Tacio Philip Sansonovski - fotógrafo macro e montanhista

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007 - Fotografe melhor, chegando a um final amigável
Depois de algumas faiscas o problema que tive com a quebra de acordo (verbal) com a revista Fotografe Melhor sobre a divulgação do meu site em troca de acessoria para a matéria sobre macrofotografia com câmeras compactas (Fotografe Melhor Digital ed.19) parece estar chegando a um acordo.
Hoje, depois de diversos emails com o Sérgio Branco e negociações chegamos a uma solução que agradou ambas as partes. A redação da revista disse que a falta do link em questão foi por esquecimento do repórter que escreveu a matéria e que o erro será reparado fornecendo espaço nas revistas Fotografe Melhor (edição Outubro) e Fotografe Melhor digital (edição Novembro) para divulgação do meu site/cursos e errata sobre o ocorrido.
Caso alguém tenha repassado o meu primeiro e-mail para outra lista de fotografia ou outras pessoas, peço que redirecione este e-mail também para que saibam que o ocorrido esta chegando a um final amigável.
O ideal seria que não tivessem esquecido da divulgação do meu site (meu único pedido para a matéria), assim como acho que seria simples colocarem sempre no final das matérias, com o nome do colaborador, o seu site pessoal ou comercial (como é feito nas revistas importadas como Outdoor Photographer, Popular Photography) e que não tivesse sido necessária tanta exposição de ambas as partes para chegar a uma solução, mas o fato é que eu tinha entrado em contato com o repórter que fez a matéria há algumas semanas e não tinha chegado a nenhum acordo, apenas justificativas.
Mas é isso, a vida continua, continuo fotografando, a revista publicando e pessoas ajudando com matérial. Só não caiam no mesmo engano que eu, formalizem em papel tudo que for tratado e caso não seja cumprido tente uma negociação amigável, se não chegar a um acordo, abra uma ação. Só quando a maioria dos fotógrafos (amadores ou não) que colaboram com revistas deixarem de colocar o rabo entre as pernas com medo de redações e "queimar filme" que seremos mais respeitados. E lembre-se: nem relógio trabalha de graça e as revistas não são ongs.
Tacio Philip - www.tacio.com.br / www.macrofotografia.com.br


segunda-feira, 27 de agosto de 2007 - Revista Fotografe Melhor: seja usado, escreva matérias
Muitas pessoas lêem a revista Fotografe Melhor e devem pensar que as matérias publicadas na revista são compradas, encomendadas, que as pessoas que as escrevem tem seu trabalho reconhecido e pago. Afinal, é uma revista que se vangloria de ter uma grande tiragem nacional e ainda ser enviada para alguns países no exterior. Mas na verdade não é isso que acontece.
Há dois meses, após ser contatado pelo Mário Bock (um dos repórteres da revista) por indicação do Sérgio Branco (editor da revista), fui com o Bock ao Jardim Botânico de São Paulo onde ajudaria na elaboração de uma matéria sobre macrofotografia com o uso de câmeras compactas digitais.
No começo parecia tudo bem e que havia uma consideração mútua entre mim (um fotógrafo profissional da área da macrofotografia e leitor antigo da revista - tenho a coleção completa desde a primeira edição) e a revista. O normal de se esperar nesse tipo de "parceria", por mais simples que seja, é que uma pessoa forneça informações, ajude a montar uma boa matéria sobre o tema que conhece e a revista também ajude a pessoa, a divulgando de maneira que não apenas a revista ganhe com vendas e matéria, mas o escritor, tenha algum retorno também, principalmente pensando que eu trabalho com fotografia e matéria em revista para mim não é apenas para encher ego, é trabalho.
Resumindo bem o que aconteceu é que fui no botânico com o Mario Bock, dei todas as explicações e dicas possíveis e imagináveis para uma boa matéria, fiz diversas fotografias com o equipamento que queriam que fosse usado e acho que meu único pedido foi: "publiquem meu site na revista", o que é um pedido bem modesto já que não ganharia um centavo sequer com a matéria (e a revista não é distribuida de graça nas bancas).
O tempo passou, voltei ao botânico ainda outra vez sozinho para fazer mais algumas imagens para a matéria e estava certo da matéria ser publicada. Passaram algumas semanas, o Mario me falou que a matéria estava pronta, tinha ido para gráfica e que sairia na próxima edição da revista Fotografe Melhor Digital (edição 19). Passa mais um tempo e a revista chega as bancas.
Para começar minha indignação, até agora não recebi sequer um exemplar da revista com a matéria. Pedi ao Bock, ele disse ter separado alguns exemplares mas até agora não deu certo de nos encontrarmos para pegá-las. O único exemplar que consegui tive que conseguir por mim mesmo. E para piorar, ao ler a matéria vi que meu único pedido não tinha sido atendido: meu site sobre macrofotografia, o tema da matéria, sequer era citado em qualquer lugar do texto.
Para completar e ver como parece ser o pensamento da redação, tanto o Mário Bock quanto o Sérgio Branco me disseram que eu não tenho consideração com a revista, que eu estava escrevendo para os leitores e não devia pensar em anuncio ou coisa parecida. Mas imagine você sendo um fotógrafo que trabalha com macrofotografia (não apenas um entusiasta querendo encher o ego como fotos publicadas) perdendo dois dias para ajudar a escrever uma matéria super completa sobre macro com compactas e fazendo um pedido simples: "publique meu site para ajudar na divulgação do meu trabalho" e no final ver que te ignoraram e apenas te usaram...
Só para comparar, ano passado tive uma matéria sobre macrofotografia (ainda mais completa) na revista Fotógraphos (edição 3). Conversei na época com a edição e me disseram não ter condições de pagar pela matéria mas que poderiam fornecer espaço para anuncio em troca, nada mais justo. E também aceitaram meu texto como enviei e ao seu final ainda aparece: "mais informações: www.macrofotografia.com.br". Na Fotografe Melhor foi sempre diferente, em 2005 publiquei uma matéria sobre fotografia no frio e meu texto foi completamente alterado (pelo menos na época citaram na matéria os patrocínios que havia tido para a expedição que resultou na matéria). Agora acontece pior ainda, sequer aceitaram um texto meu, o crédito da matéria foi dado ao Mario Bock e meu site sequer foi citado.
Resumindo: fui usado por uma revista cara que só quer sugar as pessoas que fornecem material e não tem a mínima consideração com so leitores que resolvem ajudar com conteúdo para ser vendido nas bancas.


