Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista

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domingo, 31 de maio de 2009 - Escaladas na Falésia do Zé Vermelho (Pindamonhangaba) e Visual das Águas (Bragança Paulista)
Ontem às 7hs da manhã saímos de São Paulo o Osvaldo e eu e logo estávamos na Carvalho Pinto como se estivessemos indo para São Bento do Sapucaí mas parando um pouco antes em Pindamonhangaba, onde fica a Falésia do Zé Vermelho, um campo escola de escalada esportiva que eu ainda não conhecia.
Algumas horas se passaram e por volta das 10 hs já tínhamos deixado o carro na estrada de acesso a Pinda e andado os 2 km de trilha até a base da parede que iríamos escalar. A trilha é extremamente tranquila, quase que totalmente plana e, mesmo um pouco desanimados de ver que em muitos lugares a parede estava molhada nos equipamos e logo o Osvaldo entrou em uma primeira via, uma via nova ??? (VI sup) que ainda não está nos croquis encontrados na internet.
De volta ao chão puxamos a corda e enquanto eu também a escalava molhando a mão em algumas de suas agarras e sem poder confiar em aderências chegou na base da parede um pessoal que conheço da 90 graus (www.90graus.com.br), eram o Michael, o Eduardo e mais dois que só conhecia de vista. Terminando a via voltei ao chão e depois de descansar um pouco resolvi entrar então na Sobe Mas não cai (7a), uma via bem vertical com crux na saída final da sua parede negativa. É uma via extremamente bonita mas também cansativa. Apesar de boas agarras, como da metade para cima a parede é negativa o tempo todo você está com as mãos fazendo força, mesmo com um bom trabalho de pés para não se sobrecarregar e isso vai drenando sua energia. De volta ao chão o Osvaldo também a escalou e fizemos na sequência outras vias: Olho de Thundera (VI sup), Maldita Mutuca (VI sup) - essa também nova e ainda não está no croqui - e fechamos o dia com a Treta certa (7a), uma outra via realmente linda e com movimentos atléticos em boas agarras.
Todas as vias que escalamos são muito bonitas com boas agarras, parede começando levemente positiva passando a vertical e final negativa e bem atléticas. É um estilo de via que não estou muito acostumado a fazer mas gostei muito, realmente voltarei lá em breve para repetir algumas vias e entrar em outras. A reclamação fica só para o tempo que deixou algumas vias com trechos molhados (em duas delas tinha goteira caindo literalmente na cabeça e ombro por causa de bromélias) e estão muito sujas merecendo uma escovada ou pelo menos uma varrida com uma vassoura dura, de algumas delas saímos bem sujos de musgo seco.
Saindo da parede mais alguns minutos de trilha até o carro - aproveitando para fazer algumas poucas fotos no caminho já que não tinha feito nenhuma enquanto escalávamos - pegamos o carro e fomos para Pinda procurar um açaí para comer. Depois disso, já no final da tarde, foi só pegar estrada e voltar para São Paulo.
Hoje para compensar o local novo de ontem fui em um lugar que já fui algumas dezenas de vezes: Visual das Águas em Bragança Paulista. Pouco antes das 10 hs chegaram na minha casa o Luciano (que mantem o blogdescalada.blogspot.com) e logo depois o Victor e o Ricardo (um amigo dele que eu ainda não conhecia). Saímos de lá e enquanto eles iam direto para o Visual eu e a Paulinha passamos no metrô para buscar a Camila e o Sanhudo e depois buscamos o Gabriel.
Mais algumas horas de estrada e, depois de parar para comprar uns lanches na estrada que sai da Fernão em direção a Piracaia, por volta das 13 hs estávamos pegando as coisas no carro e subindo a trilha até a base das vias.
Lá entrei na Água que Passarinho Bebe (VI) e depois do seu crux, em vez de ir para a parada conjunta com a Água que Passarinho não Bebe fui para a Água Dura (V) onde deixei armado um top rope e dei segurança para que o Sanhudo, Paula e Camila a escalassem.
Subi novamente a parede, fiz uma travessia vertical e montei então o top rope na Água Mole (IV) enquanto o Luciano escalava no setor da sombra e o Ricardo, Victor e Sanhudo na Água que Passarinho não Bebe (7a).
A Paula e a Camila entraram na Água Mole e o Sanhudo, animado em ver a parede mais vertical e com menos agarras entrou na Água que Passarinho não Bebe depois de ver o Victor e o Ricardo a escalar. Eu nesse dia estava lá mais pelo social e para montar top ropes mas mesmo assim no final da tarde aproveitei para entrar nela para não perder viagem e gastar um pouco mais os dedos nos seus pequenos regletes.
Com o final da tarde chegando e o tempo ameaçando fechar juntamos todas as tralhas e fomos embora. Fizemos ainda uma pausa para esfiha no Califa em Atibaia e depois de algum trânsito na Fernão Dias e entrada de São Paulo chegamos em casa.
O final de semana rendeu bastante, ontem conheci um lugar novo com muitas vias de 7º grau em parede levemente negativa e hoje mais uma visita no Visual, deu para manter os dedos e braços cansados.
Tirei poucas fotografias (uma meia dúzia no Zé Vermelho e nenhuma no Visual) mas logo posto alguma coisa. Também colocarei essa semana para download os arquivos de GPS com o acesso a Falésia do Zé Vermelho.


quarta-feira, 27 de maio de 2009 - Usando o scanner Minolta Dimage Scan Dual IV e seus softwares no Windows Vista
Desde que comecei a instalar o Windows Vista sabia que teria problemas para usar o meu scanner de slides, o Minolta Dimage Scan Dual IV. O Luiz, amigo meu e fotógrafo, já havia me dito que o software não rodava no Windows Vista e pior que isso, quando fui instalar seu driver ele sequer era aceito no Windows Vista Ultimate 64 bits.
Comecei a vasculhar pela internet o driver e os softwares para minha versão do Windows e nada. Mas durante a procura por uma solução felizmente encontrei esse link: http://www.fixya.com/support/t372531-minolta_dimage_scan_dual_iv.
Abaixo uma cópia da solução #3 postada no site traduzida para o português.

