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05/05/2010 16:24:00 (#309) - Travessia Couto-Prateleiras (com cumes) e Travessia Longitudinal do Agulhas Negras

No final de semana dos dias 1 e 2 de Maio estive mais uma vez no Parque Nacional do Itatiaia para subir algumas montanhas.

Encarando o trânsito de São Paulo, saímos o Edson, a Paula e eu por volta das 21h e depois de longas horas de estrada, às 1h30, estávamos estacionando o carro no Brejo da Lapa para nosso breve acampamento. Foi uma noite curta e bem curta, principalmente para o Edson que havia esquecido o saco de dormir e pra não congelar (literalmente) vestiu tudo quanto é roupa disponível.

Acordamos com o despertador ás 6h e depois de alguns minutos de preguiça levantamos, desarmamos o acampamento e seguimos para a entrada do parque. No caminho encontramos o Alessandro, Fê e Isa de Itu que haviam passado a noite em Itamonte.

Na entrada do parque enrolamos um pouco e logo chegaram também o Requeijo, sua namorada Isabelle, Vin (Rafael) e sua amiga Ana vindos do Rio de Janeiro. Preenchemos a papelada de entrada, pagamos a taxa e pegamos a chave do abrigo Rebouças, onde passaríamos o final de semana (com o Alsene fechado é a única opção pra ficar pelo planalto). Deixamos os carros no "estacionamento", pegamos nossas coisas e logo estávamos caminhando os 2km até o abrigo onde fizemos uma breve pausa para o café-da-manhã e em seguida começamos novamente a caminhar.

O Alê, Fê e sua filha Isa ficaram nas proximidades da estrada fazendo algumas fotos enquanto eu e o resto do pessoal fomos então para o morro do Couto, onde chegamos por volta das 12h30 e encontramos um outro grupo fazendo curso de caminhada e se preparando para algumas escaladas por lá. No caminho eu e o Edson ainda aproveitamos para subir o Morro da Antena para algumas fotos.

Às 13h começamos novamente a caminhar e nossa meta era a travessia Couto-Prateleiras, um caminho que segue principalmente pela crista da serra ligando essas duas montanhas. No começo achamos algum vetígio de trilha, de vez em quando algum totem mas logo sumiram e tivemos que atravessar uns trechos de vara-mato. Fomos seguindo pelo melhor caminho até que, quando encontramos uns totens demarcando uma descida, o pessoal do RJ decidiu descer para a estrada e voltar pro abrigo enquanto a Paula, Edson e eu resolvemos continuar a concluir a travessia.

A travessia não é complicada mas o tempo que mudou de perfeito para nublado em poucos minutos realmente atrapalhou um pouco. Em alguns momentos tínhamos que esperar as nuvens se dissiparem um pouco para poder ver melhor o caminho a seguir. Além disso ela segue em infinitos sobe-desce em trechos sobre pedras ou campo de altitude. Fomos seguindo, seguindo, várias vezes achando que enxergaríamos o Prateleiras mas nada! Às 17h chegamos a sua base sem sequer tê-lo visto!

Na base, mesmo sendo tarde, como estávamos bem preparados com anorak, lanterna, água etc. e todos tendo experiência em montanhas (inclusive à noite) resolvemos subir para o seu cume pela trilha Norte. O trepa pedra correu bem, a Paulinha de estressou um pouco mas logo estávamos com as últimas luzes do dia assinando o livro de cume do Prateleiras. Fizemos algumas fotos, olham,os as luzes das cidades bem longe, colocamos as headlamps na cabeça e então começamos a descida sendo que chegamos no abrigo por volta das 20h onde encontramos também o Waldecy e o JP, também do RJ.

Fizemos um belo macarrão fusili com molho de tomate com cebola, linguiça calabresa e milho verde para o jantar, comemos e logo caímos na cama. Essa noite não foi tão fria, a única coisa que me incomodou um pouco (pra não dizer que estava quase querendo o matar) foi o Edson roncando, mas com o mp3 no ouvido alguns albuns de música passaram e novamente caí no sono, acordando às 6h30 do Domingo.

Como sempre enrolei um pouco na cama e, às 6h50, levantei, tomei meu café da manhã, arrumei a mochila e logo chegaram ao abrigo o Igor Spanner, seu pai Julio Spanner (a única pessoa a escalar todas as vias do Agulhas Negras), Fábio Gandra e João Pontes. Para fechar o grupo foram ainda o Waldecy e JP do RJ e o Edson e eu de São Paulo, todos guiados pelo Igor e Julio para fazer a travessia longitudinal do Agulhas Negras (que realmente seria muito complicada de fazer sem alguém que a conheça bem!).