quarta-feira, 22 de agosto de 2007 - mais uma versão "Tacio South Park"
Agora versão fotógrafo de natureza e macro.

Você me encontra assim nos parques e trilhas por aí quando estou fotografando.


terça-feira, 21 de agosto de 2007 - arquivos GPS e carta de Andradas
Já disponível no link arquivos cartas e gps parte de carta topográfica 1:50000 e arquivo GPS (formatos gtm para TrackMaker e gdb para Mapsource) com as estradas e trilhas de acesso da Pedra do Elefante e Abrigo de Montanha mapeadas na viagem para Andradas.


escalada em Andradas - MG (Pedra do Elefante)
Semana passada dia 15 fui para Indaiatuba na casa do Léo, parceiro de algumas escaladas pelo Brasil. Ficamos durante esse dia apenas conversando e passeando de Defender por uma pista de motocross próximo de sua casa e no dia seguinte, bem cedo, saímos rumo a Andradas, no Sul de Minas, para escalar na Pedra do Elefante.
Chegamos em Andradas depois de umas 2hs de estrada e depois de se perder um pouco estávamos na estrada de terra que leva à base da Pedra do Elefante. A estrada é bem ruim e felizmente estávamos em um 4x4 (é impossível subir boa parte com um carro normal), graças a isso poupamos pelo menos uns 40 minutos de caminhada, chegando de carro até onde a estrada realmente acaba, a uns 20 min da base da pedra.
Começamos a caminhada e fomos direto para a via Vulcano, uma via de 180 m que chega ao cume da Pedra do Elefante e que pode ser protegida boa parte em móvel. Entrei guiando a primeira enfiada, o Léo guiou a segunda dando uns esticões assustadores (pensei que ia voltar contando que um amigo meu morreu escalando :-D) e em seguida entrei guiando a terceira enfiada, protegendo boa parte com peças móveis.
No começo essa enfiada foi tranquila, subindo por uma grande fenda, mas ai que começaram os problemas. Logo que acaba a fenda a via segue em linha reta para cima, o guia de escaladas local diz ser um 5º grau, mas nem F**** é um 5º grau. Pelo posicionamento e tamanho das agarras (regletes minúsculos) é pelo menos um 6º sup. Mas não é só isso, comecei a subir esse lance e vi que ainda tinha pelo menos 3 proteções acima de mim (chapeletas), só que as costuras estavam acabando. Subi mais uns lances, improvisei uma costura e fui até onde deu, usando a última costura. Em seguida o lance melhorava, mas como eu nunca havia escalado essa via, não sabia se a próxima parada estaria acima do platô que eu via ou mais acima, então o melhor foi não arriscar.
Depois de olhar, pensar, olhar e pensar mais um pouco, eu e o Léo decidimos que o melhor era descer mesmo. Abandonei então um pedaço de fita e fiz rapel até a parada da via, onde o Léo reclamava de calor e sede sem saber que tinha 2 litros de água na minha mochila (do lado dele) ;-)
E os problemas não tinham acabado, como essa via faz uma grande diagonal para direita, era impossível rapelarmos. A única solução foi desescalar a 2ª enfiada da via até a 1ª parada (o que não foi tão ruim quanto eu pensava) e de lá sim, descer de rapel até a base.
Chegamos na base cansados e com fome. Comemos nosso lanche e depois fomos para a frente da pedra, onde está a via normal. Começamos a subir solando, subindo até a primeira parada sem proteção. De lá o Léo fez minha segurança e estiquei até a 4ª parada (tendo ainda atravessado de uma via para outra). Fiz sua segurança e de lá ele seguiu para a 5ª parada, e onde não sabia mais para onde a via ia para acesso ao cume. Novamente achamos que o melhor era descer.
Foram intermináveis 5 rapéis em positivo e com dor nos pés, mas logo chegamos na base, bebemos água e começamos a descer, parando só para algumas fotos e depois indo de carro até onde fica o Abrigo de Montanha Pântano para marcá-lo no GPS. De lá foi estrada novamente, indo direto para Indaiatuba, onde jantamos e logo peguei a estrada de volta para São Paulo.
O lugar é realmente bonito e tem muitas vias (de todos os graus), logo que der quero voltar para repetir (e terminar) a Vulcano e para outras vias, como na Pedra do Pântano, que é realmente impressionante e imponente.
Algumas fotos abaixo. Clique na imagem para ampliar.