1) Instale todos os Softwares usuais da Minolta no Vista.
2) Crie uma nova pasta.
3) Crie um novo arquivo txt chamado minolta.inf e copie nele:

; scanners.inf -- Test Vista Minolta Film Drivers
;
;
; To remove this driver and install the original
; manufacturer's driver, go into Device Manager,
; open Imaging devices, then click on the scanner name
; with the right mouse button and choose Uninstall.
[Version]
Signature="$CHICAGO$"
Class=Image
ClassGUID={6bdd1fc6-810f-11d0-bec7-08002be2092f}
Provider=%Provider%
DriverVer=3/12/2009,2.0
[Manufacturer]
%Mfg%=Models,ntamd64
[Models]
; USB scanners
"Minolta Scan Dual II" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_026a
"Minolta Scan Dual III" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_400d
"Minolta Scan Dual IV" = USBScanner,USB\Vid_132b&Pid_000a
"Minolta Scan Elite 5400 2" = USBScanner,USB\Vid_132b&Pid_0012
"Minolta Scan Elite 5400" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_400e
"Minolta Scan Elite II" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_4004
"Minolta SC-110" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_0a15
"Minolta SC-215" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_0a16
;---------------- Duplicated from [Models]
[Models.ntamd64]
; USB scanners
"Minolta Scan Dual II" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_026a
"Minolta Scan Dual III" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_400d
"Minolta Scan Dual IV" = USBScanner,USB\Vid_132b&Pid_000a
"Minolta Scan Elite 5400 2" = USBScanner,USB\Vid_132b&Pid_0012
"Minolta Scan Elite 5400" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_400e
"Minolta Scan Elite II" = USBScanner,USB\Vid_0686&Pid_4004
"Minolta SC-110" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_0a15
"Minolta SC-215" = USBScanner,USB\Vid_0638&Pid_0a16
;---------------- USBScanner -------------------------
[USBScanner]
Include=sti.inf
Needs=STI.USBSection
SubClass=StillImage
DeviceType=1
DeviceSubType=1
Capabilities=0
[USBScanner.Services]
Include=sti.inf
Needs=STI.USBSection.Services
[Strings]
Provider="Konica Minolta"
Mfg="Konica Minolta"

4. Salve o arquivo. Ligue o scanner e no Gerenciador de Dispositivos atualize o driver antigo pelo novo. Você terá que fazer isso manualmente.
5. Todos os programas normais da Minolta agora funcionam. Aproveite!

Essa solução funcionou no meu caso e como não tinha instalado nenhum driver dele anteriormente foi só selecionar o minolta.inf quando o Windows pediu o driver do scanner (ele pede confirmação por não ser assinado digitalmente mas é só aceitar).
Já fiz alguns testes e aparentemente está tudo ok. Vale ressaltar que a solução estava falando genericamente para o Windows Vista e funcionou perfeitamente na versão Ultimate 64 bits então deve funcionar em todas. E pelo conteúdo do arquivo minolta.inf dá pra perceber que essa solução deve funcionar também para os scanners Minolta Dimage Scan Dual II, III, IV, Elite 5400, Elite II, SC-100 e SC-215 (mas pessoalmente só testei com o IV).
Boas fotos e escaneamento!


terça-feira, 26 de maio de 2009 - Colocando o PC em dia
Na Segunda-feira da semana passada, pouco antes da hora prevista para viajar para São Bento do Sapucaí para escalar eu estava fazendo alguns testes na instalação do Windows no meu PC e graças a alguma besteira perdi o acesso à 3 dos meus HDs! A viagem foi temporariamente suspensa, acabamos ficando em SP até o dia seguinte de manhã mas consegui resolver o problema e viajar sossegado, sabendo que meus documentos, algumas imagens e vídeos não tinham sido perdidos.
De volta a São Paulo na Sexta-feira depois de uma boa semana de escaladas foi hora de voltar ao trabalho em cima do PC e reinstalar novamente o sistema operacional, agora Windows Vista Ultimate 64 bits, procurar e instalar os drives do hardware compatíveis, instalar programas, transferir emails e documentos, acertar configurações e organizar os muitos HDs e suas partições.
O trabalho mesmo teve início no Sábado cedo quando reformatei a partição do HD que deixei separado para o Windows e comecei a instalação. Como sempre, faço uma instalação prévia onde vou testando, baixando, instalando e desinstalando softwares, drives, testando configurações e por ai vai. Depois disso sim formato novamente o HD e reinstalo o Windows e instalo só os programas e drives que funcionaram, evitando assim fragmentar o sistema de arquivos no HD e causar problemas no Windows.
Tudo foi correndo bem, o Sábado inteiro passei na frente do PC enquanto a Paulinha assistia TV e dormia aqui em casa. O Domingo foi parte aproveitado para isso também sendo que saí só por algumas poucas horas e sempre voltava ao trabalho.
Ontem e hoje foi reservado aos ajustes finais e resolução de um problema que me perseguia: sempre que eu colocava no PC os 4 pentes de 1 GB de memória (em sistema Dual) o PC acabava ficando instável e do nada, às vezes executando algum programa pesado, às vezes só de mexer o mouse, travava! O estranho é que o problema sumia quando eu só colocava 3 GB de memória então depois de testes e mais testes, acho que o problema é porque a placa mãe trabalha em frequência máxima de 1066 MHz e as memórias 800 MHz. Então quando eu colocava os 4 GB em modo dual elas passam a rodar a 1600 MHz e por isso travava (eu acho que é isso que estava acontecendo). Estando certa ou não a teoria resolvi o problema pela BIOS abaixando a frequência das memórias para 533 MHz (ta certo que vou perder um pouco de desempenho nisso, inclusive pelo teste do Índice de Experiência do Windows Vista a pontuação da memória caiu de 5,2 para 4,5) mas tudo bem, antes um pouco mais lento (o que realmente não faz tanta diferença) do que instabilidade. O importante é que estou com o PC ligado, rodando programas, trabalhando com os HDs, reiniciando, fazendo logoff, logon etc há muitas horas e não travou nenhuma vez.
Além disso usei o dia de ontem e hoje para acertar os HDs de backup. O HD onde estava o Windows e outras partições saiu para um case externo e foi desparticionado, agora é um HD de 400 GB para backup das minhas fotos digitais. O outro case externo de 250 GB também foi formatado e agora é backup de documentos, músicas, arquivos de GPS etc. Dentro do PC ficou um HD de 250 GB particionado em 120 GB para o Windows, 20 GB para o Photoshop e outros softwares que posso instalar separados para ganhar performance e o restante para arquivos temporários, cachê etc. Dentro do gabinete estão ainda mais um HD de 1 TB onde ficam todos meus arquivos e outro HD de 500 GB para backup de imagens.
E aproveitando os momentos em que o PC trabalhava na desfragmentação, backup ou coisa parecida aproveitei também para dar um trato no Notebook. Não tive tempo (acho que nem tanto tempo, mas mais paciência) para reinstalar o Windows XP nele mas dei uma organizada nas partições do seu HD e em algumas configurações para ter maior proveito.
Agora aparentemente está tudo ok, mais rápido e estável e posso voltar normalmente ao trabalho. Só pra constar as configurações ficaram:
PC Tacio - Core 2 Quad Q6600 2,4 GHz + 4 GB RAM 533 MHz dual + vídeo ATI x1650 512 MB + HD 250 GB (3 partições) + HD 500 GB + HD 1 TB (todos Sata II) + Windows Vista Ultimate 64 bits.
Notebook Sony Vaio - Centrino 1,7 GHz + 2 GB RAM + HD 80 GB (4 partições) + Windows XP Pro.
Cases externos - HD 400 GB (SATA) + HD 250 GB (IDE) + HD 80 GB (IDE NOTE).