Saímos do abrigo às 7h50 e então começamos a caminhada pela trilha normal que leva ao Agulhas. Chegando ao ponto de água de sua base, logo após a ponte pensil, a trilha desvia para direita, começando uma longa sequência de trepa-pedras. Logo de cara pegamos uns trechos tensos com algumas rochas para subir onde errou:morreu (ou pelo menos se quebraria muito!) mas fomos seguindo.

O tempo foi passando, sobe pedra, desce pedra, sobe pedra, desce pedra, contorna pedra, sobe pedra, desce pedra e assim infinitamente até que, depois de umas 2h de caminhada chegamos onde é o início oficial da travessia! De lá mais uma sequência de sobe pedra, desce pedra.... e mais alguns muitos minutos mais tarde estávamos na frente do primeiro lance de escalada de verdade da via, o lance do Parafuso do Brackmann. Nesse lance tive a oportunidade de guiar começando por uma rampa de pedra por uns 30 metros, passando uma costura com um boca de lobo na única proteção da via (o tal parafuso) e depois mais uns 20 metros em uma canaleta mais vertical até sua parada, feita em um bico de pedra. De lá dei a segurança para o Julio e aos poucos todos foram subindo e seguimos então para o primeiro cume do dia, o Pontão Sul (2789m), onde chegamos às 12h30 e onde fizemos uma boa pausa para lanche e para assinar seu livro de cume.

Saindo de lá mais trepa pedra até a base do Itatiaiaçu (2791,5m), cume mais alto do Agulhas, sendo que subimos seu lance final pela via Quietude, uma bela crista que chega ao cume. Lá mais uma breve pausa, mais fotos, mais lanche, assinamos o livro de cume e então fizemos o rapel para sua base e 5 min depois estávamos no 2º cume do Agulhas Negras, o mais escalado. Nesse sequer paramos e logo começamos então a descer pela sua face Norte e seguir pela travessia.

Mais uma sequência de trepa pedras, mas agora muito mais tranquilo que antes, caminhando mais em platôs de pedra, e logo estávamos fazendo mais um rapel, mais um pouco de caminhada e agora estávamos na Chapada da Lua Alta (2726m), um lugar realmente singular! É um grande platô de rocha com o chão completamente furado, como se alguém tivesse tirado pedaços com uma colher de sorvete! Lá ficamos por um longo tempo tirando fotos, comendo, batendo papo e depois de assinarmos seu livro de cume mais caminhada, mais rapel e chegamos então na Chapada da Lua Baixa (2694m).

Mais um pouco de caminhada, agora sempre para baixo, mais dois rapéis, mais um pouco de caminhada e estávamos então no colo, na mesma trilha de acesso à Asa de Hermes. De lá, às 17h, com nossa meta concuída com um clima perfeito sem sequer uma núvem no céu e com um pessoal muito gente boa, seguimos pela trilha batida até o Rebouças, onde chegamos com as últimas luzes do dia às 17h50, exatamente 10h depois de nossa saída e onde a Paula nos esperava (ela tinha aproveitado o dia para fazer, sozinha, o cume do Prateleiras e havia chegado antes de nós ao abrigo).

No Rebouças um breve descanso, aos poucos alguns foram indo embora, o Edson, a Paula e eu fizemos um miojo rápido, fechamos as mochilas, nos despedimos do Waldecy e JP que ficariam até o dia seguinte e então começamos a caminhada de volta à portaria. Com as coisas no porta malas do carro saímos do parque e seguimos estrada fazendo só uma pausa para pegar água e comer um milho verde na Garganta do Registro e depois para um mate e sorvete em lanchonete na Dutra.

Mais algumas horas de estrada, deixei o Edson em sua casa, me perdi um pouco para sair de lá, mais alguns minutos deixei a Paula em sua casa e às 1h30, morto de cansaço, praticamente um zumbi, cheguei em casa para uma merecida noite de sono (o banho ficou pro outro dia!).

Apesar de estupidamente cansativo o final de semana foi perfeito! Repeti alguns cumes que eu havia escalado há alguns anos, subi outros tantos que ainda não tinha subido e fiz duas travessias clássicas e lindas do planato, a Couto-Prateleiras (com cumes) e Longitudinal do Agulhas Negras. Realmente um final de semana perfeito, tanto nas escaladas quanto nas companhias!

As fotos do final de semana já estão disponíveis no link travessias couto-prateleiras e longitudinal agulhas negras.

- enviado por Tacio Philip às 16:24:00 de 05/05/2010.



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