 de 04/06/2011.



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