sexta-feira, 22 de maio de 2009 - Nova via na Pedra da Divisa: "Só as Cachorras"
Depois do Eliseu, o Pedro e eu iniciarmos a conquista da via na 4a. feira voltamos até a Pedra da Divisa hoje para terminar o trabalho.
Logo que chegamos na base o Pedro subiu a equipando e no seu platô puxou a enxada e vassoura para o alto e começou o trabalho de capinar, tirar terra das fendas e tirar duas colméias de abelha cachorro da via, o que ele acabou fazendo em duas partes já que na primeira etapa desceu como um louco rodeado de abelhas grudadas no corpo e cabelo.
De volta a parede ele terminou o serviço, acabando de derrubar os enxames, terra e mato então desceu dando uma varrida nas agarras e depois de algum tempo parados na base esperando as abelhas irem embora (e não foram) fomos escalar a via It's Only Rock n'Roll But I Like It, ou simplesmente Rock n'Roll (VIIb). Eu tinha trabalhado essa via há cerca de um mês atras e com as dicas do Igor consegui isolar todos seus movimentos (o crux é a saída do teto). Hoje voltei preparado psicologicamente e com os movimentos do crux decorados e em uma única tentativa encadenei a via, um 7b muito bonito e explosivo no final.
Depois disso a via foi escalada pelo Pedro e no final da tarde entramos para finalmente escalar a nova via conquistada: "Só as Cachorras". O Pedro subiu na frente equipando e eu fui de segundo a limpando (limpar essa via rapelando vai dar trabalho, principalmente porque ela usa proteções móveis no seu final e é bem negativa). Da parada descemos até a base, juntamos as coisas e fomos embora. Só ficou faltando uma chapeleta em um trecho que achamos necessário, isso será resolvido em breve (mas é possível escalar como está, só precisa de mais atenção e cuidado).
O nome final da via foi decidido hoje e ficou "Só as Cachorras" por causa das abelhas cachorro na via (elas ainda estavam lá quando a escalamos e realmente faz com que você escale rápido para fugir e minimizar a quantidade de abelhas no seu cabelo e roupas). A graduação precisa ser confirmada mas está entre 7a/b. A via é equipada com chapeletas e parada dupla com chapeleta e "P" e no seu terço final é protegida em móvel, leve friends Rock Empire (tamanhos 4 e 5 foram usados) ou Camalot Black Diamond (tamanho 2 e 3) ou equivalentes de outra marca.
As fotos do início da conquista estão no link Escaladas e Conquista Pedra da Divisa e as fotos de hoje no link Conquista de via SBS.


quinta-feira, 21 de maio de 2009 - Escaladas e conquistas na Pedra da Divisa, SBS
Nos últimos dois dias à tarde fomos eu e o Pedro na Pedra da Divisa junto com o Eliseu Frechou ajudar na conquista de algumas vias de escalada.
Ontem nós fomos no setor Tetos, onde eu já havia escalado algumas vezes. Junto também foi o Crevinho, escalador local daqui de São Bento, e lá ajudamos a abertura de uma nova via de escalada. Ainda sem nome (em análise) ela esta localizada entre as vias Rock N'Roll e a Morchiba subindo por uma fenda bem fácil de ser identificada (e chapeletas dourado e azul). O Eliseu, que já havia batido uma chapa na via subiu primeiro pela Morchiba e depois de colocar com sua hiper-mega-super furadeira outra chapa mais abaixo da parada lateral desceu para que eu e o Pedro experimentássemos a via e desse sugestão de onde protegê-la.
Eu entrei primeiro por um trepa pedra bem na esquerda e fui até a chapa na parede dando minhas sugestões de onde proteger. Depois escalei novamente saindo pelo seu diedro, uma saída um pouco mais difícil mas que ficou sendo a linha oficial da via. Depois disso foi a vez do Pedro entrar pela mesma linha e também dar suas sugestões sobre a linha e proteçõese logo depois o Crevinho.
De volta ao chão o Eliseu subiu para prender outras chapas e, em vez de parar dentro da chaminé final da via no seu platô viu que era possível continuar virando seu teto e parando sobre um bom platô - e foi o que ele fez - montando então a parada da via depois da virada do teto e deixando a corda fixa para eu e o Pedro terminarmos o trabalho de grampeação enquanto ele ia embora levar o Crevinho para a escola.
Subi então até o local onde achamos ideal para a primeira chapeleta e, depois de puxar a furadeira para cima fiz o furo e prendi o primeiro parabolt e em sequência a primeira chapeleta da via. Desci e enquanto juntava as tralhas que estavam espalhada o Pedro subiu e colocou as outras duas proteções na via. Nisso já escurecia e logo que o Pedro chegou no final da via para liberar a corda fixa e rapelar pegamos nossas coisas e no escuro descemos a trilha e voltamos para o alojamento para um merecido jantar.
Hoje íamos voltar para finalmente escalar essa via mas acabamos indo para o setor Corujas onde o Pardal e Rogerinho queriam entrar em uma nova via (Tomahawk, um provavel 9a/b), o Eliseu em um 9b (Agente Laranja) e conquistar mais uma via.
Logo que chegamos a via foi escalada pelo Pardal e pelo Rogerinho enquanto eu e o Eliseu fazíamos algumas fotos. Depois disso, aproveitando a corda fixa subi jumareando até a parada da via de onde fotografei o Eliseu escalando a via Agente Laranja, simplesmente um 9b! Da parada o Eliseu seguiu ainda para a direita à procura de um local para montar mais uma parada e desceu montando mais uma via na parede enquanto eu descia para a base. Enquanto ele e o Rogério grampeavam a nova via eu, o Pedro e o Pardal ficamos batendo papo e pouco antes de escurecer fui como Pedro escalar a via Africa (VI), a via mais fácil do setor e bonita de ser escalada.
De volta ao chão e com o Sol indo embora juntamos nossas coisas e já no escuro descemos até o carro. De lá alguns poucos minutos e logo estávamos aqui no alojamento para nosso macarrão com carne moida e milho de ontem e um banho.
Amanhã iremos novamente na Pedra da Divisa para finalmente escalar a via que ajudamos a conquistar. Aparentemente é um 6o./7o. com saída em diedro, depois segue por boas agarras em uma sequência tranquila de movimantos, uma pequena chaminé e saída para montar no teto com agarrões. Logo posto mais infos!
Algumas fotos já estão disponíveis no link Escaladas e conquistas Pedra da Divisa.