Pedra do Elefante

Pedra do Elefante vista de dentro do carro

Trilha de acesso à base

Léo na base da via Vulcano

Plaqueta indicando a via (porque não tem isso em todas vias?)

Léo na fenda da 2ª enfiada

Eu na 2ª parada da via

Pedra do Pântano, quem sabe a próxima


terça-feira, 7 de agosto de 2007 - Pico dos Marins
No último final de semana fomos eu, a Jade, Guilherme, Luiz e Bel para o Pico dos Marins (2422m), próximo da cidade de Piquete - SP.
Saímos de São Paulo na Sexta-feira de tarde e depois de algumas horas no volante com apenas uma pausa pra jantar na Dutra chegamos ao Acampamento Base Marins, antiga Ranchonete, hoje mantida (e muito bem) pelo Milton Gouvêa Franco com uma ótima estrutura para montanhistas com área para camping, local seguro para deixar os carros, banheiros e lanches.
Fizemos nosso primeiro acampamento e no Sábado de manhã, às 9h30 começamos a subida para o Marins. Antes era possível ir de carro até o Morro do Careca, hoje em dia não é mais permitido pelo Ibama e temos que andar cerca de 1 hora a mais, mas nada que tire o prazer dessa caminhada.
Fomos subindo em um ritmo bem lento e com muitas paradas, principalmente porque tinha gente que nunca havia ido para uma montanha como essa antes. Fomos indo e indo e indo e como havia muita gente que tinha subido, decidi que era melhor acamparmos na base da montanha (a 20min do cume) para não correr o risco de subir até o cume e não encontrar local para armar as barracas (veja foto abaixo do cume lotado de barracas). Chegando na base armamos nosso acampamento, jantamos e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos cedo com uns 3°C de temperatura, fizemos um lanche e eu, a Jade e o Guilherme subimos até o cume para algumas fotos. Não ficamos nem 10 minutos no cume, foi tempo só pra fotografar, fazer uma pose no cume, descer e começar a desarmar o acampamento.
Às 10hs estamos prontos e começamos nossa caminhada de volta. A descida foi bem mais rápida, levando umas 4 horas até o Acampamento Base Marins onde uma cerveja gelada nos esperava.
Acabamos de arrumar as tralhas, troquei de roupa e logo estavamos na estrada novamente, fazendo apenas uma pausa na Dutra para jantar. De lá seguimos de volta para SP, nos separando do Luiz e da Bel na chegada na cidade e vindo até em casa onde estava o carro do Guilherme.
Esta foi minha 4ª subida ao Pico dos Marins e como as outras gostei muito. É um ambiente realmente de montanha, sem estradas de acesso, sem atalhos, sem escadas, não é um parque nacional com regras, imposições, horários (mas tenha bom senso!) e não tem nenhuma estrutura a partir do momento que você começa a caminhada. É a trilha, a montanha e você. E isso que faz valer tanto a pena!
No link arquivos aqui do meu site você encontra tracks e waypoints da trilha para GPS e carta topográfica da região para download (dentro de alguns dias atualizadas).
Abaixo algumas fotografias, clique na imagem para ampliar.


Jade, Bel, Luiz, Guilherme e eu no base (foto por Milton)

Jade e a placa de início da trilha (próximo ao morro do Careca)

Pico dos Marins visto ainda de longe

Pausa durante a caminhada (foto por Jade)

Uma das escalaminhadas da trilha

E a temida "rampa"

Acampamento com Marins ao fundo

Eu e a Jade no cume (foto por Guilherme)

Cume com muuuitas barracas

Guilherme no cume

Formação rochosa próxima ao cume

Nuvens se aproximando

Panorâmica com Marins à esquerda


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