quarta-feira, 20 de maio de 2009 - Anormais aprendendo a voar no teto do Bau
Depois das mudanças de plano de vir para São Bento na segunda-feira à noite graças a um problema que tive simplesmente em 3 HDs no computador (isso que dá ficar fazendo testes instalando novo sistema operacional) só pegamos a estrada para São Bento na terça-feira cedo, depois de poucas horas de sono para (quase) resolver todos os problemas.
Em São Bento passamos no abrigo, separamos o equipo necessário, fomos para o centro almoçar e depois seguimos para o estacionamento do Bauzinho onde depois de 15 min de sono, às 13hs começamos a trilha em direção ao Col (colo entre Bau e Bauzinho).
No col nos equipamos e logo comecei guiando a primeira enfiada, uma travessia horizontal em móvel da via Learning to Fly (VI sup) onde depois de armar uma parada em móvel fiz a segurança para o Pedro escalar a continuação (também em móvel) pelo diedro da via até o seu final.
Da parada segui então pela travessia até a via Anormal (IV) seguindo direto até sua parada, logo abaixo do teto do Bau onde nos encontramos com outro escalador que estava acabando de escalara  via Domingos Giobbi, uma pretenção minha e do Pedro para um futuro próximo.
Mudamos novamente de parada e então entrei na via Teto do Bau (A0), uma via totalmente em artificial fixo (chapas) que segue pelo bico do Bau até seu topo. A via é fácil mas simplesmente alucinante, exposta e linda! Totalmente aérea seguindo chapa após chapa pelo teto até chegar em seu bico mais externo para o lado do Bauzinho e de lá em livre até o cume onde estão os parapeitos do topo. Eu guiei a via até a parada e morrendo de frio esperei a vinda do Pedro e que ele guiasse até o topo onde chegamos já no escuro às 18h30.
De lá foi só descer pela trilha para o estacionamento do Bauzinho e às 19h30 já estávamos no carro descendo para a cidade para um merecido lanche, compra no supermercado, banho e cama!
E sobre o título do post, Anormais aprendendo a voar no teto do Bau, é por causa das 3 vias que fizemos na sequência: Learning to Fly, Anormais e Teto do Bau ;-)
As fotos já estão no link Escaladas Pedra do Bau.


sábado, 16 de maio de 2009 - Escalada no Morro do Maluf, Guarujá
Ontem à noite em uma decisão de última hora decidi ir para o Guarujá escalar no Morro do Maluf. Acordei hoje cedo e logo eu e a Paulinha passamos em sua casa, pegamos o Gabriel e seguimos pela Rodovia Anchieta (pagando o pedágio mais caro do Brasil: R$17,00 para ir de São Paulo para o litoral Sul) até o Guarujá, onde depois de um lanche nos encontramos com o Ricardo na rua de acesso à parede.
Fomos até a base da parede tendo que abrir a trilha com facão em alguns momentos (o mato está MUITO grande mesmo!) e entrei na via Lu Bola (6º VII). A escalada foi bem, tirando apenas a tensão de ver algumas proteções em estado realmente precário devido a maresia e da parada da via dei a segurança para o Ricardo. Inclusive eu pretendia escalar também a via Adão mas desisti ao ver que sua segunda chapeleta, bem no crux da via, estava quebrada! Espero que ninguém tenha se machucado quando essa chapa foi rompida!
De volta ao chão depois de um rapel também tenso já que a parada da via tem um "P" bem caseiro pedindo para arrebentar de tão enferrujado (com uma malha rápida enferrujada igual e um mosquetão de aço indo pelo mesmo caminho) e uma chapeleta com argola aparentemente em bom estado (mas com parafuso enferrujado) fui então escalar a via Do Diedro (5º VI), essa com todas as proteções em bom estado e depois de algumas quedas no seu crux (da última proteção para a parada) a terminei. Essa via apesar do croqui dizer ser mais fácil que a anterior achei bem mais complicada no seu final e constante no seu começo.
De lá o Ricardo foi embora então fui com a Paula para a via das Fendas Cegas (3º IV) a qual escalei até a primeira parada de onde dei a segurança para a Paulinha. Saindo de lá voltamos para o carro, fizemos uma pausa na praia para um suco e o Gabriel brincar na areia e pegamos estrada passando por Santos para uma esfiha e depois voltamos para São Paulo.
Para um dia que eu pretendia ficar em casa enferrujando sem fazer nada foi bem proveitoso escalando em um lugar que eu não escalava há uns 5 anos pelo menos! Se você for para lá só fica a dica para olhar bem as proteções das vias, algumas estão realmente precárias e talvez não aguentem uma queda! Na dúvida não entre nessas vias! Duas que estão condenadas ao meu ver são a Via Adão (2ª chapa quebrada) e via Lu Bola que compartilha a parada com a Adão e está com um "P" totalmente podre e uma chapeleta com parafuso enferrujado.
Algumas fotos tiradas pela Paulinha já estão no link Escalada Morro do Maluf.


sexta-feira, 15 de maio de 2009 - Mais escalada em São Bento do Sapucaí e volta a São Paulo
Ontem de manhã eu e o Pedro tomamos nosso café no abrigo do Eliseu, pegamos as mochilas com o equipamento, passamos em um escritório no centro da cidade para dar um alô para a Lu (que agora mora em SB e com quem eu havia escalado em Pedralva ano passado) e fomos para Pedra da Divisa escalar.
Logo que chegamos fomos direto para o setor Pilar Central onde nos equipamos para escalar em artificial a via Filhas de Satã, uma via que é normalmente escalada em livre (5º VIIIb) que pode também ser escalada em artificial já que a mesma foi conquistada dessa maneira pelo próprio Eliseu que nos indicou essa escalada como treino.
Achamos um bambu e montando um clipstick passamos a costura com a corda na primeira chapeleta e logo comecei a escalada da via, saindo do chão já usando cliff em minúsculas agarras e iniciando a progressão.
A subida foi perfeita, eu estava bem concentrado e seguro na escalada então segui até sua 4ª proteção (chapeleta) usando apenas cliffs em agarras e proteções móveis (nuts e friends) em sua fenda sem sequer usar as outras chapas como proteção ou para apoio durante a ascensão. Na 4ª proteção da via, onde ela deixa de ser um 8ºb e passa a ser um 5º grau deixei um mosquetão e rapelei para que o Pedro também fizesse a escalada.
O Pedro que não tem treinado tanto artificial passou alguns momentos de stress durante a subida, xingando bastante e levando algumas quedas quando os cliffs escapavam da rocha e depois de algumas tentativas resolveu desistir e treinar antes em vias mais tranquilas. Como eu tinha que recuperar o mosquetão deixado na 4ª proteção e ainda pensava em deixar a corda fixa para que treinassemos ascensão pela corda (jumarear) subi novamente a via.
Minha segunda subida foi bem pior que a primeira, além de entrar na via desconcentrado o fato de ver o Pedro levar algumas quedas afetou um pouco meu psicológico e logo na saída levei uma queda no mesmo ponto que um cliff havia escapado com ele. Na sequência levei também mais duas quedas, uma com um nut e outra em um friend mal entalados na fenda que resolveram sair sem avisar. Tirando os incidentes, depois da metade da via voltei a me concentrar e o resto da escalada correu sem nenhuma queda ou problema alterando novamente lances em cliff ou friends e nuts na fenda.
Na 4ª proteção fixei a corda, rapelei até a base e então o Pedro subiu treinando ascensão pela corda (jumareando). Na sequência foi minha vez de sofrer usando os jumares e subir até o final da corda onde desarmei a parada improvisada e desci.
Na base arrumamos nossas coisas e sem muita pressa descemos a trilha até o carro e seguimos até o alojamento onde arrumei minhas coisas, comi um pouco do macarrão que tinha sobrado e dei uma cochilada antes de deixar o alojamento, passar no Açaí (para não perder o costume) e ser deixado pelo Pedro na rodoviária de São José dos Campos onde às 22hs peguei um ônibus de volta para São Paulo.
Hoje passei o dia trabalhando e colocando tudo em dia e para o final de semana não tenho planos definidos. Estou com a garganta meio irritada (além de alguns músculos doloridos, principalmente os abdominais) e não sei se escalarei em algum lugar ou se ficarei me recuperando, isso vou decidir ainda.
Também atualizei o site com mais fotos das Escaladas em São Bento do Sapucaí.


quarta-feira, 13 de maio de 2009 - Escaladas em São Bento do Sapucaí
Desde 2a. feira estou aqui em São Bento com o Pedro (www.pedrohauck.net) para algumas escaladas na região da Pedra do Bau.
Ontem acordamos cedo, tomamos café em uma padaria e fomos até o Bauzinho onde nossa idéia era escalar a via Neurônios Fritos (5o. VIIa A3). Começamos a trilha de descida para a face Norte do Bauzinho e depois de alguns minutos de caminhada estávamos na base onde começa o trepapedra que leva até a verdadeira base da via.
Entrei guiando no primeiro lance em rocha e depois entrei em um longo trepapedra e mato (uma floresta de capim gordura) que levou até o platô do bivaque onde logo o Pedro chegou também. Nesse platô procuramos e procuramos indícios do caminho a seguir a via e depois de muito tempo perdido e só "achando" que ela seguia para determinado lado resolvemos descer porque já era tarde para encarar uma via daquele nível.
A descida foi tranquila fazendo rapel em algumas árvores e logo estávamos no chão firme almoçando nosso lanche e seguindo para a ba se da V de Vingança.
O Pedro entrou guiando a 1a. enfiada da via, um lindo diedro e logo achamos que também não valia a pena seguir por ela já que estávamos carregando muito peso (friends, nuts, estribos, cliffs etc etc.) e isso poderia nos causar problema na parede. Subi então até a primeira parada da via só para algumas fotos do Bauzinho e Bau (e principalmente tentar descobrir por onde ia a Neurônios), rapelamos até a base e seguimos então a trilha de volta até o carro e de lá de volta à cidade.
Na cidade passamos em um lugar para comer Açaí (Ponto do Açaí - recomendo!), supermercado e voltamos então para o Abrigo do Eliseu Frechou onde ficamos hospedados e preparamos nossa janta antes de irmos dormir.
Hoje acordamos mais tarde, ainda cansados e com o psicológico um pouco abalado de ontem, tomamos café, nos arrumamos e decidimos então tentar a via Cidade Deserta (4o. V A2).
Saímos do alojamento, pegamos estrada e por volta das 10 hs estávamos no início da trilha para a Ana Chata. Algum tempo de caminhada e às 10h35 estávamos na base das vias procurando o início da Cidade Deserta.
Andamos um tempo pela base e logo achamos uma via que começava como o croqui indicava. O Pedro entrou guiando e quando chegou na 4a. chapeleta percebeu que estávamos na via errada. Estávamos na Justiceiro. Enquanto ele rapelava eu fui então mais uma vez procurar a base da via e assim que ele desceu fomos então escalá-la.
O Pedro novamente entrou guiando na 1a. enfiada e agora sim estávamos na via certa. A saída é complicada em alguns lances de aderência mas tudo correu bem, logo o Pedro estava na 1a. parada fazendo a segurança para que eu subisse.
A 2a. enfiada também foi guiada pelo Pedro que, por não encontrar o caminho certo da via, acabou fazendo uma variante indo até uma das chapas da via Peter Pan e depois montou uma parada em móvel de onde fez a minha segurança.
Subi até ele e direto segui para a 3a. parada da Cidade Deserta, logo abaixo da parede vertical e esfarelenta que é escalada em artificial (com uso de estribos, cliffs, peças móveis etc.). De lá fiz sua segurança, fizemos um breve lanche e logo entrei guiando nessa enfiada em articial.
Os lances são fáceis mas a falta de prática em artificial fez alguns lances serem bem tensos. Logo na saída sai com o uso de cliffs e depois de umas 3 sequências usa um parafuso onde se usa um cabo de nut para subir. De lá mais outra sequência de cliffs, uma cantoneira e uma sequência em móveis que termina em uma outra chapeleta no final do negativo onde montei uma parada mista usando alguns friends e a própria chapeleta.
Lá fiz o içamento da minha mochila, fixei a corda e o Pedro subiu jumareando (e xingando muito!). Alguns minutos passaram e logo ele estava ao meu lado dando segurança para que eu saísse do lance em artificial novamente para escalada livre. Nesse momento tentei me transferir de estribo mais para a lateral para facilitar a minha saída e uma pequena agarra onde estava o cliff quebrou, um barulho e uma queda (minha primeira queda em artificial). Felizmente ainda estava com a outra daisy-chain na chapeleta então foi mais susto do que queda, mas muito susto!
Voltei onde estava, subi mais o estribo até um friend entalado, peguei em uma agarra boa e comecei a montar no platô (onde o Pedro me ajudou liberando as duas daisy-chains que estavam nas proteções). De lá foi só me manter calmo e concentrado e logo estava indo em direção a parada da via.
De lá fiz a segurança para o Pedro e seguimos então até a linda crista da Ana Chata que nos levou até o seu cume. Lá fizemos uma pausa para as bolachas finais, algumas fotos e descemos para o carro onde chegamos ãs 17h30.
Na cidade fizemos a pausa básica para Açai (com leite em pó e coco ralado fica excelente) e voltamos para o alojamento para um merecido banho e macarrão requentado da janta de ontem. Agora só acessar internet, colocar tudo em dia e ir dormir. Amanhã ainda não sei o que faremos mas provavelmente eu volte para São Paulo no final da tarde.
Algumas fotos já estão disponíveis no link Escaladas São Bento do Sapucaí.


segunda-feira, 11 de maio de 2009 - 2º Ciclo de Palestras sobre Atividades em Montanha - Acampamento Base Marins
Divulgando:



O 2º Ciclo de Palestras sobre Atividades em Montanha acontecerá no dia 16 de maio, no Acampamento BASE MARINS no município de Piquete / SP.

O Evento marca a abertura oficial da temporada de inverno no município e região em atividades de esporte, cultura e turismo em montanha. Os temas abordados terão seu foco principal em princípios de comportamento e segurança nas diversas atividades que podem ser desenvolvidas ao longo de todo o período de outono e inverno, onde o numero de visitantes aumenta consideravelmente.

Considerados referências em suas áreas de atuação, os palestrantes convidados irão ocupar boa parte de suas falas com importantes informações e exemplos de como os visitantes podem e devem atuar pela defesa e conservação do meio ambiente, como se comportar e o que fazer em caso de emergência em ambientes naturais, além de programas vitoriosos e implementados em parques e unidades de conservação em diversos municípios do estado de São Paulo, bem como seus parques estaduais.

PROGRAMAÇÃO
14:00 - CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA NO VALE DO PARAÍBA Ocílio José Azevedo Ferraz - Sociólogo, Secretário de Turismo de Piquete, ex-membro dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, Turismo e Cultura, ex- professor da UNIP e SENAC, autor de diversas publicações na área de Turismo, Cultura e Gastronomia.
15:00 - AÇÕES PARA O FORTALECIMENTO DAS ATIVIDADES EM MONTANHA Silvério Nery - Engenheiro Elétrico - USP, Presidente da CBME - Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada e da FEMESP - Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo -. Montanhista amador (montanhas nevadas na Bolívia e Peru, paredes rochosas nos Estados Unidos, Rio de Janeiro, Itatiaia, São Bento do Sapucaí, Andradas, Bragança Paulista, Guarujá, Nova Friburgo). Faz trekking (Parque Nacional Torres Del Paine no Chile, Circuito do Annapurna e o trekking ao Campo Base do Everest no Nepal, travessias na Cordilheira Huayhuash e Cordilheira Blanca no Peru, e travessias (Serra Fina, Marins - Itaguaré, Petrópolis - Teresópolis, Serra do Cipó).
16:00 - PROGRAMA PEGA LEVE! - MÍNIMO IMPACTO EM AMBIENTES NATURAIS Milton Dines - Doutorando em Geografia do Turismo - USP, Coordenador do "Programa Pega Leve!".
16:30 - PLANEJAMENTO E MANEJO EM TRILHAS Roney Perez dos Santos - Geógrafo atuante no CEU - Centro Excursionista Universitário desde 1980 como montanhista, espeleólogo e canoísta. Instrutor de diversos cursos de montanhismo espeleologia, fotografia de natureza, implantação e recuperação de trilhas, meteorologia de campo para montanhistas. Co-autor do "Programa Pega Leve!". Colaborador da FEMESP. Funcionário da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo/ CETESB desde 1986 trabalhando com: recuperação de ecossistemas degradados, diagnóstico ambiental, geoprocessamento, ecoturismo e uso público nas unidades de conservação, implantação de projetos e gestão da pesquisa ambiental.
No domingo dia 17 haverá subida ao Pico dos Marins com acompanhamento de monitores e guias da região saindo da BASE MARINS às 7:30 hs.

Organização Big Mountain - Promoções & Eventos - [11] 9770-1991 - Milton Gouvea

Realização: Acampamento BASE MARINS - www.basemarins.multiply.com

Apoio: FEMESP - Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo - www.femesp.org
CBME - Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada - www.cbme.org.br
CIRCUITO TURÍSTICO MANTIQUEIRA CJRVB - Campos do Jordão e Região Convention & Visitors Bureau - www.conventionbureau.org.br
Prefeitura Municipal de Piquete - Secretaria de Turismo

Colaboração: NATUREZA FM - 107,9 MHz
TRIBOO - Loja e academia de montanhismo e escalada - www.triboo.com.br
IRC - Idelmo Reis Consultoria


domingo, 10 de maio de 2009 - Escaladas na Pedra da Represa - Salesópolis
Ontem, dia 9 de Maio, fui eu, Paulinha, Gabriel, Osvaldo e Edson para a Pedra da Represa em Salesópolis onde nos encontramos com o Ricardo e Wagner.
Saímos de São Paulo por volta das 8hs e depois de alguns quilômetros na Carvalho Pinto entramos rumo a Mogi, de lá para Biritiba Mirim e depois de algumas horas em estradas ruins e com trechos em reforma chegamos na cidadezinha de Salesópolis onde paramos em uma padaria para um merecido lanche.
De volta a estrada foram mais alguns poucos quilômetros sempre seguindo as placas que indicam "Aterrado" e logo estávamos estacionando o carro e pegando nossas mochilas para escalar.
Na base nos encontramos com o Ricardo e o Wagner que tinham também acabado de chegar e por volta das 11 hs começamos a escalar. Entrei primeiro na via 120 graus para aquecer e conhecer a rocha sendo seguido pelo Osvaldo. Depois de terminá-la deixei um top rope armado para que o Edson (que teve seu primeiro contato com escalada em rocha lá) e a Paulinha pudessem escalar e segui então com o Osvaldo para outras vias enquanto o Ricardo e o Wagner faziam a Santa Ignorância.
Eu e o Osvaldo estávamos em um dia bom e bem empolgados para escalar o que fosse possível no dia. Depois da 120 graus passamos o resto do dia escalando (até quase 18hs) escalando praticamente na sequência e com algumas poucas pausas para descanso as vias: Polenta Frita (5 Vsup), Irmanos (5 Vsup), Teleférico (2 II), Super SayaJin (5 VII), Coça as Costas do Duende (3 IV), Impossíveis (5 V) e Dona Xepa (5 VIsup).
O local é um campo escolas mas eu gostei muito da qualidade das vias, rocha e proteções e com certeza voltarei para repetir algumas vias e fazer as que faltaram. Destaco as vias Super SayaJin, que tem uma saída espetacular que é um 7º grau bem técnico com minúsculos regletes em uma parede bem vertical (crux constante da 1ª à 3ª proteção), só faltou completar a 2ª enfiada porque sua fenda no teto estava infestada de abelhas e vias Dona Xepa e Impossíveis com saídas estilo boulder em pequenos regletes em uma barriga na parede.
Na saída de lá resolvemos mudar o caminho então seguimos rumo Santa Branca e Jacareí, saindo no km 83 da Carvalho Pinto. No final esse caminho é 10 km mais longo mas compensa no tempo de viagem.
As fotos da viagem e croqui das vias já estão disponíveis no link escaladas salesópolis e os tracks de acesso no link arquivos GPS.


sexta-feira, 8 de maio de 2009 - Teste de postagem - blogger dando erro no upload ftp
Apenas testando uma postagem pq o sistema de upload de arquivos do blogger pra o meu FTP ta com problemas... toda hora dando erro: java.net.ConnectException: Connection timed out.
Já mudei algumas configurações que pelo que li na Net ajudariam mas até agora nada... e para acessar o ftp por outros programas esta tudo normal (Firefox, WS_FTP), vamos ver se volta ao normal logo.
Enquanto isso continuo brigando com o worm de spam aqui no PC... consegui desativá-lo, mas limpar de vez ainda não.


quarta-feira, 6 de maio de 2009 - Vírus enviando milhares de Spam por dia...
Ontem à noite vendo que meu PC e conexão haviam ficado lentos descobri que tinha sido infectado pro um vírus que estava enviando milhares de emails spam por hora (mais de 10000 por hora pelo que notei pelo AVG)!
No início achei que seria simples a limpeza mas não foi tão simples assim. O vírus que demorou para ser encontrado, um cavalo de tróia Rootkit-Agend.DI, estava infectando arquivo do sistema que o software antivírus não conseguia limpar e não podia apagar. Rodei e rodei a internet vendo o processo svchost.exe rodando no meu PC sem conseguir fechá-lo e enviando milhares de emails pela minha conexão.
Uma das maneiras para interromper temporariamente o envio dos milhares de spam (e são spams enviados para listas de email, não apenas spam para minha lista de emails do outlook) foi usar o programa Process Explorer. Ele lista os processos ativos com mais detalhamento e funções que o Gerenciador de Tarefas do Windows. Por ele descobri quais svchost.exe estavam acessando a internet (3 processos) e como não adiantava pará-los (eles voltavam) pude pelo menos suspendê-los temporariamente.
Instalei outros aplicativos como o antivirus avast, rodei pela web o Kaspersky, instalei o CCleaner, Malwarebytes', SDFix, BankerFix etc etc etc e de vez em quando algum achava um worm, vírus ou erro no sistema, mas nada de resolver o problema.
Depois de muito e muito tentar limpar e descobrir qual o arquivo infectado (C:/Windows/System32/Drivers/ndid.sys) e só consegui fazer a limpeza em modo gambiarra. Como ele executava o arquivo svchost.exe (C:/Windows/System32/svchost.exe) reiniciei o PC em modo dbug e via DOS renomeei o arquivo. Reiniciei o PC e mesmo com alguns erros o Windows iniciou. Então mais uma vez rodei o antivirus e fiz a mesma coisa para o arquivo ndis.sys só que tendo que apagá-lo em vez de apenas renomear).
Novamente o sistema em modo segurança, alguns problemas por falta do arquivo, antivirus, antispy, antimalware, antierro do sistema e anti mais o que quer que fosse rodando e o arquivo foi limpo. Ai foi só voltar com os arquivos para seus nomes e locais originais, reiniciar o windows, rodar tudo novamente para ter certeza que tinha limpado e aparentemente resolveu. Nem sei exatamente qual a sequência que foi feita mas no final acho que resolveu.
Logo os antivirus devem lançar um update que limpa isso de uma vez, mas como não gostei de ver meu PC sendo usado como servidor para enviar mensagens o jeito foi quebrar a cabeça durante várias horas até resolver.
Abaixo cópia de alguns emails que enviei (sem querer) pelo mundo. Os destinos são .nl (holanda?), .uk (reino unido), .ru (russia) e por aí vai...
 
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B?e?? kyp?epa k ?a? ? o???. ?p? cy??e ?ak??a ?o 300 ?o??apo? - 500?, ?p? ?aka?e ?a ?y??y ?p????a??y? ?00 ?o??apo? - ??c??a??o
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segunda-feira, 4 de maio de 2009 - Subida dos Picos Itaguaré, Agulhas Negras e escalada no Morro do Camelo
Em pleno dia do trabalho acordei às 5hs da noite (sim, 5hs para mim ainda é noite, madrugada seria algumas horas mais tarde!) e às 6hs eu e a Paula nos encontramos na estação São Judas do metrô com o Eduardo Sanhudo, Camila "Sanhuda" e Thunder.
De lá seguimos estrada nos encontrando com dois amigos do RJ, o Rafael (Vin) e André Requeijo, na rotatória de Cruzeiro e em seguida seguimos direção à Passa-Quatro - MG, onde próximo a entrada de acesso à Toca do Lobo (início da travessia Serra Fina) entramos pela estrada de terra que segue em direção oposta levando até a base do Pico Itaguaré. No começo a estrada segue bem mas depois de alguns quilometros fica bem mais esburacada e com subidas em terra fofa onde o coitado do carro alugado pelo Requeijo e Vin não conseguiu subir, a solução foi deixar então o Prisma onde estavamos, transferir algumas mochilas do meu carro para ele e seguirmos todos no meu carro até a base da montanha, onde chegamos pro volta das 11hs da manhã.
No início da trilha de subida do Itaguaré nos arrumamos, pegamos apenas o necessário para a subida e começamos a caminhada às 11h30. O Sanhudo, se recuperando de uma fratura no pé foi em ritmo mais lento e disse para continuarmos e não se preocupar e foi o que fizemos seguindo a trilha até o cume do Itaguaré onde chegamos por volta das 14h40 depois 3 km de trilha e ascensão acumulada de 773 m!
No cume fizemos algumas fotos, comemos um lanche e logo começamos a descida chegando no carro às 17h30 onde o Sanhudo e a Camila nos esperavam. De lá foi só jogar tudo no carro, pegar estrada, recuperar o coitado do Prisma e seguir para Passa-Quatro para um merecido jantar.
Saindo de Passa-Quatro seguimos rumo Itamonte, de lá para a Garganta do Registro e depois de uma breve pausa para um milho verde subimos a estrada de terra para o PNI parando para acampar na m*&%a do Alsene (único lugar permitido acampar na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia que extorque as pessoas cobrando R$20,00 por pessoa por dia para acampar em um gramado dentro da área do parque e poder usar um banheiro sujo, realmente um lixo de lugar com atendimento de mesmo nível). Mas esquecendo esse detalhe armamos nossas barracas e logo fomos dormir.
No dia seguinte acordamos às 6hs, arrumamos nossas coisas e às 7hs quando entramos no carro e fomos subir para o parque vimos que um pneu estava vazio! Fizemos uma troca quase em velocidade de F1, em uns 15 minutos e a menos de 10ºC de temperatura  trocamos o "pequeno" pneu do Defender e subimos para o parque onde fizemos nosso café da manhã e começamos a caminhada rumo ao Pico das Agulhas Negras.
No abrigo Rebouças fizemos uma pausa para pegar água e seguimos então pela trilha, onde nos encontramos com o Leandro (com quem eu tinha feito a travessia Marins-Itaguaré há 2 semanas) e sua namorada. Fomos seguindo a trilha, cada vez mais lotada com um verdadeiro trânsito de farofeiros subindo a montanha e depois de algumas horas, 5,5 km de caminhada e 403 m de desnível acumulado estávamos no cume lotado do Agulhas Negras (onde graças à lotação e fila desistimos de fazer o rapel e subir até onde se encontra o livro de cume para evitar muito trânsito na descida).
A descida foi bem, passando por alguns poucos grupos de pessoas e durante alguns minutos embaixo de uma bonita chuva de granizo que deixou a montanha com muitas partes cobertas de bolinhas de gelo como se tivessem derramado sagu na montanha. Fizemos então mais uma longa pausa próximo ao abrigo Rebouças e às 17 hs saímos do parque e voltamos para o nosso acampamento na m&*#a do Alsene onde jantamos e depois fomos dormir.
No dia seguinte acordamos e cobertos de preguiça fomos então escalar no Morro do Camelo, uma das montanhas mais altas do Brasil mas pouco valorizada devido seu acesso absurdamente fácil: menos de 5 min de caminhada até o cume! Subimos por sua trilha até seu cume, o Vin montou o top rope em uma de suas vias (Dedos Sangrentos - VI sup), uma via com começo bem tranquilo que vai ganhando inclinação com crux na passagem vertical para o final da parede, uma via muito bonita que passei tranquilamente por ser bem no estilo que eu gosto de escalar: pequenos regletes e bom trabalho de pés. Ela foi ainda escalada pelo Vin com apenas uma queda (idiota para ressaltar) logo depois do crux e em parte pela Paulinha, Camila e Thunder.
De lá descemos para o carro e sem perder tempo começamos a nossa descida para a Garganta do Registro onde fizemos mais uma pausa para milho verde e pinhão cozido. Nos depedimos e seguimos cada um seu caminho com o Vin e o Requeijo voltando para o RJ e eu, Paula, Sanhudo, camila e Thunder voltando para São Paulo onde chegamos por volta das 20 hs.
O feriado e final de semana foram muito bem aproveitados, dois cumes muito gostosos de subir e uma escalada curta mas bonita para fechar. Ambos os locais eu já havia visitado algumas vezes e pretendo voltar a visitar muitas outras vezes.
Os arquivos para GPS atualizados já estão disponíveis para download e as fotografias nos links Pico Itaguaré e Itatiaia.


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